segunda-feira, 1 de junho de 2015

Tempo nublado e amor próprio.

Não é a primeira vez que falo que não gosto de tempo frio,muito menos nublado. Amanheceu assim, hoje, segunda-feira. Já dá preguiça só de imaginar. O primeiro dia da semana tem esse poder. Talvez, me transporte a um tempo em que precisava  acordar bem cedo: ou era para aulas, quando ainda estudava ou mesmo para pegar a condução que me levava longe, estradas de chão, um olho aberto, outro fechado, tanto era o sono. Essa, devo frisar, a melhor época da  minha vida. Hoje, na ginástica, no finzinho da aula, o professor passava para a segunda fase de alongamento, quando devíamos nos abraçar a nós mesmos, cruzando os braços, de modo a alcançar os ombros. Naquele momento, senti-me envolvida por um sentimento forte de amor. E pensei na menina que fui, sofrida pelas dificuldades e inseguranças daquela fase  que a inocência nos traz; pensei na adolescente, também não isenta de inseguranças, apesar de ser uma fase bonita, de sonhos; e agora, já idosa, com os problemas que me marcaram vida afora. E pensei: como gosto de mim! Como me solidarizo com essa mulher que, como todos os seres desta Terra, tem suas vitórias e derrotas. Mas nunca, em tempo algum, senti tão forte o amor-próprio, aquele que nos causa admiração, ao mesmo tempo compaixão. Fiquei olhando para o céu nublado, tempo triste, sem o sol, essa estrela bonita que nos dá calor e luz. De novo, agradeci a Deus pelo abraço caloroso que recebia. Eu mesma me abraçando e tendo a mais pura certeza de que me amo muito.

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