Sabe aquela vontade que dá, de repente, de comer doce, ou de tomar um café bem fresco e quente? Um sorvete?Pois é. Estou com vontade de escrever mas não sei sobre o quê. Dá aquele comichão. Olho para o teclado, para a telinha branca e imagino que deveria estar colocando letras por aí. Lembrei-me então de uma pequena notícia que tive, logo cedo, vinda de uma das minhas mais novas "amigas de infância", que faz ginástica de oito e trinta às nove e meia. Até nem é uma grande novidade. Claro que não! Ela fora assaltada. "Estava indo pra missa, menina, eu e minha irmã, eu levava uma bolsinha pequena com quinze reais." Contava ela, rodeada por todas nós, que ouvíamos atentas e dando graças a Deus por ela estar viva. E contou ainda que eram dois rapazes bem vestidos num carro novo e caro. Pararam devagar e anunciaram: -É um assalto. Continuava ela dizendo; também que permaneceu muito calma e isso a ajudou muito. "Peraí! Calma! " E fez um gesto nos mostrando como ela, tranquilamente, puxava a alça da pequena bolsa e entregava ao bandido almofadinha. A irmã, atônita, deixou o relógio cair ao chão, muito nervosa. Esse é o nosso dia a dia, a violência avançando sem mais nem menos e nos privando da liberdade de ir e vir, ainda que só se vá até a uma Igreja, justamente pedir proteção e ao mesmo tempo agradecer pelas bênçãos. Minha amiguinha sorria. "E depois - concluía ela - eu achei graça de lembrar minha irmã toda afobada, recolhendo o relógio caído e que os larápios de meia tampa esnobaram e deixaram pra trás." A ginástica já começava e a professora já se alongava para que nós a imitássemos. Muitos já a acompanhavam. Corri, deixando a bolsa com água, óculos de sol e uma carteirinha com a chave da casa ao chão. Apressei-me com os exercícios. Felizmente, foi só isso. Outra do grupo já contava que fora seguida, quando um homem saindo, ela não sabia de onde, lhe perguntava com voz ameaçadora: "- Onde você está indo?" A rua deserta ao longo de toda a calçada. Ele aparecia do nada, e ela só se lembrava de ter dito, simplesmente: "- Estou indo pra casa e meu marido está me esperando." Foi o suficiente para que ele desaparecesse do mesmo modo que surgira. Talvez, desta vez, apenas uma paquera mal sucedida, afinal ela é uma morena bonita que não aparenta a idade que tem. Enfim... é o que temos por hoje. Amanhã não sei se escrevo de novo. Quero muito. Sempre a sensação que devo. Gosto muito quando tenho algo a dizer. Está se tornando um hábito. Que venham melhores notícias, coisas boas para variar. Quem sabe o nosso governo passa a nos tratar como gente de verdade? Pode ser ainda que os assaltos, apesar de não serem nada que alguém queira, que pelo menos sejam efetuados pelos bandidos de verdade. Brincadeirinha, gente! Tomara(agora, falando sério) não houvesse necessidade que alguém fosse impelido a tomar o que quer que fosse de quem quer que seja. Trabalho, saúde, escolas, esqueci alguma coisa?Sim, faltam outras prioridades. Mas, antes de tudo, que os homens de bem sejam os próximos em quem iremos votar.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Vozes, galãs e decepção.
Vozes, galãs e decepção.
Não sei porquê, fiquei olhando pela janela, deitada e
cansada da lida e meio mole com o remedinho que tomo para ansiedade. Não
pareço, mas sou agitada. Às vezes, recorro ao médico para minorar alguma
situação que, inexplicavelmente, me acontece. Depois, passa. Sei não, mais ou
menos. Os tempos de vida fácil se foram, ou nunca existiram mas as cobranças
eram menores ou é o ritmo acelerado que tem pressa; antes, se tinha tempo de
sobra. Deixemos esse papo de tempo pra lá, apesar de que ele, o tempo, é o
principal personagem daqueles pensamentos que tive, ali, deitada, descansando.
Comecei a pensar nas novelas de rádio. Vejam só! Há quantos anos faz que os
antigos aparelhos foram substituídos pela tecnologia e tem quem nem saiba do
que falo. Eram inesquecíveis, os atores que emprestavam sua voz, me recordo
nitidamente alguns nomes: Ìsis de Oliveira ( acho que de “O direito de nascer”).
Esta marcou época. Um novelão daqueles com direito a “mamãe Dolores” ,
Albertinho Limonta e tantos mais. Domício Costa, Roberto Faissal. Aí, pensei na
decepção que foi quando, lendo uma das muitas revistas da época, que minha irmã
mais velha colecionava em pilhas enormes ( Radiolandia, Revista do Rádio,
Filmelandia, Cinelandia, além das revistinhas em quadrinhos – citei as que me
vieram à mente - mas eram muitas mais);
como dizia, folheava uma dessas e vi lá a foto dos meus heróis do rádio. A voz
não combinava com a cara feia deles. Ou eu imaginava um homem lindo, do meu
jeito, assim como os do cinema, que já costumávamos frequentar em Bom Jesus,
quando nosso pai nos concedia esse privilégio: ir ao cinema. A tonalidade de
cada um deles, vozes lindas, másculas e ao mesmo tempo, macias, não sei
explicar. O fato é que a imaginação era melhor do que qualquer galã, que se
pudesse fabricar. Impecáveis. Decentes, bonitos. Hoje, o que se vê nas novelas,
nas histórias, nos filmes, é uma realidade nua que nos confunde, ao mesmo tempo
nos mostra o real galã, cheio de defeitos. Alguns, verdadeiros bandidos caem no
gosto do povo, aprontam todas mas são queridos. O mundo mudou ou eu cresci...!
O outro verbo não quis usar. É mais de acordo com a minha idade atual. Voces
podem imaginar...
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Pequeno conto baseado na vida real - A Gata Borralheira.
Era uma vez, uma mocinha bonita que se transformou numa senhora jeitosinha.
Naquele tempo, a mocinha bonita sofreu uma grande decepção. Até hoje, ela não consegue esquecer. Acontece que a senhora jeitosinha que ela se tornou sofreu a mesma decepção, mesmo tendo adquirido uma enorme experiência: normal que seja assim. Os anos passam e é inevitável aprendermos alguma coisa. Então. O intrigante nisso tudo porém é que para a senhora jeitosinha a decepção se deu, exatamente, da mesma forma que se deu com a mocinha bonita, isto é, do mesmo jeito, a mesma história, só os personagens mudaram.
Devo dizer que, tanto a mocinha bonita, quanto a senhora jeitosinha acreditam em príncipes encantados. Até hoje. Não é incrível?
O fato é que, sempre em busca de um amor verdadeiro, ela teimou em vivenciar um grande amor.
Quando a mocinha bonita se sentiu excluída da vida do príncipe, porque ele arranjou uma "princesa rica e mais bonita" para namorar, ela se sentiu rejeitada, só porque, como a Cinderela, era pobre, não tinha dotes, além dos que já possuía: um coração sincero, cheio de amor e alguma beleza física. Dizem que ela era muito discreta e chegava a ser humilde em sua modéstia porque, na verdade, era bem mais bonita do que supunha.
Depois, a mocinha bonita se casou com outro rapaz que não foi lá nenhum príncipe. Ele não gostava dela do modo que ela esperava: era uma sonhadora, essa mocinha bonita!...
Muitos anos se passaram. Ela teve três filhos com o marido que não a amava muito. Então, porque ele não a amava muito, se separaram, depois de anos de vida em comum. Ele procurava nas mais jovens, bem mais jovens, diga-se de passagem, o que pensava iria lhe trazer felicidade. Mas, voltando a falar da mocinha bonita: ela, agora, já é uma senhora jeitosinha, repito. Só que ficou triste. Ficou doente. Mas não morreu, não. A vida ainda lhe reservava uma grata surpresa. Ela nunca imaginara que, já naquela idade, poderia amar de novo. E mais: será que existem príncipes idosos? Pensava ela.
Um belo dia, apareceu esse "príncipe idoso". A pobre e triste senhora idosa encantou-se com ele. Quanta atenção, quanto carinho, quanta felicidade, quanto amor, finalmente. E ela voltou a se arrumar, a se enfeitar e tinha vontade de ser bonita novamente, como a mocinha bonita que fora um dia. Deu um chute na depressão e partiu para a vida. Viveu aos trancos e barrancos, por pelo menos uns três anos desse amor.
Mas as esquinas da vida nos espreitam, sorrateiras, com momentos difíceis. E aconteceu de novo: o lindo príncipe idoso deu-lhe um "bilhete azul", alegando que gostaria de ser seu amigo para sempre. A senhora jeitosinha procura, hoje, dar sentido à sua vida. Não contei pra vocês mas ela tem um netinho lindo. E Deus sempre lhe dá a possibilidade de ver nas coisas simples da vida um motivo real de viver feliz. Não totalmente feliz, já que ninguém ainda conseguiu tal proeza. Mas, agora, a senhorinha percebeu que príncipes encantados são uma armadilha e que, se tiver juízo, correrá deles como o diabo da cruz!...
Naquele tempo, a mocinha bonita sofreu uma grande decepção. Até hoje, ela não consegue esquecer. Acontece que a senhora jeitosinha que ela se tornou sofreu a mesma decepção, mesmo tendo adquirido uma enorme experiência: normal que seja assim. Os anos passam e é inevitável aprendermos alguma coisa. Então. O intrigante nisso tudo porém é que para a senhora jeitosinha a decepção se deu, exatamente, da mesma forma que se deu com a mocinha bonita, isto é, do mesmo jeito, a mesma história, só os personagens mudaram.
Devo dizer que, tanto a mocinha bonita, quanto a senhora jeitosinha acreditam em príncipes encantados. Até hoje. Não é incrível?
O fato é que, sempre em busca de um amor verdadeiro, ela teimou em vivenciar um grande amor.
Quando a mocinha bonita se sentiu excluída da vida do príncipe, porque ele arranjou uma "princesa rica e mais bonita" para namorar, ela se sentiu rejeitada, só porque, como a Cinderela, era pobre, não tinha dotes, além dos que já possuía: um coração sincero, cheio de amor e alguma beleza física. Dizem que ela era muito discreta e chegava a ser humilde em sua modéstia porque, na verdade, era bem mais bonita do que supunha.
Depois, a mocinha bonita se casou com outro rapaz que não foi lá nenhum príncipe. Ele não gostava dela do modo que ela esperava: era uma sonhadora, essa mocinha bonita!...
Muitos anos se passaram. Ela teve três filhos com o marido que não a amava muito. Então, porque ele não a amava muito, se separaram, depois de anos de vida em comum. Ele procurava nas mais jovens, bem mais jovens, diga-se de passagem, o que pensava iria lhe trazer felicidade. Mas, voltando a falar da mocinha bonita: ela, agora, já é uma senhora jeitosinha, repito. Só que ficou triste. Ficou doente. Mas não morreu, não. A vida ainda lhe reservava uma grata surpresa. Ela nunca imaginara que, já naquela idade, poderia amar de novo. E mais: será que existem príncipes idosos? Pensava ela.
Um belo dia, apareceu esse "príncipe idoso". A pobre e triste senhora idosa encantou-se com ele. Quanta atenção, quanto carinho, quanta felicidade, quanto amor, finalmente. E ela voltou a se arrumar, a se enfeitar e tinha vontade de ser bonita novamente, como a mocinha bonita que fora um dia. Deu um chute na depressão e partiu para a vida. Viveu aos trancos e barrancos, por pelo menos uns três anos desse amor.
Mas as esquinas da vida nos espreitam, sorrateiras, com momentos difíceis. E aconteceu de novo: o lindo príncipe idoso deu-lhe um "bilhete azul", alegando que gostaria de ser seu amigo para sempre. A senhora jeitosinha procura, hoje, dar sentido à sua vida. Não contei pra vocês mas ela tem um netinho lindo. E Deus sempre lhe dá a possibilidade de ver nas coisas simples da vida um motivo real de viver feliz. Não totalmente feliz, já que ninguém ainda conseguiu tal proeza. Mas, agora, a senhorinha percebeu que príncipes encantados são uma armadilha e que, se tiver juízo, correrá deles como o diabo da cruz!...
domingo, 12 de abril de 2015
A força da luz.
O sol está brilhando forte lá fora. Hoje, domingo, as pessoas andando na praia, algumas ( com certeza, a maioria descontente com o governo e se manifestando) acho eu. Estou aqui, escrevendo e com uma vontade grande (média - ando sem entusiasmo e exagerei na palavra), mas, a verdade é que amo o sol e o calor que ele traz. Ontem, fazia um friozinho fraco e estava meio nublado. Meu coração se encheu de nuvens negras e tive um dia ruim. Não havia nada que me desse vontade de fazer. À noite, abri o Facebook e tinha lá um convite: escolher uma poesia para deixar aqui; gostei. Procurei e logo achei uma do Fernando Pessoa que todos que amam poesia devem saber de cor. Foi bom. Invejo quem sabe fazer versos. Agradeço à amiga pela ideia. Foi um alento. Diminuiu o desinteresse que me cercava e me deixava prostrada. Nem ler eu queria. a televisão chatíssima, violência e corrupção, os últimos presos do Lava-jato, e ainda, de quebra, " dona presidenta" posando de boa moça. Aí fica difícil! O presidente Obama ( os cabelos embranquecidos pelo desgaste do cargo que ocupa) mas ainda assim um gato, falando para o ditador cubano e ouvindo as "abobrinhas" de quem não tem nada de útil a dizer. Enfim, o mau humor me esgotara. Hoje, cedo, o ex-marido me ligou, chateado porque o cachorro fugira e ele estava cansado de procurar. O nome do cachorro é Sol. Hoje, é dia de sol, como podem ver. Mais um tempinho passou e ele ligou de novo. O Sol aparecera, lá no finalzinho da praia. Há muitas maneiras de se viver. Escolher estar de bem com a vida, esta madrasta traiçoeira, que finge ser boazinha de vez em quando, é uma arte. Vou dar uma rasteira nela. Morta de preguiça, mas vou. Tomar coragem, achar uma roupa que não me aperte, calçar aquele tênis que merece substituição urgente e vou para a beira-mar. Vou estar entre os descontentes com a máfia do governo. Vou encontrar velhos, jovens e crianças. O sol que não se atreva a ir embora, como o cachorro fujão do meu ex... Mais tarde, na hora devida, permito que ele dê o seu espetáculo, se quiser: ir saindo devagarinho, deixando cores alaranjadas, vermelhas e amarelas, se escondendo atrás do morro, como se não fosse poderoso e fazendo de conta que todos não dependemos dele. Amanhã ele volta. Não é sempre assim?
sexta-feira, 10 de abril de 2015
SEM TÍTULO E SEM LÓGICA.
Melhor deixar para escrever quando acontece algo inusitado ou que mereça ser lido. Não leiam se que não querem saber de coisas chatas ou de problemas. Hoje, estou naqueles dias ( não de cólicas ou menstruação - aliás é a única vantagem quando se fica velha). Em compensação...deixa pra lá!!
Ontem, fui ao cinema, disso eu gosto. Só gosto. Antes, eu adorava. O filme começou meio chato mas no final, era uma história interessante apesar de meio ( bastante) depressiva, mas bem real. Acontece com as melhores famílias. Acho que se passava na Noruega ou Dinamarca, sei lá, só sei que era tudo gelado, a paisagem branca, tristonha pra mim, que adoro sol e calor. Houve até o caso de um menino louro de olhos azuis, bem "europeuzinho", que se depara com um menino negro, achocolatado mesmo, lindo e da mesma idade do lourinho. Este fez todas as maldades com o pequeno, adotado pelo casal europeu (digamos assim) de racismo e maldades infantis. No final, bem, não vou contar. Vão lá ver o tal filme; acho que "Happy, happy " o título. Entre as passagens da história, um grupo de vocalistas cantava música relacionada aos acontecimentos. Foi interessante, sim. Por que falo do filme? Sei lá.
Ando fazendo coisas meio no "automático" só pra dar ênfase aos momentos de trabalho ou de tédio. Tem alguém aí que leu isso? Tem alguém aí que anda meio na contramão da vida? Ou tem alguém aí que gosta de ler as bobagens que, às vezes, escrevo? Coloquei batatas no fogo para fazer uma torta de carne que sobrou de ontem. Pura obrigação, afinal temos um almoço a fazer. A filha estuda para uma prova que, segundo ela, difícil. O filho, mais novo, acabou de chegar, nervoso porque não encontrou a extensão e cabos do computador que é um dos meios para seu trabalho. Ralhei com ele ( ralhei é meio antigo - briguei mesmo) e falei que era displicência dele, depois que abri um fecho de sua maleta e lá estava tudo que ele precisava. Dizem que devo viajar e sair mais de casa. Enfim, não quero saber de avião, detesto. Menos ainda, viajar. O que quero, afinal? Talvez, voltar ao passado e reformular algumas coisas...Tenho coragem de dizer, sim. Sempre quando se entrevista alguém famoso, a resposta sobre arrependimentos é a mesma: "faria tudo do novo". Eu, não. Confesso que mudaria um pouquinho. Só um pouquinho, gente, pois devo reconhecer que tenho mais do que mereço. É só olhar para o lado. Tem coisas piores... e como! Ah! já ia me esquecendo...no hall de entrada do cinema, tem uma exposição com fotos de gente feia, desdentada, pobre, mal cuidada, velha, mal vestida, tudo que não enxergamos na maioria das vezes. "Os invisíveis" era o nome que o fotógrafo deu. Parei para pensar. Devemos...
Ontem, fui ao cinema, disso eu gosto. Só gosto. Antes, eu adorava. O filme começou meio chato mas no final, era uma história interessante apesar de meio ( bastante) depressiva, mas bem real. Acontece com as melhores famílias. Acho que se passava na Noruega ou Dinamarca, sei lá, só sei que era tudo gelado, a paisagem branca, tristonha pra mim, que adoro sol e calor. Houve até o caso de um menino louro de olhos azuis, bem "europeuzinho", que se depara com um menino negro, achocolatado mesmo, lindo e da mesma idade do lourinho. Este fez todas as maldades com o pequeno, adotado pelo casal europeu (digamos assim) de racismo e maldades infantis. No final, bem, não vou contar. Vão lá ver o tal filme; acho que "Happy, happy " o título. Entre as passagens da história, um grupo de vocalistas cantava música relacionada aos acontecimentos. Foi interessante, sim. Por que falo do filme? Sei lá.
Ando fazendo coisas meio no "automático" só pra dar ênfase aos momentos de trabalho ou de tédio. Tem alguém aí que leu isso? Tem alguém aí que anda meio na contramão da vida? Ou tem alguém aí que gosta de ler as bobagens que, às vezes, escrevo? Coloquei batatas no fogo para fazer uma torta de carne que sobrou de ontem. Pura obrigação, afinal temos um almoço a fazer. A filha estuda para uma prova que, segundo ela, difícil. O filho, mais novo, acabou de chegar, nervoso porque não encontrou a extensão e cabos do computador que é um dos meios para seu trabalho. Ralhei com ele ( ralhei é meio antigo - briguei mesmo) e falei que era displicência dele, depois que abri um fecho de sua maleta e lá estava tudo que ele precisava. Dizem que devo viajar e sair mais de casa. Enfim, não quero saber de avião, detesto. Menos ainda, viajar. O que quero, afinal? Talvez, voltar ao passado e reformular algumas coisas...Tenho coragem de dizer, sim. Sempre quando se entrevista alguém famoso, a resposta sobre arrependimentos é a mesma: "faria tudo do novo". Eu, não. Confesso que mudaria um pouquinho. Só um pouquinho, gente, pois devo reconhecer que tenho mais do que mereço. É só olhar para o lado. Tem coisas piores... e como! Ah! já ia me esquecendo...no hall de entrada do cinema, tem uma exposição com fotos de gente feia, desdentada, pobre, mal cuidada, velha, mal vestida, tudo que não enxergamos na maioria das vezes. "Os invisíveis" era o nome que o fotógrafo deu. Parei para pensar. Devemos...
sábado, 4 de abril de 2015
Sinônimo de ressurreição: boas lembranças.
Hoje, sábado de aleluia. Amanhã, domingo de Páscoa. Durante a missa, em todas as Igrejas cristãs, nas casas, onde todos comemoram e compram ovos e todo o tipo de chocolates, alguns coelhinhos, todas as comemorações em louvor, representando a alegria do Cristo renascido é mais do que merecemos. Ter um Deus em quem nos apoiar, acreditar nEle é dádiva. Ontem, saí e comprei uns ovos de Páscoa, um para o netinho. Na porta da loja, crianças pedindo um ovo para cada uma, pela calçada da minha rua, um rapaz, que costuma estar ali de vez em quando "vendendo" balas, aproveitou e levou a filha pequena de uns dois anos ( levam crianças para nos comover mais ainda) e foi uma verdadeira chuva de pedidos.
Resolvi que não daria nada a nenhum deles. Sinto remorso depois. Mas, pensando racionalmente, vejo esses adultos explorando a caridade das pessoas através de crianças, claro. As da porta das Lojas Americanas, não só pediam, insistiam e iam adentrando a loja ao meu lado.Eram três ou quatro. Já fui criança um tempão atrás. Não existia esse apelo comercial gritante. Você mal acaba de se livrar de uma data " comercial", vem outra e mais outra e assim vai. Daqui a pouco, acho, teremos o Dia das Mães, essas eternas sofredoras. Mas as boas lembranças também contam. Por isso, faço de vez em quando, um retrospecto do que foi minha infância. No Natal, por exemplo, meu presente ( dos que me lembro) um foi um terço, outro, um tecido de listras que minha mãe transformou num vestido de alças. Eram listras verdes num fundo branco. Ela sempre costurou para as quatro filhas, numa época em que nem havia boutique em nossa pequena cidade. Amei aquele vestido. Um dia, andando na rua, vi um homem simples usando uma camisa com o mesmo tecido do meu vestido. Deve ter comprado na mesma loja, a Casa Itaperuna. Nunca vou me esquecer disso. Não me dei por vencida e continuei a usar aquele vestido lindo, afinal fora um presente de Natal e feito pelas habilidosas mãos da mulher que me amava de verdade. O terço, acreditem, tenho guardado até hoje, meio arrebentado mas inteiro no seu valor simbólico. São boas lembranças, sim. Meus quinze anos: também ganhei um vestido novo, desta vez, estampado de azul e branco. Quando me casei, vesti-me com um vestido também confeccionado por ela, minha mãe.Há muitas vivências que ficaram perdidas na memória. Claro. A idade, é uma bandida feroz, mas também alivia, paradoxalmente, nossas dores. É cumplice do tempo. Esse aí, passa sem a menor cerimônia. Vai passando e apagando as boas coisas da vida. Só que, enquanto eu viver, jamais me esquecerei dos presentes que Deus me deu: meus pais. Esse convívio que alguns não tiveram o privilégio de ter. Que o Pai do Céu nos proteja a todos, na Páscoa e sempre. Este, o meu desejo.
Resolvi que não daria nada a nenhum deles. Sinto remorso depois. Mas, pensando racionalmente, vejo esses adultos explorando a caridade das pessoas através de crianças, claro. As da porta das Lojas Americanas, não só pediam, insistiam e iam adentrando a loja ao meu lado.Eram três ou quatro. Já fui criança um tempão atrás. Não existia esse apelo comercial gritante. Você mal acaba de se livrar de uma data " comercial", vem outra e mais outra e assim vai. Daqui a pouco, acho, teremos o Dia das Mães, essas eternas sofredoras. Mas as boas lembranças também contam. Por isso, faço de vez em quando, um retrospecto do que foi minha infância. No Natal, por exemplo, meu presente ( dos que me lembro) um foi um terço, outro, um tecido de listras que minha mãe transformou num vestido de alças. Eram listras verdes num fundo branco. Ela sempre costurou para as quatro filhas, numa época em que nem havia boutique em nossa pequena cidade. Amei aquele vestido. Um dia, andando na rua, vi um homem simples usando uma camisa com o mesmo tecido do meu vestido. Deve ter comprado na mesma loja, a Casa Itaperuna. Nunca vou me esquecer disso. Não me dei por vencida e continuei a usar aquele vestido lindo, afinal fora um presente de Natal e feito pelas habilidosas mãos da mulher que me amava de verdade. O terço, acreditem, tenho guardado até hoje, meio arrebentado mas inteiro no seu valor simbólico. São boas lembranças, sim. Meus quinze anos: também ganhei um vestido novo, desta vez, estampado de azul e branco. Quando me casei, vesti-me com um vestido também confeccionado por ela, minha mãe.Há muitas vivências que ficaram perdidas na memória. Claro. A idade, é uma bandida feroz, mas também alivia, paradoxalmente, nossas dores. É cumplice do tempo. Esse aí, passa sem a menor cerimônia. Vai passando e apagando as boas coisas da vida. Só que, enquanto eu viver, jamais me esquecerei dos presentes que Deus me deu: meus pais. Esse convívio que alguns não tiveram o privilégio de ter. Que o Pai do Céu nos proteja a todos, na Páscoa e sempre. Este, o meu desejo.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Pouco assunto.
As pessoas que tem como emprego escrever crônicas num jornal ou revista fico pensando: como será que fazem se não aparece um assunto interessante para contar ou até mesmo criticar?
Sempre me pergunto sobre esta questão. Assunto, na verdade, não falta. O que vem acontecendo é uma paulificação constante; explico: o conteúdo é o mesmo de sempre; a violência, quem foi o último corrupto descoberto, que policial perseguiu e matou um "inocente", a bolsa de valores despencando, a inflação, a falta de confiança dos investidores no Brasil, a falta de boas estradas, desmatamento, políticos caçados e presos, acidentes ( causados principalmente pelo desmazelo do governo que não se importa se pessoas morrem nas estradas esburacadas) a falta de trens pelo país inteiro, quando teríamos uma economia mais rentável, comprovadamente, a falta d'água pelo mundo todo, catástrofes, ufa! Cansei! E tem mais, só que se repetem numa cansativa rotina de tragédias. E nem falei dos famosos que morrem como moscas. Todo dia, vai um. Normal. Todos iremos um dia. Mas é chato pra quem já passou da" meta", já faz parte do grupo ativo e que a cada dia, vence a sorrateira inimiga com muita garra. A medicina ajudando e as informações outras. " No meu tempo" ninguém deve dizer isso, mas é verdade, morria-se muito cedo, a expectativa de vida era muito menor.Hoje, perdi a hora da ginástica mas, já que estava de pé, resolvi caminhar pela praia, compensando o corpo com outro exercício tão ou mais benéfico. Fazia tempo não andava pelo calçadão da praia e me surpreendi com uma novidade: antes de tudo, boa, diferente dos assuntos trágicos, ruins. Vi algumas partes da areia cercadas e com plantação apropriada, um tipo de refazimento da natureza, formando uma espécie de manguezais, com vegetação que foi arrancada e agora, tentam recuperar. Gostei do que vi. Havia uma placa mostrando que era iniciativa de um grupo , não consigo me lembrar do nome. Isso não importa, foi bom ver alguma coisa boa,produtiva e a favor dos que prezam a manutenção da natureza em sua forma natural. Devemos isso aos filhos, netos e a todos os jovens que foram prejudicados pela ganância e desordem moral de alguns que, por serem nossos representantes, deveriam primar por melhorar a vida da população. Afinal, os altos impostos são pra isso, né, gente?!!!
Sempre me pergunto sobre esta questão. Assunto, na verdade, não falta. O que vem acontecendo é uma paulificação constante; explico: o conteúdo é o mesmo de sempre; a violência, quem foi o último corrupto descoberto, que policial perseguiu e matou um "inocente", a bolsa de valores despencando, a inflação, a falta de confiança dos investidores no Brasil, a falta de boas estradas, desmatamento, políticos caçados e presos, acidentes ( causados principalmente pelo desmazelo do governo que não se importa se pessoas morrem nas estradas esburacadas) a falta de trens pelo país inteiro, quando teríamos uma economia mais rentável, comprovadamente, a falta d'água pelo mundo todo, catástrofes, ufa! Cansei! E tem mais, só que se repetem numa cansativa rotina de tragédias. E nem falei dos famosos que morrem como moscas. Todo dia, vai um. Normal. Todos iremos um dia. Mas é chato pra quem já passou da" meta", já faz parte do grupo ativo e que a cada dia, vence a sorrateira inimiga com muita garra. A medicina ajudando e as informações outras. " No meu tempo" ninguém deve dizer isso, mas é verdade, morria-se muito cedo, a expectativa de vida era muito menor.Hoje, perdi a hora da ginástica mas, já que estava de pé, resolvi caminhar pela praia, compensando o corpo com outro exercício tão ou mais benéfico. Fazia tempo não andava pelo calçadão da praia e me surpreendi com uma novidade: antes de tudo, boa, diferente dos assuntos trágicos, ruins. Vi algumas partes da areia cercadas e com plantação apropriada, um tipo de refazimento da natureza, formando uma espécie de manguezais, com vegetação que foi arrancada e agora, tentam recuperar. Gostei do que vi. Havia uma placa mostrando que era iniciativa de um grupo , não consigo me lembrar do nome. Isso não importa, foi bom ver alguma coisa boa,produtiva e a favor dos que prezam a manutenção da natureza em sua forma natural. Devemos isso aos filhos, netos e a todos os jovens que foram prejudicados pela ganância e desordem moral de alguns que, por serem nossos representantes, deveriam primar por melhorar a vida da população. Afinal, os altos impostos são pra isso, né, gente?!!!
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