Outro dia, estava mudando os canais da TV, procurando alguma coisa que fosse mais consistente, que me fizesse sair do marasmo em que me encontro. Filmes, programas, canais de futebol e esportes, nada parecia me interessar, até que cliquei um canal que já deve ter repetido muitas vezes o que apresentava mas parei e vi: nosso planeta é acometido das mais variadas mudanças nos milhões de anos de sua existência. Meteoros caem sobre o nosso planeta causando alguma destruição, varrendo da face da Terra animais e quase total foi sua destruição. Contudo, ele se recompôs. As explicações sobre o perigo iminente que corremos, confesso me deixou entre curiosa e preocupada. Aí, me deixei ficar; aprendi algumas coisas sobre o Universo, sobre buracos negros e admirei aqueles homens que, apesar das poucas técnicas e aparelhamento suficiente para estudar as inúmeras, incontáveis galáxias, se aprofundavam em conhecimentos que só os grandes gênios seriam capazes. Há coisas interessantes na mídia, sim. É só ter vontade e lá encontramos assuntos que valem a pena. Nas grandes cidades, já não conseguimos avistar a beleza que é um céu estrelado; a lua redonda e brilhante ainda é um prazer que observamos. Fiquei maravilhada em saber que há uma força magnética, no centro do nosso minúsculo planeta, que nos defende do ataque solar, e que,verdadeiros guerreiros empurram os incandescentes e destrutivos raios solares para não sei onde. E então é hora de pensarmos na grandeza de tudo que existe neste Universo misterioso onde somos um quase nada, se nos compararmos a outros astros e com tudo que desconhecemos. Certeza de que devem existir outras criaturas? Probabilidade, sim. Como nessa imensidão, tão pouco conhecida e explorada, temos a pretensão de sermos os únicos?! E noutros momentos, me vejo olhando para as varandas, tão próximas, apenas separadas por uma rua nem tão larga, do edifício em frente. Há uma mulher recolhendo roupas, ao mesmo tempo que segura uma criança, muito pequena ainda, equilibrando-se nas duas tarefas. Tantas varandas como aquela e tantas vidas não reveladas. Desconheço as pessoas vizinhas, que moram na mesma rua, no mesmo bairro e me dou conta de que viver é mesmo intrigante. Quanto mistério para mim, quanta vontade de saber o que acontece de fato com cada pessoa que nunca chegarei a descobrir. Fico imaginando estórias e me vem um desejo enorme de produzi-las, formando um livro de muitas páginas. Haverá um ser inteligente, pensante como eu, que mora numa daquelas galáxias, distantes anos luz, que tem sentimentos, que sofre, que se alegra e que gostaria de compor música, pintar um quadro, com as mesmas sensações dos terrestres? Saberei um dia? Quantas varandas existirão além da minha, de onde, mesmo sem visualizar outros seres, fico criando-os. Há pessoas que afirmam ter tido contato com seres extraterrestres. Gostaria de me encontrar face a face com um deles. Morreria de medo, mas gostaria, sim...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Armadilha.
Nem sei se deveria escrever agora. Não é um momento dos melhores. Há um sentimento, mais exato seria me expressar se dissesse sobre uma sensação inexplicável que vem tomando conta de mim. Antes, não havia a menor possibilidade de me acontecer tal coisa: era o que eu imaginava. Difícil uma pessoa alegre, de bem com a vida, que gosta de piadas, de música, de cinema, teatro, novelas, de ler, até de escrever, se ver nesse emaranhado de pensamentos tortuosos. Chego a pensar que pode ser contagioso.Por que não? É absurdo, diriam os psiquiatras...ou médicos. Mas acho que tem alguma coisa a ver com a convivência com alguém que apresentava tais sintomas. Tenho ouvido por vários canais, que o número crescente de depressivos é enorme. A tendência, aumentar. Pois é. Mas o mais lógico dos motivos seria o aproximar da casa dos cem...exagero? Não, gente! Estamos vivendo muito mais que nossos pais e avós, claro. As estatísticas não mentem. Podemos observar o grande número de idosos pelas ruas, ainda que amparados por muletas, ou por acompanhantes, parentes, mas estão lá, formando um número,cada vez mais crescente de velhos e velhas. Não vou abrandar com termos delicados. Cabelos brancos, faces enrugadas, pernas cambaleantes, andar inseguro. E o olhar? Ai, meu Deus! Comecei dizendo, neste meu texto meio caótico, que nem deveria ser o momento propício para uma crônica. Mas quero botar pra fora tudo que parece estar entalado, como em conservas; livrar~me da angústia que me envolve. Aí, penso no fato de termos nascido, sem o nosso consentimento. Dizem que a vida é uma dádiva de Deus. Que Ele me perdoe. O sofrimento pelo qual todos passamos é a cruz que cada um tem que, obrigatoriamente, carregar. Não importa se temos mais ou menos conforto, quando é chegada a hora. Estava lendo sobre a morte cerebral da ex-primeira dama que aconteceu tão recentemente. Muitos com alegria, com um sentimento de vingança do qual não participo. A opinião que tenho sobre o comportamento dela é o que menos importa. Talvez, eu a enxergue como grande vítima. Tiraram do povo o direito de morrer com dignidade; espalhados pelos corredores dos hospitais, falidos pela irresponsabilidade daqueles que detêm o poder. De qualquer modo, sabemos que a passagem para o outro lado, tão misterioso, é certa. Daí, me vem a definição mais cabível sobre o ato de nascer: uma armadilha, sim. Quem quer morrer? Ninguém, a não ser aqueles que, oprimidos por alguma razão ou até pela falta dela, abreviam o tempo que lhes foi dado. Suicídio: falta de coragem para enfrentar a vida. Só que é preciso coragem também para tomar essa decisão. Qual a maneira menos dolorida? Como será do outro lado? A fé nos torna mais esperançosos. A religião, não importa qual seja, nos traz um alento. Seremos recompensados ? Viveremos a felicidade eterna? Quem sabe? As pessoas doentes precisam de remédios para continuar vivendo e recorrem a todos os meios para que a saúde volte. É normal. Lutar, sempre, para encontrar a felicidade. Esta palavra tão abstrata quanto a própria existência!
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