sábado, 27 de maio de 2017

Eu e o Universo.

Solidão é uma palavra forte. Entretanto, é ela que nos torna fracos. Ou lutadores? Sei, não. Sei mesmo é que não há nenhum "molde" para se costurar a vida. É isso. Por mais que se esforce, ninguém sobrevive a um problema se não lutar muito. É preciso esforço enorme. Não queria escrever sobre a tristeza, depressão, essas coisas...mas me deu aquela vontade louca de escrever. Louca, exagero. Mas deu vontade, sim. Por isso, me dei o trabalho de religar o notebook.Há algumas tarefas a fazer: varrer o chão, limpar banheiros, espanar, todas essas chatices de dona de casa. Estou sozinha, hoje, não devo explicar o porquê, poucas pessoas se interessariam em saber, então, pulo este pedaço. Aí, olhando o céu azul, dádiva que o sol nos oferece, quando aparece, penso na vida. Detesto tempo frio, já nos aproximamos do inverno.Não gosto de ver nuvens carregadas, pesadas como a existência. A alma se ressente e fica fria também, pelo menos a minha. Mas o céu é apenas um mínimo do que podemos observar a olho nu. O resto do Universo, mistério insondável, me faz matutar sobre o que somos, se há de fato um lugar melhor, ondo o famoso  "Et", com sua carinha verde, tem caráter ou  se como os políticos da Terra, é corrupto...Ando enojada de tanta notícia sobre as falcatruas, verdadeira hecatombe, que vem destruindo nossas esperanças de um país melhor. Regredimos a um ponto tal que não ficam dúvidas sobre a afirmação de que " vai passar muita água debaixo da ponte" até as coisas tomarem o rumo certo. Então, minha gente, olho, sim para o Infinito, além de nossas fronteiras, saltando sobre buracos negros, meteoros e outras maravilhas do espaço sideral, e me pergunto se não é muita pretensão querermos um lugar seguro, onde o amor e a ética sejam a expressão da verdade. Hoje, li pela Internet, sobre um milagre: um menininho com câncer terminal, se vê curado com a intervenção da Virgem Maria, a Mãe de Jesus, que não veio à Terra a passeio. Veio nos pregar a Salvação, dar-nos a chance do Shangri-lá...onde seremos eternamente felizes...A medicina não soube explicar. Então, acredito que há, sim, um lugar no Universo, que estamos longe de conhecer, mas que nos trará paz, alegria, ausência da dor e alcançaremos a merecida recompensa.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Um ponto de encontro.

Não sei como o ser humano tem a capacidade tão grande de enfrentar o desconhecido. É verdade, sinto assim. Não temos a menor noção do que nos acontecerá daqui a um minuto. Intrigante e ao mesmo tempo, demanda coragem. Só temos a certeza de que um dia, tudo acaba, no plano terrestre. É apavorante, no mínimo. Ontem, soube da morte de um amigo e colega de escola, quando o curso era denominado  ginásio, com a minha idade. Hoje, não quero ter o trabalho  me atendo a essas nomenclaturas novas. O que quero dizer é que a vida é uma estrada, um caminho que percorremos, sem tempo estipulado, apenas caminhamos rumo ao infinito, ao eterno. Uns, jovens ainda, crianças, acabadas de  nascer, nas fraldas, não há nada definido, não há raça, cor ou credo Todos iremos um dia, apagar, como a vela bruxuleante ao vento. Compartilhei com um grande amigo, professor e que me ajudou na confecção do meu livro, foi supervisor e postou um vídeo sobre a imensidão do Universo e a pequenez do nosso planeta, a Terra. Se olharmos para a imensidão do Cosmo, precisamos reconhecer o total desconhecimento de outras galáxias, e a medida da nossa importância se torna ridícula. Há os que não tem religião, não acreditam em nada além da morte. Sei, não. Diante da grandeza desse Universo, dessa pequena partícula que divisamos, quando olhamos o firmamento, é que nos vem não a certeza, mas a mais completa dúvida ou esperança, melhor dizendo, de que pode haver, sim, um céu, um lugar que Jesus nos reservou, onde o sofrimento, a angústia, as dores, sejam banidos. Somos um grão de areia, cercados de seres ou de estrelas com dimensões inimagináveis. Por que os homens brigam tanto, por que há crianças passando fome, por que tantas guerras e injustas proporções divididas, pessoas tão pobres e outras tão ricas, tantos homens de caráter, outros que não se envergonham, não se incomodam se sua  consciência é inexistente, sem culpa por atingirem os mais necessitados? Ficaria horas, enumerando o que há de controvérsias, de contrastes. Lá no fim da linha, onde só descobriremos depois de nos despedirmos da vida, neste nosso pequeno planeta, se há um encontro verdadeiro, onde a paz seja a tônica. Onde o amor seja o sentimento único que nos fará iguais, sem preconceitos, sem a ilusão de que somos melhores uns que os outros. Tivemos um homem, um Deus que se fez carne e tentou ensinar essa mensagem: amar ao outro como a si mesmo. Não é difícil. Basta querer.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Amigos

Gosto de pensar que tenho muitos amigos. E como devo classificá-los? Hoje, me veio essa indagação. Não sei. Talvez, naquele momento em que até o sol nos incomoda, se ficamos mais que o suficiente sob seus raios. Tem hora, que são saudáveis, preciosos para nossos ossos. Tem hora, que são devastadores, causadores de câncer de pele e outros males. Mas não quero medir o Sol. Gosto dele demais. Prefiro o calor ,além da conta, ao frio tristonho de sua ausência. Neste momento, gostaria de ter um medidor para detectar a importância  dos amigos. E aí, percebi que não é possível. Há pessoas que nos esbarram todos os dias e não nos dizem nada até que, por uma frase qualquer, uma pequena atenção, nos dá vontade de abraçá-los, e vemos que o que me incomoda tem eco nas palavras daquele mais novo componente, no rol dos amigos. Pois é. Hoje, no intervalo da água, durante os exercícios, num curtíssimo tempo, medido pelos segundos do relógio, ouvi daquela pessoa, todos os dias ao meu lado, uma reclamação em tom de desabafo, uma coincidência que nos aproximou.  Não viemos à Terra, esse planeta tão lindo, tão azul (quando visto do alto, além das camadas de ar) a recreio. Pagamos um preço para usufruir desse "quintal colorido". Acho que há um caminho a ser seguido, florido também, com cores as mais diversas e que ainda não podemos perceber. Quero muito crer em outra morada, aquela que nos prometeu o nosso Pai, " o homem mais inteligente que existiu". Ele nos ensinou a amar, antes de tudo. Os amigos, ainda que adquiridos há tão pouco tempo, sempre têm algo a nos acrescentar. Agradeço por essa dádiva. " Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar..." Muitos vão reconhecer esses versos do nosso  cancioneiro. Não há medida, volto a dizer. Amigos são aquela flor que colhemos,num lindo jardim e que vêm alegrar nossos olhos e perfumar nossa existência.