Não sei como o ser humano tem a capacidade tão grande de enfrentar o desconhecido. É verdade, sinto assim. Não temos a menor noção do que nos acontecerá daqui a um minuto. Intrigante e ao mesmo tempo, demanda coragem. Só temos a certeza de que um dia, tudo acaba, no plano terrestre. É apavorante, no mínimo. Ontem, soube da morte de um amigo e colega de escola, quando o curso era denominado ginásio, com a minha idade. Hoje, não quero ter o trabalho me atendo a essas nomenclaturas novas. O que quero dizer é que a vida é uma estrada, um caminho que percorremos, sem tempo estipulado, apenas caminhamos rumo ao infinito, ao eterno. Uns, jovens ainda, crianças, acabadas de nascer, nas fraldas, não há nada definido, não há raça, cor ou credo Todos iremos um dia, apagar, como a vela bruxuleante ao vento. Compartilhei com um grande amigo, professor e que me ajudou na confecção do meu livro, foi supervisor e postou um vídeo sobre a imensidão do Universo e a pequenez do nosso planeta, a Terra. Se olharmos para a imensidão do Cosmo, precisamos reconhecer o total desconhecimento de outras galáxias, e a medida da nossa importância se torna ridícula. Há os que não tem religião, não acreditam em nada além da morte. Sei, não. Diante da grandeza desse Universo, dessa pequena partícula que divisamos, quando olhamos o firmamento, é que nos vem não a certeza, mas a mais completa dúvida ou esperança, melhor dizendo, de que pode haver, sim, um céu, um lugar que Jesus nos reservou, onde o sofrimento, a angústia, as dores, sejam banidos. Somos um grão de areia, cercados de seres ou de estrelas com dimensões inimagináveis. Por que os homens brigam tanto, por que há crianças passando fome, por que tantas guerras e injustas proporções divididas, pessoas tão pobres e outras tão ricas, tantos homens de caráter, outros que não se envergonham, não se incomodam se sua consciência é inexistente, sem culpa por atingirem os mais necessitados? Ficaria horas, enumerando o que há de controvérsias, de contrastes. Lá no fim da linha, onde só descobriremos depois de nos despedirmos da vida, neste nosso pequeno planeta, se há um encontro verdadeiro, onde a paz seja a tônica. Onde o amor seja o sentimento único que nos fará iguais, sem preconceitos, sem a ilusão de que somos melhores uns que os outros. Tivemos um homem, um Deus que se fez carne e tentou ensinar essa mensagem: amar ao outro como a si mesmo. Não é difícil. Basta querer.
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