Gosto de rir, muito. Uma vez li, não sei onde nem quando, há pessoas que tem um defeito genético ( considero defeito) e apresentam mau humor crônico. Não é meu caso, felizmente. Longe de saber sobre genética, mas tenho um mínimo de informação para pronunciar essas palavras. Aproveito cada ocasião que tenho pra dar boas gargalhadas. Ontem, tive um encontro com a médica, ginecologista, que visitamos todo ano, eu e minha filha É no Rio o consultório dela. Um transtorno para quem mora do lado de cá da ponte, já que moro em Niterói. Como de praxe, ela pediu vários exames, fez o preventivo ( essa parte é bem chata) e trouxemos nas respectivas bolsas o famoso recipiente com o material colhido. Detalhes perfeitamente contornáveis. Só que, em dado momento, já atravessando a baía que, apesar da lotação excessiva da barca, estava uma delícia, com brisa suave soprando, temperatura normal, eu imaginava ( coisa de gente meio doida) que se houvesse um problema, digamos que a barca afundasse... eu iria, com certeza, boiar, pois nadar não é meu forte, mas boiar, gente, sei muito bem. Podem rir. Mas penso coisas assim. Mas, em dado momento, continuando o que dizia, percebi um cheiro forte de amônia, ou sei lá o quê. Seria o pequeno frasco da doutora?
Tive esperanças que fosse um outro, com álcool; peguei mania de carregar. Mas, não. Não é que o danado do recipiente estava com problemas! Preocupei-me. Teria que voltar à médica, depois da verdadeira Odisseia por que passara - ônibus até as barcas, outro ônibus no terminal, este para Copacabana, um táxi até o lugar que me reembolsam ( plano de saúde), de novo a barca ( já voltando) e mais outro ônibus até em casa. Não. Chegando a Niterói, pertinho de seis horas, corri até o laboratório mais próximo que achei. Estava com as portas já fechadas. O outro, na mesma calçada, a dois quarteirões. Corri o mais que pude, virei o pé, xinguei, baixo, pra ninguém ouvir. Cheguei a tempo, as portas estavam ainda abertas. Mas não fui muito feliz, a recepcionista havia fechado os computadores e me informou que só no dia seguinte. Entretanto, disse a ela da preocupação com líquido derramado, etc, etc, e ela me tranquilizou, dizendo que não havia dano ao material. Hoje, fui aos exercícios rotineiros pela manhã, tomei meu café com pão, e na volta, a primeira coisa foi levar o "frasquinho" ao laboratório. Assim o fiz. A atendente, jovenzinha, parecendo iniciante no trabalho, tirava dúvidas com a vizinha ao lado quanto a alguns procedimentos. Então, perguntou-me algumas coisas para preencher as lacunas do papel à nossa frente. Aí, conto a vocês a primeira delas: " - Quando foi sua última menstruação?" Ri, na verdade, gargalhei. Como gosto de rir, gente! E respondi pra ela: "-Acho que há uns quinhentos anos ". Depois de escrever meu endereço e confirmar outras anotações, ela veio com outra pergunta: "- Toma algum anticoncepcional?" Outra boa risada. Afinal, perguntar não ofende, né?