terça-feira, 28 de julho de 2015
A escrita, os pensamentos e a dificuldade diante das incongruências.
Escrever não é fácil. Quando dá o branco, fica muito difícil.E ainda dizem que é a junção de cores. Deve ser, sim. A experiência pode ser feita, colocando-se todas as cores num disco e rodando-o rapidamente. Fica tudo branco mesmo. Mas se esse branco acontece com os neurônios, sei não... Ciência é uma coisa importante que traz progresso, principalmente se nos referimos à medicina salvadora. Outro dia, tive a imensa alegria de ver um ente muito querido sendo salvo pelas muitas experiências e investigações que chegaram a um tipo de antídoto contra uma doença tida como incurável. Ele se livrou dela. Isso não tem preço. Ao mesmo tempo, vai nos deixando descrentes, duvidando das afirmações que só quem tem muita fé pode sustentar. Andam dizendo por aí, na mídia, que se descobriu um planeta, fora do nosso sistema solar, que é bem possível que seja habitado. Olhando para o infinito, podemos supor que há outros seres, com certeza, mais inteligentes ou menos que nós. O que nos deixa tristes ( pelo menos eu me sinto assim) é que não veremos, tão cedo, a confirmação disso. Anos luz nos separam dessas prováveis galáxias. E isso é tempo demais, gente. Somos criaturas com tempo muito curto de vida. As descobertas através de pesquisas e de muita grana( que deveria ser gasta, sim, com esse fim) deveriam ser a meta das grandes potências, aquelas onde sobra dinheiro e são comandantes do nosso mundinho( tão nanico diante da grandeza do Universo). Ao invés disso, são feitas bombas atômicas e muita arma para que se destruam entre si. O poder sendo exercido de forma irracional. Quanta coisa melhor e mais útil poderia estar sendo preservada ou estudada pra que tivéssemos uma vida mais produtiva. Conseguimos viver mais, se comparamos o tempo dos nossos avós. E daí? Vale a pena? A evolução se deu no campo da tecnologia, sim. Mas e na parte emocional, aquela que nos faz mais humanos, mais solidários, mais felizes, enfim... Nada, mesmo. Ao contrário, vemos evoluir e se alargar assustadoramente, a violência. A tônica é se levar vantagem em tudo e possuir bens, além do que seria permitido; que bom se todos tivessem a decência de se contentar com menos para que se repartisse igualitariamente, entre todos. Ontem, vi pela TV o anúncio de mais um enorme desperdício com obra que se diluiu no ar, países desfazendo planos conjuntos, depois de terem gasto verdadeiras fortunas, material se perdendo no tempo e os políticos e responsáveis por tais acontecimentos, apenas dizendo palavras que não explicam nada, nada além de "conversa " pra boi dormir". E fica do mesmo tamanho. Há investigações, processos sendo formados contra os contraventores, aqueles que roubam o nosso dinheiro mas o tempo gasto é imenso. Não verei nada chegar a bom termo, penso eu. Há um bandido entre tantos, um que foi dos principais responsáveis por esse grande retrocesso de nossa terra- esse Brasil que poderia estar entre os grandes, por suas belezas, suas terras "em que se plantando tudo dá", suas imensas riquezas naturais- esse, a quem me refiro, saiu na capa de uma revista famosa e séria, que seria o próximo. Mas quando? A distância entre as acusações e as decisões de se castigar esses malfeitores me parece tão grande quanto a daquele planeta, nosso provável "primo interplanetário", há anos luz...Haja paciência!
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Num certo apartamento.
Ontem, vi o pedido da minha irmã pelo Facebook: que eu "retratasse" um encontro nosso, através de uma crônica, quando nos juntamos no apto. dela. Morei ali, durante a melhor fase da vida - adolescência, mocidade, me casei naquela mesma sala ( no civil) e passei por tantas coisas que não daria para enumerar. Aí, como é sempre um desafio, fiquei matutando; como faria para contar uma cena de "hospício"( no bom sentido), que é o que ocorre quando a família se junta, de tempos em tempos, às vezes, só acontece uma vez por ano, e difícil todos se juntarem. Sempre falta um membro, uma irmã, porque mora muito longe, noutra América, ou o irmão, porque tem a melhor Cantina de Grussaí e vive ocupado com suas massas e graças. Nunca vi alguém tão bem humorado! Quando ele e meu cunhado querido, o Pitota ( chamar o Pitota de querido devia ser pleonasmo! Quem não gosta dele?) se juntam, é alegria garantida. As piadas que os dois contam, de um modo que só eles sabem contar, vale a pena. Eles sabem que eu morro de rir, ao contrário da segunda irmã que analisa a piada e fica com pena dos personagens. Isso, quando ela entende! Mas deixa estar... A sobrinha linda e querida é sempre a primeira a chegar para o café da manhã, que não é nada mais nada menos que um falatório sem fim, todas falando alto e na mesma hora, afinal, gente, é muito assunto para por em dia! E as roupas, as modas? Pura futilidade, bem sei, mas mulher sem falar de bolsas, sapatos, vestidos novos, não é uma verdadeira mulher, hão de convir! Esse verbo haver é fogo! Mas acho, empreguei certo! O que importa é que a fofoca corre solta, e o encontro é algo inexplicável, indescritível, mesmo, só sei que é a melhor hora. Parente, apesar dos pesares, ainda é a melhor coisa que temos, além dos amigos, claro!
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Tocando a viola.
Desde pequena, meu sonho era tocar algum instrumento. O fascínio em ver alguém tocando era precoce. Comecei pelo acordeom. Tanto insisti que minha mãe arranjou uma professora. Não consegui. Ontem, estava " inspirada" e tocava uma linda música no violão: Epitáfio. Consegui tirar uns acordes maneiros. Não sei tocar nenhum deles, tanto acordeom quanto piano ou violão; então, quando falo que tocava uma música, entendam que eu perseguia a tal canção, me valendo das cifras e de um professor que me acatou, com tanta paciência, que chego a acreditar que tenho futuro. Contudo, passo horas batendo nas cordas com uma insistência que dá gosto. Os vizinhos que não me ouçam. Lá atrás, falta de persistência foi a causadora. Nunca me empenhei de verdade, apesar de amar música. Mas devo dizer que, a de ontem, estava uma beleza! Eu cantava, soltava a voz já que o sol,( pelo menos era com a letra G) que tirei a dita canção, era bom para minha falta de talento com a voz. Gostaria de ser uma cantora, ainda que só fosse no banheiro, na sala, ou em qualquer lugar. Não tive o privilégio de ser uma soprano ou coisa que o valha. Só sei que acertei uns dedilhados e me senti bem, tocando o meu violão. Fico imaginando o porquê real de não ter aprendido música. São várias as coisas que me remetem a uma "desculpa amarela". O fato é que sou meio preguiçosa para estudar com persistência. Na escola, nunca perdi um ano letivo e nem fiquei de "segunda época", mesmo que tivesse que decorar vinte teoremas, aqueles que o professor de matemática nos ensinava e um deles, teria que ser repetido na prova. Odeio matemática. Sempre preferi estudar Português, ou qualquer outra matéria. Música, eu amo de paixão. Então, não entendo essa dificuldade em aprender. Mas a vida nos faz participar de algumas audições. Não de piano ou de outro qualquer instrumento. Às vezes, somos chamados para uns acordes dos quais não queremos participar. É o que acontece, depois de um tempo em que olhamos para trás e revisamos a perda desse dom que temos. Alguns talentos ficaram adormecidos. Gosto de pintar, por exemplo. Aprendi algumas lições mas não passou disso. Cheguei então a perceber que o violão é a única forma de me expressar, ainda que precariamente, no trato com a música. E, enquanto a vida passa, vou tocando a minha viola.
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