quarta-feira, 8 de julho de 2015
Num certo apartamento.
Ontem, vi o pedido da minha irmã pelo Facebook: que eu "retratasse" um encontro nosso, através de uma crônica, quando nos juntamos no apto. dela. Morei ali, durante a melhor fase da vida - adolescência, mocidade, me casei naquela mesma sala ( no civil) e passei por tantas coisas que não daria para enumerar. Aí, como é sempre um desafio, fiquei matutando; como faria para contar uma cena de "hospício"( no bom sentido), que é o que ocorre quando a família se junta, de tempos em tempos, às vezes, só acontece uma vez por ano, e difícil todos se juntarem. Sempre falta um membro, uma irmã, porque mora muito longe, noutra América, ou o irmão, porque tem a melhor Cantina de Grussaí e vive ocupado com suas massas e graças. Nunca vi alguém tão bem humorado! Quando ele e meu cunhado querido, o Pitota ( chamar o Pitota de querido devia ser pleonasmo! Quem não gosta dele?) se juntam, é alegria garantida. As piadas que os dois contam, de um modo que só eles sabem contar, vale a pena. Eles sabem que eu morro de rir, ao contrário da segunda irmã que analisa a piada e fica com pena dos personagens. Isso, quando ela entende! Mas deixa estar... A sobrinha linda e querida é sempre a primeira a chegar para o café da manhã, que não é nada mais nada menos que um falatório sem fim, todas falando alto e na mesma hora, afinal, gente, é muito assunto para por em dia! E as roupas, as modas? Pura futilidade, bem sei, mas mulher sem falar de bolsas, sapatos, vestidos novos, não é uma verdadeira mulher, hão de convir! Esse verbo haver é fogo! Mas acho, empreguei certo! O que importa é que a fofoca corre solta, e o encontro é algo inexplicável, indescritível, mesmo, só sei que é a melhor hora. Parente, apesar dos pesares, ainda é a melhor coisa que temos, além dos amigos, claro!
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Um comentário:
Amo o que você escreve , é leve e gostoso . Adorei .
Que Deus continue te inspirando .
Beijos
Simone Varella
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