sexta-feira, 3 de julho de 2015
Tocando a viola.
Desde pequena, meu sonho era tocar algum instrumento. O fascínio em ver alguém tocando era precoce. Comecei pelo acordeom. Tanto insisti que minha mãe arranjou uma professora. Não consegui. Ontem, estava " inspirada" e tocava uma linda música no violão: Epitáfio. Consegui tirar uns acordes maneiros. Não sei tocar nenhum deles, tanto acordeom quanto piano ou violão; então, quando falo que tocava uma música, entendam que eu perseguia a tal canção, me valendo das cifras e de um professor que me acatou, com tanta paciência, que chego a acreditar que tenho futuro. Contudo, passo horas batendo nas cordas com uma insistência que dá gosto. Os vizinhos que não me ouçam. Lá atrás, falta de persistência foi a causadora. Nunca me empenhei de verdade, apesar de amar música. Mas devo dizer que, a de ontem, estava uma beleza! Eu cantava, soltava a voz já que o sol,( pelo menos era com a letra G) que tirei a dita canção, era bom para minha falta de talento com a voz. Gostaria de ser uma cantora, ainda que só fosse no banheiro, na sala, ou em qualquer lugar. Não tive o privilégio de ser uma soprano ou coisa que o valha. Só sei que acertei uns dedilhados e me senti bem, tocando o meu violão. Fico imaginando o porquê real de não ter aprendido música. São várias as coisas que me remetem a uma "desculpa amarela". O fato é que sou meio preguiçosa para estudar com persistência. Na escola, nunca perdi um ano letivo e nem fiquei de "segunda época", mesmo que tivesse que decorar vinte teoremas, aqueles que o professor de matemática nos ensinava e um deles, teria que ser repetido na prova. Odeio matemática. Sempre preferi estudar Português, ou qualquer outra matéria. Música, eu amo de paixão. Então, não entendo essa dificuldade em aprender. Mas a vida nos faz participar de algumas audições. Não de piano ou de outro qualquer instrumento. Às vezes, somos chamados para uns acordes dos quais não queremos participar. É o que acontece, depois de um tempo em que olhamos para trás e revisamos a perda desse dom que temos. Alguns talentos ficaram adormecidos. Gosto de pintar, por exemplo. Aprendi algumas lições mas não passou disso. Cheguei então a perceber que o violão é a única forma de me expressar, ainda que precariamente, no trato com a música. E, enquanto a vida passa, vou tocando a minha viola.
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