Nada muda, a não ser o que já
acontece, às vezes. De repente, uma louça que quebra ( aquela que você curtia
tanto, não sei se prato ou copo, dizem que dá sorte) ou pior, uma amizade que
estremece, ou um aborrecimento que vem, sem pedir licença, claro! Mas pode
acontecer de você se alegrar à toa, só porque o sol está quente ( tem gente que
não gosta) e o velho calor traz alegrias e expectativas. Hoje, vou a um baile de
Reveillon. A companhia é boa, minha irmã, meu cunhado e algumas amigas, tudo
junto numa mesa de 10 lugares. Música. Adoro. Mas aquele tempo em que eu
esperava por esse baile, já vai longe. Parecia ser o acontecimento do ano. Só
ficava meio tímida ( pra não dizer totalmente) quando começava música de
carnaval. Eu tinha vergonha de dançar, me achava sem jeito. E era. Mas as paqueras,
os olhares, os amores (tive um proibido, que deu sal à minha vida) era romântico. Eu sofria; mas quando dançávamos (
mesmo sabendo que meu pai me levaria embora daí a pouco) parecia o Romeu e Julieta,
abraçados no meio do salão, ao som de boa música. Se ele curtia esse amor como
eu, não sei mas, parecia que sim. O
tempo passou. O baile passou. Alegria, essa vem em doses homeopáticas, não por
falta de esforço. Sou bem humorada até demais. Chuto os problemas pra debaixo
da mesa e vou dançar, sorrir. Meu cabelo
tá feio. Cortei e me arrependi, agora, espero que cresça rápido, mas é detalhe.
A euforia, “o melhor da festa é esperar
por ela” já era. Entusiasmo se converteu em obrigação de se distrair. Tem que sair,
dizem uns, ficar em casa não é bom. Discordo. Tem vez que ficar em casa é verdadeiro
bálsamo. Acompanham-me uma boa leitura, um livrinho de palavras cruzadas, ou
até mesmo ficar olhando pro teto, pensando na vida, me dá gosto.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
NATUREZA VERSUS PAIXÃO.
Quando leio um livro onde o autor
descreve cenas, a paisagem, relatando minúcias, às vezes, dá preguiça. Explico:
não consigo “pular” pedaços do texto, tenho o hábito (não sei se é maluquice)
de ler cada palavra. Sou fiel leitora, devo dizer. Fiel a quem? É que não sei
fazer diferente. Li o primeiro volume de “Os miseráveis”, de Victor Hugo.
Fantástico. Mas há trechos chatíssimos, que me perdoem os mais cultos. As batalhas
do Napoleão, por exemplo, dão um nó na paciência. Pra que tanto detalhe? Já o
exemplo do bispo é maravilhoso; do personagem Jean Valjean, que foi preso por
roubar um pão e apesar de se tornar um benfeitor, bem mais tarde, acaba crucificado
do mesmo jeito. Fez-me lembrar o Nelson Mandela. Os heróis se repetem de uma
forma ou de outra. Mas volto a dizer sobre as falas de grandes autores, quando
descrevem a Natureza. Eu também, me deleito, por exemplo, com o por do sol. Calma,
gente, não estou me incluindo entre os “grandes”,
apenas gosto de escrever. Alguns amigos mandaram fotos pelo Facebook, de netos
com a família, avós babando ( como na música da gloriosa Anita) no mar
soberano, com águas claras, despoluídas ( ainda existem milagrosamente) e, com
o calor que faz no meu apartamento, bem de frente para o sol, deu vontade de
sacudir a inércia, colocar meu maiô e correr para a praia e mergulhar de
cabeça. Mas uma das minhas paixões é justamente ver o sol se pondo, colorindo
minhas tardes. É uma coisa da qual não abro mão. Não sei porque, prefiro o calor, não gosto de frio.
Talvez porque tenha alergia, sou meio asmática ( não sei se existe meio
asmática, o fato é que melhorei muito com a Homeopatia) e friagem, repito, não
me faz bem. Mas o que quero dizer, mesmo, é que compreendo quando alguém se
prolonga ao descrever uma cena dentro de uma história. É o amor pelas coisas
que admiramos. A Natureza é a maravilha que nos foi dada de presente. Mas não a
usufruímos com respeito, nem valorizamos essa dádiva de Deus.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
PANCRÁCIO.
Genial o conto do Roberto Pompeu
de Toledo, na última Veja: “Conto de Natal”. Costumo ler seus artigos, toda
semana e gosto demais. Só que o conto me surpreendeu. Incrível como ele colocou
com humor e realidade o comportamento das pessoas nos dias de hoje.
Com a figura do Pancrácio ele nos presenteou com uma engraçada historinha mas, acima de tudo, um retrato fiel do que
acontece. As pessoas robotizadas, hipnotizadas com as maquininhas infernais,
ainda que úteis, incríveis, modernas. Não quero ser retrógrada, se caminha é
pra frente mesmo. Mas é de dar nó em pingo d’água, melhor, nas cabeças dos não
tão jovens (como eu e meus contemporâneos). Até nomear a gama enorme de
aparelhinhos que acontecem todos os dias, fica difícil para essa geração que,
digamos, está mais pra lá do que pra cá. Quem puder, leia o conto do Roberto. Olha a intimidade,
mas me familiarizei com o que ele escreveu, e me diverti horrores! Leiam! É
imperdível!
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
CEBOLA, AÇAFRÃO,GENGIBRE
Além de alho, limão, tudo batido
no liquidificador. Peguei a receita de um famoso programa de TV. Era para ser
usado temperando o arroz, que deveria ser fervido na água com uma pitada de sal
e escorrido, como fazemos para cozinhar o macarrão. É mais saudável, segundo a
nutricionista do programa. Experimentei. O arroz, realmente, ficou ótimo,
soltinho. Mas o molho, benza, Deus!
Ficou muito forte! Para quem gosta de coisas picantes, aconselho, mas não é o
meu caso. Resultado: não coloquei no arroz. Apenas “morenei” uns dentes de alho
e misturei. Por que falar disso agora? Não sei. É a vontade de dizer alguma
coisa que me persegue, desde que
amanhece o dia. A missa do galo, tentei ver pela televisão, não tive tempo de ir à
igreja, a cozinha me deu trabalho. Queria ver o papa Francisco, celebrando a
missa para homenagear quem é o verdadeiro Natal: Jesus. E papa como Francisco é
coisa rara! Mas cochilei, de cansaço. Tem um filme, “Vestígios do dia”-
lembrei-me mais por causa do título. É o que ficou de ontem. É o que fica da
vida: vestígios; tudo é efêmero... Tudo é incerto. Viver o presente é o que
devíamos fazer. Mas o mau hábito de visualizar o futuro nos impede. Parece
vício. Hoje, todos descansam. Restaurantes fechados, mercados, comércio em
geral. Fechados para balanço. Mas a vida continua marcando as horas, os
minutos. Vamos vivendo, de uma forma ou de outra, o nosso presente.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
A EUFORIA DO NATAL.
Que sentimentos
ocupam nossos vazios nesta época: Natal, fim de ano. Parece um rio que vai dar
no oceano. Chega o tempo em que achamos acabou uma etapa da vida e outra vai
começar. Nada disso. Não sinto assim. Cada pessoa deve ter um modo de
visualizar os meses do ano. Penso nisso às vezes. Olho como se fosse uma
escada, culminando no mês de dezembro. Lá no topo, ele, de repente, faz uma
parada súbita e com a contagem regressiva em que todos gritam até que alcancem
o número 1 , seguida pelo espocar dos fogos de artifício, luzes
brilhantes, cascatas, demonstrações de alegria, quando todos se abraçam, numa
confraternização meio mecanizada, sinalizando que aquele ano terminou. Para
uns, tristezas escondidas no mais profundo da alma. Vem a sensação de recomeço. Mas é só uma falsa
idéia. Antes, as compras, as filas intermináveis nos caixas. A pressa das pessoas pelas ruas, pelos
shoppings, por todos os lugares, expressões de angústia, onde o tempo é curto
para tantas atividades. As despesas extras com a ceia de Natal, frutas
escolhidas, castanhas, nozes, as iguarias que só são preparadas nessa época. A
humanidade se prometendo dias melhores, cheia das melhores intenções. Os
cartões de felicitações, entraram em
compasso de passado, meio que perdidos
entre as modernidades dos tablets, ipods e outros que tais. As mensagens
instantâneas pelo Facebook, e-mails... E lá de cima, Alguém nos olha com olhos
de ternura, de amor. Tem missa para Ele, sim. Mas é detalhe. Todos rezam um
pouquinho mas correm para dar os presentes que, colocados sob a enorme árvore,
vão trazer surpresas ou mesmo decepções, quando o presente não for o que se
esperava. Enfim, é o dia da ilusão maior, de esperança.Tudo vai dar certo,
todos terão saúde e a vida será cor de rosa, só porque é Natal.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Escrever ou não escrever, eis a questão...
Amanheci com vontade de dizer alguma coisa. De escrever, na verdade. Gosto imensamente quando bate inspiração. Não bateu. Só que é importante para mim deixar algum pensamento, ou crônica, sei lá, qualquer coisa, com a esperança de que alguém vai ler. Vaidade. Deve ser. Mas preciso exercitar o que descobri não faz muito tempo: essa tendência a escrever. Está um dia nublado, chuvoso. Não gosto. Me dá tristeza. Adoro ver o sol brilhando, queimando nossa pele, incomodando mesmo. Traz alegria, vontade de fazer coisas...Dá preguiça, o corpo fica meio mole, mas tem suas compensações. Ando meio devagar...literalmente. A idade vem deixando suas marcas, dificuldades que não percebia, antes, claro. E aí, dá vontade de aproveitar os momentos que me são dados. Aprender ainda é tempo, por que não? Estudar e principalmente, ler, ler muito. Ontem, uma amiga me perguntou: " Que hora você costuma ler?" A qualquer hora, respondi; às vezes pela manhã, assim que acordo. É sossegado. Às vezes, à noite, mas dá sono...E às vezes, a qualquer hora. Ler é bom. Acho que se tornou meu melhor prazer.
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