Nada muda, a não ser o que já
acontece, às vezes. De repente, uma louça que quebra ( aquela que você curtia
tanto, não sei se prato ou copo, dizem que dá sorte) ou pior, uma amizade que
estremece, ou um aborrecimento que vem, sem pedir licença, claro! Mas pode
acontecer de você se alegrar à toa, só porque o sol está quente ( tem gente que
não gosta) e o velho calor traz alegrias e expectativas. Hoje, vou a um baile de
Reveillon. A companhia é boa, minha irmã, meu cunhado e algumas amigas, tudo
junto numa mesa de 10 lugares. Música. Adoro. Mas aquele tempo em que eu
esperava por esse baile, já vai longe. Parecia ser o acontecimento do ano. Só
ficava meio tímida ( pra não dizer totalmente) quando começava música de
carnaval. Eu tinha vergonha de dançar, me achava sem jeito. E era. Mas as paqueras,
os olhares, os amores (tive um proibido, que deu sal à minha vida) era romântico. Eu sofria; mas quando dançávamos (
mesmo sabendo que meu pai me levaria embora daí a pouco) parecia o Romeu e Julieta,
abraçados no meio do salão, ao som de boa música. Se ele curtia esse amor como
eu, não sei mas, parecia que sim. O
tempo passou. O baile passou. Alegria, essa vem em doses homeopáticas, não por
falta de esforço. Sou bem humorada até demais. Chuto os problemas pra debaixo
da mesa e vou dançar, sorrir. Meu cabelo
tá feio. Cortei e me arrependi, agora, espero que cresça rápido, mas é detalhe.
A euforia, “o melhor da festa é esperar
por ela” já era. Entusiasmo se converteu em obrigação de se distrair. Tem que sair,
dizem uns, ficar em casa não é bom. Discordo. Tem vez que ficar em casa é verdadeiro
bálsamo. Acompanham-me uma boa leitura, um livrinho de palavras cruzadas, ou
até mesmo ficar olhando pro teto, pensando na vida, me dá gosto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário