sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ESCREVENDO OU LENDO.


Deu vontade de criar um texto. De quando em vez, acontece. Mas com tanto calor, acho que os neurônios derreteram como sorvete fora do freezer. Aí, pensei: vou ler, melhor. Aí, pensei de novo: como vou conseguir segurar um livro, com a moleza que sinto, o calor faz isso com a gente e também, só de pensar em qualquer coisa, encostando  na pele, dá aflição...imaginei a colcha da cama que vai ficando morna  ou o tecido do sofá, nada convidativos. Ontem, estava vendo um filme que já assistira noutra ocasião. Do Almodóvar: “ A pele em que me escondo ” ou algo parecido com isto, esqueci agora. É sobre um cirurgião plástico, papel de Antonio Banderas, que se vinga do pretenso estuprador de sua filha doente. Um horror...! Ele opera o coitado na marra e o vai transformando em mulher. Historinha macabra! Aliás, não gosto muito de Almodóvar... Sei que muitos vão me crucificar, mas não gosto mesmo. Tô pra ler o segundo volume da obra de Vitor Hugo: “Os miseráveis”. Na verdade, já comecei. Acho que vou encarar. O calor que se dane. À  medida em que a história vai se infiltrando na mente e a leitura vai me prendendo, acredito que vou esquecer um pouco o desconforto, o suor descendo por todos os lados e acho, vou me divertir. Vou ligar o ar condicionado de novo, pensei. Aí, pensei de novo na conta que dobra no fim do mês. Mereço, penso. Já repeti o verbo pensar dez vezes... mas é que pensar é muito bom. Às vezes, do nada, vem uma idéia boa. Tenho certeza que não foi desta vez... pelo menos, matei a vontade: escrevi um texto qualquer. Quem se arriscou lendo, vai me achar uma tola, me desculpe a falta do que fazer! Aí, penso de novo: hoje, arrumei a casa, lavei os banheiros, cozinhei, com muito capricho; tudo com louvor. Tem vez que enrolo e não varro direito debaixo das camas. Hoje, repito, me esmerei, trabalhei como se tivesse quinze anos. Então, senti que devia me dar uma recompensa e desafiei os pobres neurônios mais uma vez. Até a próxima faxina, pessoal.
Em tempo: O nome do filme é "A pele que habito", não ,me escondo.

2 comentários:

Unknown disse...

Se cada faxina render um texto como esse Neuza, faça mais vezes...beijos!!

neuzasales disse...

FICO TODA PROSA COM SEU ELOGIO!