quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

QUANTA COISA ACONTECE...


Desde o momento em que se sai de casa alguma coisa acontece... Parece até a letra da música, acho que Avenida São João, se não me engano. Mas é verdade. Por mais simples que pareça, é o momento presente vivenciado. Claro, alguns detalhes, supérfluos. Tenho mania, já disse em outra ocasião, mentalizar  situações pelas quais estou passando; vou escrever sobre isso, costumo imaginar. Adoro fazer crônicas. Pode ser chato para quem lê, atentar para detalhes que talvez só sejam interessantes para quem vive aquilo. Saí para comprar um chinelo, desses que servem para quem quebrou o pé ou mesmo só o enfaixou. Era para meu filho que levou um tombo bobo, na escada do meu prédio e teve que manter o dedão enrolado  por, pelo menos, uma semana. Então, resolvi enfrentar o calor e parti para a compra numa loja de produtos hospitalares, que não fica longe de onde moro; primeiro, levei um susto danado quando passava rente a um muro cheio de grades,  sustentadas por alvenaria amarela, combinando com as grades pretas. Um cachorro me olhou de perto; não imaginava que ele estaria ali. Minha adrenalina foi aos céus! Mais um quarteirão. A imagem  da Virgem Maria, numa pequena gruta na frente da Igreja, fiz o sinal da cruz, agradecendo à Mãe de Deus, falei uma pequena prece; um rapaz que retirava caixas de um caminhão,  me olhou estranhando. Lá ia eu, quando ao passar por um portão fechado, alto ( não se podia ver ninguém do outro lado) levei uma “baldada”com água suja, descendo por baixo do vão do bendito portão. “ Que merda”! balbuciei, afinal uma senhorinha de respeito não diz palavrão; que nojo! Seria água da limpeza matinal, talvez de uma área onde tivesse cachorro...! Que nojo, pensei, de novo! Fiz a compra e voltei; aproveitei que passava por um supermercado ( super, só no nome pois muito pequeno) e precisava comprar adoçante e ricota para uma receita de lasanha light. Entrei e a música estava altíssima. Vi duas senhoras fazendo cara feia, incomodadas com o som. Eu, ao contrário, me deliciei porque a música era dessas  de que gosto muito, que dá vontade de dançar. É como aquele provérbio ou sei lá o quê, que demonstra as verdades diferentes, na mesma situação, para pessoas diferentes. Uma, por exemplo: alguém  vê um copo contendo a metade de sua capacidade e diz: “- Copo quase vazio”. Já outra pessoa pensaria: “-Copo quase cheio”.  São interpretações, sentimentos opostos. Tá achando chato o meu texto? Então pare de ler. Se gosta, me dê o prazer de ler até o fim. Vem coisa interessante por aí? Não sei dizer. O que parece bom para uns pode parecer ridículo para outros. Se se identificou com a situação ou simplesmente, curte qualquer leitura, siga-me. Farei outros textos que, como este, não levam a nada mas  também não fazem mal a ninguém.