quarta-feira, 31 de agosto de 2016

As leis e um jogo de Pôquer.

Tem hora, me pergunto: será que estou sendo severa demais? Afinal, não é meu feitio. Assisti hoje, pela TV Senado, canal 40( pela Globo News) todo o rito, julgamento da Presidenta - como ela gostava de ser nominada -  e me vi, eu e a maioria dos brasileiros, assistindo a mais um golpe desse partido horrendo, chamado PT e aliados outros também. Nos últimos momentos, quando esperávamos o desfecho justo, esperado há meses, que  a Presidente Dilma fosse deposta, por provas evidentes, pedaladas, falcatruas, compra de elefantes brancos, enferrujados, como Passadena, empréstimos vultosos a Ditadores, como os de Cuba, Venezuela e tantos mais, a falência da Petrobrás, estelionato político, enganando o povo, nas eleições, e tudo o mais...E aí, a que assistimos, minha gente? Nos últimos momentos ( para nós - porque acho que haviam urdido essa trama antes)  volto a dizer, aparecem com a alegação que ela poderia se livrar da Lei, do castigo imposto para aquele pecado, pela metade. Nunca vi, antes. E conseguiram. Posaram de vítimas e falaram em clemência. Citaram até Ouro Preto, relembrando os castigos impostos aos "traidores da Pátria", quando seus corpos eram mortos e "fatiados" em praça pública. Devo confessar que já sentia o gostinho da vitória, percebendo, pela lógica e provas evidentes que a "Presidenta" já seria carta fora do baralho. E não é que foi um verdadeiro jogo de pôquer!! Acreditem! Jogadores inescrupulosos, ardilosos, com cartas falsas, já que falei em baralho, devo continuar por esta seara, onde grandes jogadores costumam blefar, para ganhar o jogo, enganam, é psicológico e, às vezes, passam cartas por sob a mesa, escondidas na manga. Conversa vai, conversa vem, uns acusando e outros, de forma acalorada, gritavam quando chamados,  que o barulho devia ser ensurdecedor, já que todos falam ao mesmo tempo, aliás, um péssimo exemplo: "quando um burro fala o outro baixa a orelha"! Velho ditado. Aí, gente, apesar de não entender de leis, apenas procuro ouvir quem é entendido, estudado e procuro me orientar, para saber melhor das possibilidades reais deste nosso lindo país, apenas pincelado de negro por alguns políticos; a grande maioria, infelizmente, nos dá um tapa na cara. O presidente do Senado, com seu indefectível cabelo implantado, pago por nós, disse um belo discurso, antes da votação do impeachment; Só que, quando se definiu no painel eletrônico a contagem dos votos determinou que  nossa " douta"  presidenta foi exilada de seu trono. Trono, sim, pois nunca vi tanta mordomia e tantos assessores. A rainha da Inglaterra se sentiria humilhada, diante de tanta potência. Mas no Brasil é assim. Dívidas  espocando de todos os lados...Nosso país sendo levado à falência. Mas os histéricos petistas conseguiram através de um documento de última hora, que a Constituição fosse alterada, porque a pobre Presidenta iria ficar muito mal, se seus direitos fossem usurpados. A Lei é para uns e não para todos, contrariando o que está expresso na Carta Magna do nosso Brasil. Então, numa segunda etapa, foram convocados os mesmos Senadores, os mesmos que a ceifaram do Poder, a repetir a votação. E pasmem!!! o Senhor Renan, resolveu fazer um pequeno ajuste em sua fala, agora pedia clemência para a pobre senhora, defenestrada de sua "cadeira real". Não seria justo " a queda e depois ainda o coice", como se diz em sua terra. Foi tanta falação que, acho, alguma coisa parecida com isso ele disse. Não se teve misericórdia dos brasileiros, mais de doze milhões desempregados, nem dos meninos de rua porque não tem escolas, nem casa decente para morar e dos pobres doentes em filas intermináveis nos hospitais, pois nem mesmo esparadrapo hão de encontrar, quando mais atendimento médico. E a farsa continua... é um jogo mesquinho de interesses, onde o povo, apesar dos protestos nas ruas, através da mídia e dos mais modernos meios de informação, não se faz representar por gente digna, escolhida nas urnas, que se pressupõe, sejam seguras...Será? Cansei. Talvez, haja uma luzinha, tênue, bem lá no fundo do túnel, esperando uma reação dos políticos contrários a essa falcatrua, quando podem, acho eu, apelar ao Supremo Tribunal Federal para que seja apagada mais esta mancha da nossa história. È um precedente que se abre para que os criminosos, que roubam nosso dinheiro, sejam perdoados, mesmo que pela metade...

terça-feira, 16 de agosto de 2016

"Seu" Pedro~ recordando...

Nem sei como, ontem, fiquei me lembrando coisas de há tempos. Pensei na vida em Volta Redonda, onde nasceu meu terceiro filho. Cidade poluída que me deixava com a alergia acentuada. Olhava pro céu e as fumaças expelidas pela Siderúrgica eram multicores: cinza, rosa, marrom e outros tons. Para um quadro seria bonito, mas pra vida real era um horror. Com três crianças, ainda nas fraldas,  a lavar,era média de cem por dia, mais ou menos, daquelas de pano mesmo. Descartáveis, acho que ainda eram novidade. O fato é que a fuligem cobria tudo. Espanava a casa e limpava o chão para perceber que, em pouco tempo, o pó preto tomava conta. Vinha de uma cidade interiorana, onde não havia poluição. Nenhuma. Então estranhei muito. Morei lá por quinze anos. Não gostava daquele lugar. O que ganhei, em contrapartida, foram os amigos. Amiga fiel, verdadeira irmã, ainda vive lá. Tive outras, sim. Mas comecei a citar algumas coisas que puxaram outras. Lembrei-me com saudades de um senhor que foi nosso fiel escudeiro, o "Seu Pedro". Trabalhava com meu marido, ajudando-o a carregar processos, ajudando em tudo. Antes, pela manhã, era quem fazia uma boa limpeza na piscina, assim como executava outros pequenos afazeres da casa. Almoçava em nossa casa, tomava seu banho, se arrumava com capricho e os dois seguiam juntos para o trabalho, cada um com sua função. Quando nos mudamos de lá pra cá, ele nos acompanhou e ajudou a colocar os milhares de livros nas estantes, acomodou tudo que podia nos lugares certos e, quando já nos havíamos acomodado razoavelmente, foi-se  embora. Chorei, ao me despedir dele. Acho que "Seu" Pedro já fazia parte de nossa vida. Não o veria mais. Era uma fase nova numa cidade em que sempre pensei  morar: Niterói. Só que algumas pessoas marcam nossa existência. Aquele senhor, baixinho, cabelos meio grisalhos, sempre pronto a nos socorrer com inúmeras tarefas, não mais o veria. A vida é assim. Hoje, fiquei matutando e me lembrei de escrever algo sobre aquele nosso ajudante de todas as horas. Foi importante, num momento. Muito. Depois, sua figura, aos poucos, foi se diluindo com o passar do tempo. Não o verei mais, repito. Mas deu uma saudade danada! Por que? Não sei. Talvez a vertiginosa carreira do nosso existir seja motivo dessas divagações. Há tantas pessoas que me foram queridas e que não as verei mais. Assim como o valoroso amigo, "Seu" Pedro. Nostalgia, às vezes, dói. Mas , às vezes, também nos dão um bom motivo pra  nos premiar, relembrando  pessoas como aquele homem simples. Agora, me lembrei do que me fez reconstruir a figura do "Seu" Pedro: vi anunciarem na TV um "desastre" nas águas de uma piscina Olímpica, quando a água azul se tornou esverdeada e opaca. Tivemos uma boa piscina em nossa casa, onde meus filhos aprenderam a nadar. A água, constantemente, azul e bem cuidada. E me veio à memória aquele trabalhador simples de todos os dias em nossa casa. Sou assim. Do nada, sinto uma saudade enorme das pessoas, de um tempo que não volta...


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

SENADO E POLÍTICOS...

Ontem, vi pela TV Senado o pronunciamento dos políticos, uns contra, outros a favor da "desova" da presidenta ( como gosta de ser nomeada). Juro que não consigo entender que ainda haja alguém que defenda pessoas desclassificadas moralmente, que levaram o país à bancarrota! Ou melhor dizendo, acho que, sim, desconfio o porquê da defesa dos petistas e outros que se dizem brasileiros: como terão as vantagens dos enormes salários além das benesses que alcançaram nos últimos oito anos.?Indiscutivelmente, vão perder todos aqueles que  alcançam tantas vantagens, alguns, analfabetos, incompetentes, que nem deveriam estar ocupando um cargo de tal importância. Nem ler sabem direito. Atacam o Presidente interino com a força de quem está se afogando, querem levá-lo para o fundo do poço que eles próprios cavaram. E esperneiam, como se debatem! As Olimpíadas servem de refresco para ocultar a verdade. É um desvio das atenções para a gravidade do que acontece em nosso país. Excelência, pra cá, excelência pra lá, uns querendo engolir o outro. O tratamento oposto ao que querem realmente gritar: seria mais adequado que dissessem o que realmente pensam? Não, mesmo. Ali é uma casa de respeito, ou pelo menos é o que deveria. E fico pensando no futuro dos filhos e netos...o que será deles se não houver um saneamento total, para destronar essa  maioria com processos e delações no seu lombo! A minoria, capitaneada pela Gleisi, mulher que  tem, literalmente, o nariz  mais em pé do planeta. O que faz aquela senhora, imensamente prepotente, ali, quando se escancarou os seus delitos e do marido, que anda às voltas com a polícia ? Sei não. Deu vontade de falar um pouco disso. A economia já deu um salto ínfimo, segundo alguns da mídia. Até a combalida Petrobrás, andou um passinho à frente. Gostaria de ter maiores conhecimentos tanto de economia como  de política, jurídica e  tudo que diz respeito à nossa nação. Não tenho, confesso, mas o que não me impede de acompanhar, como a maioria dos brasileiros, frustrados, decepcionados com os caminhos tortuosos pelos quais esse nefasto partido nos conduziu. Agora, cadê o chefão? Onde anda se escondendo que não foi algemado, levado para o lugar onde são encarcerados aqueles que infringem as leis? Talvez, ande combinando com alguma empreiteira  fazer uma reforma nos aposentos a que me refiro: a cela de uma prisão de segurança máxima. Espero que a cansada senhora, aquela que tem uma estátua em Brasilia, empunhando a espada da Justiça e equilibrando a balança que representa a esperança do povo, se sustente, amparada pela Democracia que resiste, bravamente, apesar dos pesares, apesar dos políticos, apesar da corrupção!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Amigas bonitas.

Como discernir entre a beleza física e a interior? Sei, não. Tive amigas lindas, das quais sentia inveja, juro que sim...Hão de me achar horrível, dizendo isto. Mas explico: não havia maldade, propriamente, havia vontade de ser como uma delas, gente. A começar pela estatura. Sou baixinha. Com a idade, descobri que diminui dois centímetros. Hoje, não me importo mais. Tenho noção de que fui uma jovem bonitinha, tinha cabelos longos, lisos e lindos. Muitos dizem que só sei me depreciar. Nem tanto, talvez um pouco de humildade não faça mal a ninguém. Tínhamos no quarto de solteiras, eu e minha irmã, uma penteadeira ( hoje, super valorizada) em que os espelhos laterais se dobravam, mostrando nosso rosto de frente, de lado e podíamos até visualizar os penteados, se o cabelo estava em ordem. Essa penteadeira tinha gavetas laterais onde guardávamos os rolinhos, pinturas, escovas de cabelo, grampos, e os mais diversos apetrechos.Quando havia um baile na cidade, principalmente, no mes de agosto, (festa tradicional da cidade ) os vestidos confeccionados por nossa mãe, os cabelos enrolados com cerveja, não se espantem mas era um ótimo fixador, os penteados que fazíamos, usando,às vezes, uma esponja de bom-bril, pra dar volume e os artifícios que tínhamos à mão para nos fazer elegantes, belas e então nos postávamos em frente ao espelho, admirando a beleza natural daquela idade. Estava lendo no Facebook sobre a escolha das dez amigas mais bonitas que temos. Não saberia dizer. Minhas amigas, todas tem um lado bom, são o que me sobrou de melhor, nesta vida cheia de competições. Acho-as bonitas...simples assim. A beleza ficou entranhada em nossa amizade.Na idade atual ( prefiro não dizer) apenas já passei da fase de me olhar nos espelhos da antiga penteadeira ( que hoje está com a irmã mais velha - conservou-a - deu uma lixada, pintou-a de novo e na banqueta surrada, ela também deu uma melhorada) e analisar o meu rosto: eu olhava, olhava e achava que podia dar uma diminuída no nariz, por exemplo. Algumas moças de Itaperuna fizeram uma plástica e o nariz virou outro. Lembro-me de, algumas vezes, me achar bem bonita. Chegava do cinema, ou da praça e antes de lavar a maquiagem, dava uma olhadinha...gostava bem do que via. Agora, o espelho anda meio inimigo. Afinal, não dá pra mentir, já que a imagem mostrada não é a mesma. Há pessoas que com o passar do tempo se transformam totalmente. Outras tem o privilégio de amadurecer sem grandes mudanças, uma ruguinha aqui, outra ali, mas os traços, os mesmos. Pela Internet, podemos rever pessoas que, pela distância, pelas mudanças de vida, por tudo enfim, não vemos há tempos. Volto a dizer: algumas não as reconheceria se não houvesse o nome, os detalhes de suas vidas, o nome do marido. Mas há aquelas que parece, pactuaram com o tempo e estão bonitonas, inteiras...Então a beleza é de uma subjetividade à toda prova. Não saberia escolher as dez mais bonitas, pedidas no Face. A convivência com elas é o mais importante. Ter tantas amigas, mais de dez, é de uma beleza ímpar! Agradeço a Deus por isso.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Uma tela em branco.

Sempre gostei de pintar. Meu talento é nota cinco ou seis, por aí, só sei que gosto. Desenhar era uma distração, já fiz até histórias em quadrinhos, acreditem! Fazia num caderno pautado, desses de escola mesmo. Acho que, se tivesse estudado mais e me dedicado como devia, hoje, seria reconhecida como artista Não aconteceu. Entretanto, continuei pela vida afora pintando meus quadros. A tela em branco me deixa meio angustiada...vai entender. Vejo-me na obrigação de acertar, de colocar ali uma obra de arte. Assim como agora, quando a tela do computador, em branco, me incentiva a escrever de novo. O título, muitas vezes, vem do nada. Não tem explicação. Não elaborei nada. Apenas sai do cocuruto. Pois é. A vida é meio parecida com essa tela em branco. Apostamos demais e nos decepcionamos se não há um retorno bom, se as expectativas nos frustram e se desmancham no ar, assim como a nuvem soprada pelos ventos. Nem sei direito o porquê dessas divagações. Hoje, vai passar por aqui, na rua paralela à minha, a tal da tocha Olímpica. Noutros tempos, talvez eu fosse dar uma espiadinha. Não vou, gente! Perdi o tesão por muitas coisas. Ir ao Shopping, comprar roupa nova, sapatos e bolsas era um programa que me excitava, de um agrado total. Não é mais assim. Minha irmã, acima de mim, ao contrário, anda sempre bem vestida, cheia de badulaques,  roupas novas e volta e meia me recrimina. " Você não se arruma!" Costuma dizer. Queria estar sentindo entusiasmo pelas coisas supérfluas, aliás, a vida é um acontecimento misterioso e surpreendente. Não há muito que se planejar, já que ela é a coisa mais incerta que temos. O futuro é tão seguro quanto uma ida à favela, à noite, ou um mergulho em alto mar, com ondas de três metros de altura. Outra coisa de que gostava muito era cinema. No tempo de mocinha, era um verdadeiro caso de amor. Como era bom ir à  sessão  das seis, no único cinema da cidade...!Eta vida boa! Como o mundo se abria a cada instante, como esperava ser feliz, como tudo era tão colorido! A tela em branco não me assustava então. Ao contrário, as pinceladas coloridas iam aparecendo e mostrando paisagens e personagens fantásticos. A juventude nos oferece o privilégio de encarar a morte, a velhice como algo longe, muito longe e não se pensava nisso, eram coisas que aconteciam com os outros, uai! Diriam os mineiros...Mas os valores vão mudando, a saúde é um dom do qual agradecemos a Deus, virou prioridade. E nos dividimos: a felicidade dos filhos em primeiro plano, a do netinho também. Preciso preencher o tempo que me resta cuidando de me exercitar ( o que faço cinco vezes na semana) pegar sol, que a vitamina D anda escassa e com a obrigação de me distrair, indo a teatros, cinema, lendo ou até mesmo fazendo tricô ( este  é mais aborrecimento que distração, vivo brigando com as agulhas: ponto meia, ponto tricô...repetidos) mas entre borrões e  belas pinceladas vamos vivendo a vida...