quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O choro, o riso, tristeza e alegria.

Chora-se de dor ou de alegria. Verdade incontestável. Chorar faz bem. Faz? Sei não. O sentimento transborda, em certos momentos, como se a alma da gente quisesse sair do corpo, quem sabe pra tomar um ar, ou para mostrar que também tem limites. É isso, acho eu. Tanta coisa acontece ao mesmo tempo. Às vezes, a vontade de transmitir idéias vem aos borbotões, mas nem sempre nos permitimos contar toda a verdade. A vida segue como nos trilhos de um trem. Talvez, essa imagem esteja defasada, já que o trem  deixou de ser um meio de transporte   dos mais modernos. Enfim, é a imagem que me ocorre. Há estações, há paradas, há encontros, há bagagens a serem entregues, há tanta coisa neste caminho! Estações como as que vivenciamos na divisão do ano, são as quatro que todos sabemos de cor. Mas, quando chega o outono, avistamos um espaço exíguo de tempo, quando imaginamos a média dele que nos resta. A primavera já se foi, fagueira e lépida, deixando para trás,  sonhos,  esperanças e acenando um lencinho, lá bem longe, relembrando um passado do qual sentimos saudades, na maioria das vezes, acho que para todos, apesar de não ter sido sempre um "mar de rosas", como deveria. Esse nó enrustido me ataca, por vezes e me faz pensar que ando meio fora dos padrões. Pra que tanto choro? Tudo me comove ao extremo: ou uma canção antiga, dos tempos de outrora, ou uma frase carinhosa de alguém, um pequeno gesto de carinho... O corpo parece  o vilão da história, sempre aprontando das suas. É uma dor aqui, outra complicação ali, e vai-se vivendo como Deus quer. Ando à procura de dias mais amenos, de alegrias incontidas, de pequenos sabores. Será que ainda voltarão? Tomara que sim!