terça-feira, 29 de julho de 2014

Como fazer comentários

Aos amigos que leem minhas crônicas. Quem quiser comentar meus textos o ideal seria abrir uma conta   Google. Obrigada.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

AFAZERES.

Se enumerar tudo o que já fiz hoje, vocês vão desistir de ler. Só coisa chata, excetuando os exercícios que fiz, na pracinha, quando me encontro com a "minha turma". Nem queria dizer que já cozinhei, coloquei roupa na máquina, comprei legumes e verduras no ônibus da Ceasa que, às quartas-feiras, se posta na minha rua. À tardinha, tenho uma tarefa agradável: pego meu netinho na saída da escola. É bem verdade que dá um trabalho do cão. Mas o prazer é mil vezes maior. Tenho que  trazê-lo  de ônibus, porque ele prefere ( tem cinco anos) e sei que mudará de gosto quanto tiver mais cinco. Não é de todo mau. Aprecio a paisagem, a praia, a água que um dia foi azul e que, agora, está marrom de poluição e esgoto, olho para o céu claro e observo as pessoas andando no calçadão. Hoje, tenho a sorte de ir de carona com o filho mais velho que gosta demais do sobrinho e se ofereceu para   buscá-lo. Faz isso sempre que pode. Pretendo dar um passeio em agosto. Vou rever os amigos e parentes na minha terra natal. Tem festa lá. Aproveitei para dar uma arrumada nos armários e vi que tenho muita roupa legal que poderei usar. Experimentei algumas, já que engordei um pouco mas me serviram. Alegria. Tenho outras coisas para fazer. São atividades que não gosto mas não devo adiar. Como deixar a casa empoeirada e banheiros sem uma boa limpeza? A vassoura me olha, escondida atrás da porta, eu olho para ela e perco a coragem. Em vez de varrer,  quem sabe não seria melhor comprar o material  para reformar um cinto, de fivela charmosa, mas que anda meio gasto? Só que deu preguiça de me arrumar. Afazeres são trabalhos, ocupações, quefazeres. Até olhei no dicionário para não escrever besteira. Um título inusitado para uma crônica. Agradeço a Deus, depois de executadas todas essas etapas, afinal, se consegui é porque estou com saúde e alguma disposição.Ah, gente, tem uma coisa legal para fazer no sábado: uma festa de casamento. Já escrevi um cartão bonito para os noivos e coloquei junto ao presente. Não consegui comprar pela Internet. Vou entregar, pessoalmente, como não se usa mais. Foram várias tentativas vãs. Apelei para a simplicidade e contei para a noiva. Às vezes, a modernidade dá um nó na eficiência. Não consegui e pronto.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O purgatório é aqui.

Estive pensando hoje, enquanto tomava meu banho e  não me perguntem o porquê  dessa ideia: o purgatório é aqui.  Todos passamos por grandes sofrimentos. Ninguém está isento. Há momentos muito bons, sim. Noutros, percebemos a porta do inferno se abrir, donde concluímos  não há uma   felicidade ou  dor permanentes. Devemos alguma coisa e costumamos dizer que cada um carrega  sua cruz. Só que há intervalos. O madeiro é colocado ao chão e descansamos aliviados. Os bons e os maus enredados numa mesma história, sem que se compreenda o sentido da vida. Soube pelo noticiário da TV que os cientistas estão certos de que há uma possibilidade enorme de existir vida em outros planetas. Um telescópio muito mais possante a ser lançado brevemente, substituindo o que já se tornou obsoleto, vai nos dar uma dimensão maior do que acontece, além de nossas diminutas fronteiras espaciais. Como sonhar não é proibido,  faz parte do nosso imaginário, ainda mais diante das informações obtidas, visualizar um mundo melhor e mais adiantado do que essa bola azul que nominamos Terra. Não é a tese dos espíritas, seguidores de Allan Kardec, que preconiza a volta dos mortos, se reencarnando em outros corpos, que me motiva. Apenas visualizei um lugar especial, onde a alegria e a paz sejam constantes - o paraíso  prometido por Jesus. A única Lei a seguir seria a do Amor. Nenhum castigo, nenhuma aflição, e a morte não mais aconteceria. O reencontro com as pessoas que se foram antes de nós se daria de forma natural. Estamos encarcerados numa cela invisível onde purgamos nossos pecados. A sentença nos foi dada a todos. Não há escapatória. Crianças são chamadas precocemente e não entendemos o  porquê. Adultos dignos, decentes, cumpridores tanto  das leis divinas quanto das leis dos homens não são agraciados com penas menores. Há uma indiscutível injustiça pairando sobre nossas cabeças. O mistério da vida não será descoberto. Desde os tempos imemoriais é assim. E me dou o direito de sonhar...isso eu posso: querer encontrar o viver eterno onde as pessoas serão felizes para sempre.

domingo, 13 de julho de 2014

COMPRA E VENDA.

Sou péssima em economia, matemática; essas coisas com números não me atraem. Já disse isso em alguma ocasião. Mas não posso me omitir, agora, porque me afeta no bolso. Tenho um medo horrendo da inflação. Esta voltou sem cerimônia e pior: com o aval do governo. O que fazer com uma Economia que nos dá uma rasteira a cada minuto? Sou uma pessoa controlada. Gosto de futilidades, paradoxalmente. Adoro sapatos e bolsas e se pudesse compraria sempre, só que são caros e não tô com essa bola toda. Meus gastos são proporcionais ao que ganho no fim do mês. Devo pouquíssimo no cartão de crédito, só quando preciso de um eletrodoméstico que já pifou ou coisa estritamente necessária, recorro a ele. Sei que é chato ficar lendo isso, mas é só para comparar  com o que o povo brasileiro está sofrendo. Apesar de não ter grande conhecimento na área econômica, qualquer idiota sabe que não se deve gastar mais do que o que se ganha. Isso provoca dívidas irreparáveis, certo? Parece que o nosso atual governo não vê assim. Quando vou a um shopping ou mesmo entro em lojas, naquela rua cheia delas (adoro dar um giro por elas) e resolvo comprar alguma roupa, ou sapato ou seja lá o que for, presumo que terei de, antes de tudo, pagar pelo que comprei. Presumo ainda que terá que ser com o meu dinheiro. E sei que, se comprar, terei que levar embrulhado numa sacola bonita ( o que causa um enorme prazer, confesso) o que comprei. Isso é evidente, vão pensar. Mas o que vemos não é o que acontece. Explico: Compramos e pagamos através de altíssimos impostos ( os maiores do mundo, se comparados a outros países civilizados) por serviços como Saúde, Segurança, Educação, o básico, enfim, para vivermos dignamente. Só que pagamos e não levamos. Nosso dinheiro, que não é do governo, é usado para outros fins. Não vou citar aqui. Todos sabem porque estão carecas de ler em jornais, revistas, e ver em alguns bons programas pela TV ou mesmo nas redes sociais, etc, etc. o que fazem com nosso suado "money". Vamos tentar, gente, resolver esse problema? Como? Ficarão ansiosos e surpresos por eu estar vislumbrando uma solução. Não tenho a solução, claro; tenho, sim, esperança de que tudo mude com as próximas eleições. Vamos procurar pessoas que, no mínimo, sejam honestas e tenham senso de responsabilidade. Que sejam patriotas de verdade. Deixemos de chorar pelo leite derramado nos campos dos estádios com a derrota da Seleção. Isso já foi. Passou. Vamos votar certo, gente!?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Acabou a brincadeira.

Alguém já disse que o Brasil não é um país sério. Debitaram a um governante francês, esta frase; talvez tenha sido ele, ou não. Isto não é o que importa. Como o assunto da vexatória derrota brasileira já cansou, pelo constante repetir de imagens, reportagens, declarações, reclamações e tudo que, exageradamente, foi mostrado, mal saiu dos cueiros, não dá para não pensar no que está por vir. Hoje, pela manhã, via um programa na TV em que médicos, psiquiatras, neurologistas, tentavam explicar o apagão generalizado da Seleção Brasileira. Deixemos esse assunto para esquentar os miolos do treinador fracassado ou de quem de direito. A situação do nosso país é que vem sofrendo pênaltis a todo instante e, quando apareceu um juiz apitando de maneira correta, distribuindo cartões amarelos e expulsando alguns de campo, sofreu tamanha pressão, foi tão massacrado que abandonou a arena antes da hora. E agora, José? Interrogaria Drummond, nosso poeta maior. O que vai acontecer com os jogadores que pagam seus impostos, que trabalham, treinam para um desempenho digno e que, de volta, só recebem migalhas? Diferente dos salários avantajados e desproporcionais dos atletas e seus "coaches", o homem brasileiro comum, chefe de família, que relaciona bom caráter à melhor herança para os filhos, este homem vem sendo destituído dos seus direitos, garantidos pela Constituição, e que não são respeitados. A Lei, um mero texto decorativo, observada apenas como se vê o enfeite sobre um bolo de aniversário. A Carta Magna de uma Nação não serve pra nada. A liberdade, sendo corroída, como pano velho, jogado às traças, numa gaveta. Vem se aproximando o tempo de escolher nossos governantes. Quero crer que, nas urnas, a nossa salvação. Enquanto nossas crianças brincam ( não de roda, como no meu tempo) mas com seus tablets e outros que tais, precisamos preparar para elas um caminho menos árduo. Não é justo que um time despreparado ganhe de lavada. A Alemanha nos mostrou superioridade. Lutaram e treinaram muito para mostrar um trabalho decente, que valeu a pena.  Vamos nós, brasileiros, aproveitar seu exemplo e nos debruçar sobre essa causa mais do que justa: elevar nosso país à categoria de nação desenvolvida, próspera e não apenas a "Pátria de chuteiras" como nos intitulamos. Que o próximo gol  seja na construção de Saúde e Educação.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Brutamontes

Acho que todos já disseram sobre a violência da qual  Neymar foi vítima. Somos unânimes em repudiar uma covardia daquelas. Não vou dizer mais nada sobre aquele fato. Tudo já foi dito. Apenas vou  comparar com  um assunto que tem a ver com aquele acontecimento nefasto e maldoso. Desta vez, o culpado não vai ser punido. Apenas um comentário nas redes sociais deve ter sido suficiente para que ele se sentisse eximido de culpa. Só isso. Mas outras formas de violência aparecem e nos esbofeteiam tão fortemente como a  citada, linhas acima. É uma forma de desrespeito atroz. Não deixa marcas físicas. Deixa cicatrizes na alma, nos deixa de quatro, sem ação. De que falo? Não posso esclarecer totalmente. Uns vão me achar confusa, outros vão entender perfeitamente o que quero dizer. São aqueles que, como eu, sentem-se agredidos no seu direito de dizer coisas, expressar idéias. Caminhamos para um retrocesso total,falta de liberdade, como aconteceu há anos. Fica em suspenso; não direi datas, não direi nomes, não direi das agressões. Queria muito que os que lessem essa crônica, tão pequena, tão fechada e tão restrita se esforçassem em reconhecer, ainda que subliminarmente, o que quero mostrar. Antes de qualquer coisa,  quero crer num futuro límpido. Preciso ter esperanças de uma vida mais justa. Poder confiar em alguém que nos governe com parcimônia, com decência. Daqui a um tempo já não será obrigatório o meu voto. A idade chegou e me dá essa vantagem; ou será desvantagem? Não sei. O destino de um país é algo de importância vital para o povo, óbvio. Se meu voto é importante para fazer diferença quero ainda fazer parte dessa escolha. Deixar para os filhos e netos uma vida melhor, quem não quer? Mas vejo alguns bonecos de pano que são, como num verdadeiro teatro de fantoches, conduzidos  por mãos inábeis, inescrupulosoas. Tornam o seu desempenho nocivo. São verdadeiros inimigos da vida, da liberdade. São um exército formado de brutamontes que saem pisando sem olhar por onde passam. Os que ousarem estar no seu caminho que se acautelem, não há piedade, não há sentimento de amor ao próximo. Cuidado homens de bem...