sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Dissabores, decepções e vida que segue...

Há algo que foi criado como sendo a criatura mais inteligente sobre a Terra: o ser humano. A maioria há de concordar. Errado, acho eu.Não vou viver o suficiente para entender o que se passa na cabeça de cada um. Falar de políticos, governos corruptos, isso já ficou cansativo, trivial. É constante na mídia. Então, quero me referir ao homem comum, sem cargos ou missões governamentais que podem mudar os nossos destinos. Falo do homem no sentido geral, abrangendo as mulheres e demais gêneros  (aqueles que estão conseguindo "sair do armário") porque são tão humanos quanto qualquer outro, apesar das dificuldades que enfrentam, já que cada um de nós se arvora em juiz e dá a sentença  conforme seu humor ou pensamento do momento. Pois é, gente. A cada dia, seguramos nossa cruz de um jeito. Às vezes, ela se torna leve e conseguimos, nesses raros intervalos, nos alegrar e pensar na beleza desta casa em que vivemos provisoriamente. Quero crer que haverá uma recompensa na próxima morada. Tenho me sentido mais ligada às coisas da Igreja. Passei a frequentar a casa de Deus com gosto. Sinto falta da proximidade, ou melhor, da intimidade com Ele. De me sentir na casa do Pai, aquele que tudo e a todos perdoa. Deus é bondade. Não creio em um castigo eterno. Talvez, um "purgatoriozinho", onde iremos corrigir os erros aqui cometidos. Tenho lido sobre catástrofes e possíveis invasões aqui, neste país maravilhoso, o Brasil. A Internet tem esse poder. Tanto nos aproxima das pessoas queridas e que estão longe, quanto nos amedronta com notícias desse calibre. E tocam a mostrar previsões que foram feitas  há algum tempo e confirmadas. Videntes, magos são responsáveis por isso. Crer ou não crer é problema de cada um. Mas dá um friozinho na barriga, se imaginamos um Tsunami , terremoto ou coisa parecida acontecendo na nossa terra,afinal dizem, Deus é brasileiro. Mas fora esse apanhado geral, onde todos são vistos como os seres inteligentes do planeta, vemos entes queridos, aqueles nos quais depositamos nossa inteira confiança, nos surpreendendo, no mínimo, com uma injustificada agressão.  Se falhamos num pequeno detalhe, somos massacrados como o ser mais omisso e desatento da face da Terra. Isso dói, gente." Em cada  cabeça uma sentença", não é assim o ditado popular?   Pois é. Para seguir os ensinamentos de Cristo, devemos dar o outra face, devemos ser humildes, devemos amar ao próximo e até com os inimigos , devemos ser complacentes. Mas é difícil, gente. E como! Quando erramos com alguém, é bonito nos redimirmos, pedindo perdão, afinal, somos todos imperfeitos. Acontece que, quando somos acusados injustamente, fica difícil deixar o amor-próprio escondido em alguma gaveta e  sairmos pedindo perdão. Qual foi o erro cometido? Qual a falha tão grande? Durante anos a fio, tenho tentado ser igual, solícita e, dentro do possível,  estar presente nos bons e nos maus momentos. Mas não é suficiente. Precisamos aprender a não cometer erros, mesmo que digam que somos humanos, sujeitos a falhas. É preciso que se cubra com armadura para levar os safanões da vida. Tomar seu ansiolítico receitado e esperar que, na outra vida, sejamos PERFEITOS...!        


terça-feira, 25 de outubro de 2016

A VIDA NÃO PODE SER PROGRAMADA

É impressionante como, às vezes, nos sentimos como aqueles bonequinhos de teatro infantil, que são comandados por linhas, fantoches, me veio o nome! E como acontece também esquecer a palavra mais simples de algo que queremos lembrar. Dizem:" - não se preocupe, é o acúmulo de informações". Estamos à mercê de computadores, internet, essas maquininhas traiçoeiras que resolvem nos atormentar, quando mais precisamos delas. Eu pretendia, aleatoriamente, escrever um texto, como de costume. Não foi o que aconteceu.Hoje, esperava a visita de alguém,um funcionário da Sky, que traria um novo aparelho com a função de gravar algum programa, filme  ou seja lá o que for. Não veio. Eu, na verdade, o esperei ontem, naquele horário "comercial",  que me deixou presa toda a tarde. E o cara não veio. Pode isso? Não. Mas num país onde o ex-presidente, os políticos e grandes empreiteiros andam visitando a carceragem em Curitiba, o que esperar de uma simples operadora da Internet? Fiquei mais irritada, quando telefonei e fui ouvida pela mocinha robótica; ela ( o robô) me informava que sim, havia um registro de visita, mas para o dia seguinte. Tudo bem, pensei. Talvez eu tenha me confundido. E esperei mais uma tarde inteira pelo moço, que não veio. Liguei para a "simpática robozinha". Ela me deu os mesmos números. Aí, disquei o dois e , por sorte, a voz do outro lado me concedeu o privilégio de falar com alguém de carne o osso, depois de discar o número zero. Aí, ele agendou para amanhã, à tarde. Três dias, vejam bem!!! E se tiver um cineminha, ou uma compra urgente, ou qualquer coisa que eu queira fazer? Não posso, claro, vou receber visita. Só que arrumei muitas prateleiras, onde tenho alguns livros ( inclusive os volumes restantes do meu livro - o único, mas que me dá um orgulho danado de ter escrito), porta-retratos dos filhos, neto e das irmãs além de algumas caixas para guardar tanta tralha. Cansei, limpei vidros de janelas, a cômoda ao lado da cama, uma bagunça danada e, deitei-me no sofá da sala, não antes de ter guardado a roupa lavada. Ah, fiz um mexidinho com arroz e frango de ontem, já que a filha ia trabalhar e comer pela rua. Sim, dormi um bom pedaço. Acordei, a preguiça tomando conta do corpo e o medo de não dormir à noite. Relaxada  o bastante, tomei um banho gostoso e me dispunha a escrever esta crônica. Não exatamente esta, como já disse. Meu filho me ligou pedindo que pagasse um boleto para ele. Peguei pelo whatsapp  o código de barras e digitei a data agendada: seria para doze de dezembro. Até aí, tudo bem. Mas já não era o que eu havia programado. Resultado: não poderia ser para a data que estava expressa no bendito documento porque ele precisava para amanhã. Tive que cancelar tudo. Liguei para o banco ( nem sabia que podia). A irritação quase me provocou um enfarto. Liguei o número enorme que se estampava na tela. Finalmente, consegui falar com o funcionário do banco. Ele falava baixo, calmamente, diferente de mim. Pedi que ele falasse mais alto. Não adiantou, ele continuava longe. Mas disse que eu ficasse tranquila e me ensinou o passo a passo. Eram três maquininhas: o meu celular, de onde eu lia o código de barras, com a data agendada, eu ( me incluo entre as máquinas) e o telefone fixo e o computador (  notebook) para fazer toda a operação. Como podem ver...foi um final de tarde daqueles! Não programei, gente. A crônica seria outra. Não me perguntem qual. Talvez, mais agradável, pois um amigo e conterrâneo deu em escrever curiosidades sobre nossos antepassados, como eram" porcos", não tomavam banho e fediam à beça. Era sobre isso que escreveria. Ele falava dos índios brasileiros, asseados, que tomavam banho várias vezes ao dia. E tantas coisas mais. E assim, lá se foi a minha crônica sobre a falta de higiene dos portugueses e demais habitantes da Europa. Na próxima, prometo ser mais leve. Até lá...!

sábado, 15 de outubro de 2016

Açores, o vulcão de cada um.

Quero falar sobre um programa, o Globo Repórter, que sempre costumo assistir. Há sempre coisas novas.  Acho, nunca irei viajar para ver.Uma pena, bem sei. Mas não me encontro o suficiente capaz. Já viajei algumas vezes, enfrentei o avião que detesto mas acabava indo.Hoje, não me sinto capaz de tamanha  estripulia. Ando impossibilitada, não direi o porque, não agora. Mas o que é real,  quero dizer é que fiquei maravilhada com o que pude presenciar.Açores são ilhas, recheadas por vulcões, prestes  a qualquer momento soltar labaredas ardentes, muitos deles capazes de explodir ou soltar fumaça, pedras incandescentes, algo imprevisível, sem mais nem menos. As inúmeras ilhas são indescritíveis. Um encantamento, algumas lagoas com cores azuis, verdes, uma quantidade de lugares que parecem estar em outro planeta, como  a beleza indescritível.  Como se os habitantes fossem criaturas diferentes. A beleza das inúmeras ilhas, onde os moradores  falam a nossa língua portuguesa. Ao mesmo tempo, há  praias coloridas, praias onde a areia preta e água quente, oferecem remédios.É como se as pessoas alcancem, em pouco tempo,um milagre. Há uma beleza e grandes diferenças: vulcões, lagoas, plantações, flores, lugares onde os habitantes se acreditam seguros, ainda que haja grandes  vulcões. Somos pessoas que temos a mesma disposição, aqueles que se sentem com o corpo interno, a sensação das  lavas  vulcânicas.Pessoas situadas com  força interior, que se nega a explodir, ainda que, algumas vezes,  nos transformemos através de explosões. Há tempos, houve vulcões lançando suas lavas, jogando  pedras ao mar, formando ilhas e  praias fantásticas. As paisagens avistadas no topo das montanhas são o que de mais bonito acontece. Caminhos tortuosos, subidas difíceis que valem a pena. Algo interessante ainda é a maneira de utilizarem o cozimento de alimentos, enterrados na natureza: pelo vapor pratos são feitos , cozidos em panelas protegidas, embrulhadas; alimentos deliciosos são experimentados. Me deu vontade de falar de Açores, porque o ser humano é meio assim:  formado pela natureza, cada um com suas particularidades, verdadeiro vulcão, considerado extinto, com suas lavas escondidas sob a terra mas que, sem muita explicação, surpreendem, causando estragos, lançando labaredas incandescentes pra todos os lados. Com o passar do tempo, o que parecia destruidor nos torna saudáveis. Há o lado profundo do nosso íntimo, como as águas termais, areias negras, que  se transformam numa "erupção vulcânica"...mas que é compensador, curativo e saudável.







terça-feira, 4 de outubro de 2016

A PRIMAVERA.

Chegou a estação mais bonita do ano. Mas chove, faz frio. Prefiro calor, banhos frios, e o verão, ao contrário dos que preferem estar debaixo das cobertas, lendo ou fazendo coisa melhor ( mais apropriada para jovens, principalmente; não tenho preconceitos, velho também é gente),se é que me entendem...
Então, gente, vem o desejo de escrever estas pequenas crônicas que tem sido o que mais gosto atualmente. Acontece que, depois de ter escrito meia dúzia de frases, apagou tudo. Deu um treco no computador e perdi todo o texto. Voltei a escrever e tentei repetir as idéias, mas inútil. O que digo agora é bem parecido mas não, exatamente, igual.Incrível como não consegui dizer algo de agora, há pouco.Pessoas que dão depoimentos na Justiça caem em contradição, não são capazes de dizer as mesmas coisas do interrogatório de antes. Dá pra entender, se não são culpados.Mas eu dizia sobre a primavera, flores que brotam das árvores, arbustos, nos jardins, enfim, de beleza,  da alegria. Ninguém tem muita paciência para ler ou ouvir o que se diz da primavera. Já se falou tanto em versos, em prosa, os poetas não se cansam. Queria ser um deles. Alguma coisa vai mudar, depois das eleições, que ainda deixaram umas cidades a espera de um segundo turno. O candidato que venceu na cidade mais importante do país, ganhou no grito. Campanha feita com seus próprios recursos, alguém que não se considera político, não como os que temos, nos Poderes que nos representam. Nos representam? Eu disse? Sim, eu acabei de digitar. Infelizmente, não é o que acontece. Não queremos ser roubados, ludibriados. Isto é outra coisa que já cansamos de saber pela mídia, etc, etc... Não é disso que quero falar. Mas é preciso que brotem candidatos assim como brotam as flores, na primavera. Há que se ter esperança de encontrar gente de verdade para nos representar. Gente colorida, gente cheirosa que encontrarão espinhos, assim como as rosas, no mesmo galho em que seguram a beleza, sustentam as folhas e os espinhos. Este homem que ganhou fácil as eleições na capital paulista, traz novas idéias, não se acovardou, diante da pergunta insidiosa da candidata daquele partido político que me recuso a colocar na minha pequena crônica. Todos sabem de cor o nome do vergonhoso complô para  a destruição que nos assolou, pessoas que o apoiaram, ou infelizes seguidores, alguns fanáticos, outros no "cabresto". Mas falemos de flores, outra vez...Espero estar entre os vencedores, os que não tem medo de plantar o bem para todos. Pela primeira vez, não votei. Alcancei a idade em que não sou mais obrigada, como todo brasileiro. Houve muito voto nulo, muito voto branco. Espero estar ainda assistindo, no próximo ano, o renascimento da primavera. Desta vez, com cores fortes, com o cheiro suave das flores e com a alma lavada por ver a justiça funcionando, verdadeiramente, no país em que tenho o orgulho de ser uma de suas filhas. E viva o Brasil!