sábado, 15 de outubro de 2016

Açores, o vulcão de cada um.

Quero falar sobre um programa, o Globo Repórter, que sempre costumo assistir. Há sempre coisas novas.  Acho, nunca irei viajar para ver.Uma pena, bem sei. Mas não me encontro o suficiente capaz. Já viajei algumas vezes, enfrentei o avião que detesto mas acabava indo.Hoje, não me sinto capaz de tamanha  estripulia. Ando impossibilitada, não direi o porque, não agora. Mas o que é real,  quero dizer é que fiquei maravilhada com o que pude presenciar.Açores são ilhas, recheadas por vulcões, prestes  a qualquer momento soltar labaredas ardentes, muitos deles capazes de explodir ou soltar fumaça, pedras incandescentes, algo imprevisível, sem mais nem menos. As inúmeras ilhas são indescritíveis. Um encantamento, algumas lagoas com cores azuis, verdes, uma quantidade de lugares que parecem estar em outro planeta, como  a beleza indescritível.  Como se os habitantes fossem criaturas diferentes. A beleza das inúmeras ilhas, onde os moradores  falam a nossa língua portuguesa. Ao mesmo tempo, há  praias coloridas, praias onde a areia preta e água quente, oferecem remédios.É como se as pessoas alcancem, em pouco tempo,um milagre. Há uma beleza e grandes diferenças: vulcões, lagoas, plantações, flores, lugares onde os habitantes se acreditam seguros, ainda que haja grandes  vulcões. Somos pessoas que temos a mesma disposição, aqueles que se sentem com o corpo interno, a sensação das  lavas  vulcânicas.Pessoas situadas com  força interior, que se nega a explodir, ainda que, algumas vezes,  nos transformemos através de explosões. Há tempos, houve vulcões lançando suas lavas, jogando  pedras ao mar, formando ilhas e  praias fantásticas. As paisagens avistadas no topo das montanhas são o que de mais bonito acontece. Caminhos tortuosos, subidas difíceis que valem a pena. Algo interessante ainda é a maneira de utilizarem o cozimento de alimentos, enterrados na natureza: pelo vapor pratos são feitos , cozidos em panelas protegidas, embrulhadas; alimentos deliciosos são experimentados. Me deu vontade de falar de Açores, porque o ser humano é meio assim:  formado pela natureza, cada um com suas particularidades, verdadeiro vulcão, considerado extinto, com suas lavas escondidas sob a terra mas que, sem muita explicação, surpreendem, causando estragos, lançando labaredas incandescentes pra todos os lados. Com o passar do tempo, o que parecia destruidor nos torna saudáveis. Há o lado profundo do nosso íntimo, como as águas termais, areias negras, que  se transformam numa "erupção vulcânica"...mas que é compensador, curativo e saudável.







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