terça-feira, 25 de outubro de 2016

A VIDA NÃO PODE SER PROGRAMADA

É impressionante como, às vezes, nos sentimos como aqueles bonequinhos de teatro infantil, que são comandados por linhas, fantoches, me veio o nome! E como acontece também esquecer a palavra mais simples de algo que queremos lembrar. Dizem:" - não se preocupe, é o acúmulo de informações". Estamos à mercê de computadores, internet, essas maquininhas traiçoeiras que resolvem nos atormentar, quando mais precisamos delas. Eu pretendia, aleatoriamente, escrever um texto, como de costume. Não foi o que aconteceu.Hoje, esperava a visita de alguém,um funcionário da Sky, que traria um novo aparelho com a função de gravar algum programa, filme  ou seja lá o que for. Não veio. Eu, na verdade, o esperei ontem, naquele horário "comercial",  que me deixou presa toda a tarde. E o cara não veio. Pode isso? Não. Mas num país onde o ex-presidente, os políticos e grandes empreiteiros andam visitando a carceragem em Curitiba, o que esperar de uma simples operadora da Internet? Fiquei mais irritada, quando telefonei e fui ouvida pela mocinha robótica; ela ( o robô) me informava que sim, havia um registro de visita, mas para o dia seguinte. Tudo bem, pensei. Talvez eu tenha me confundido. E esperei mais uma tarde inteira pelo moço, que não veio. Liguei para a "simpática robozinha". Ela me deu os mesmos números. Aí, disquei o dois e , por sorte, a voz do outro lado me concedeu o privilégio de falar com alguém de carne o osso, depois de discar o número zero. Aí, ele agendou para amanhã, à tarde. Três dias, vejam bem!!! E se tiver um cineminha, ou uma compra urgente, ou qualquer coisa que eu queira fazer? Não posso, claro, vou receber visita. Só que arrumei muitas prateleiras, onde tenho alguns livros ( inclusive os volumes restantes do meu livro - o único, mas que me dá um orgulho danado de ter escrito), porta-retratos dos filhos, neto e das irmãs além de algumas caixas para guardar tanta tralha. Cansei, limpei vidros de janelas, a cômoda ao lado da cama, uma bagunça danada e, deitei-me no sofá da sala, não antes de ter guardado a roupa lavada. Ah, fiz um mexidinho com arroz e frango de ontem, já que a filha ia trabalhar e comer pela rua. Sim, dormi um bom pedaço. Acordei, a preguiça tomando conta do corpo e o medo de não dormir à noite. Relaxada  o bastante, tomei um banho gostoso e me dispunha a escrever esta crônica. Não exatamente esta, como já disse. Meu filho me ligou pedindo que pagasse um boleto para ele. Peguei pelo whatsapp  o código de barras e digitei a data agendada: seria para doze de dezembro. Até aí, tudo bem. Mas já não era o que eu havia programado. Resultado: não poderia ser para a data que estava expressa no bendito documento porque ele precisava para amanhã. Tive que cancelar tudo. Liguei para o banco ( nem sabia que podia). A irritação quase me provocou um enfarto. Liguei o número enorme que se estampava na tela. Finalmente, consegui falar com o funcionário do banco. Ele falava baixo, calmamente, diferente de mim. Pedi que ele falasse mais alto. Não adiantou, ele continuava longe. Mas disse que eu ficasse tranquila e me ensinou o passo a passo. Eram três maquininhas: o meu celular, de onde eu lia o código de barras, com a data agendada, eu ( me incluo entre as máquinas) e o telefone fixo e o computador (  notebook) para fazer toda a operação. Como podem ver...foi um final de tarde daqueles! Não programei, gente. A crônica seria outra. Não me perguntem qual. Talvez, mais agradável, pois um amigo e conterrâneo deu em escrever curiosidades sobre nossos antepassados, como eram" porcos", não tomavam banho e fediam à beça. Era sobre isso que escreveria. Ele falava dos índios brasileiros, asseados, que tomavam banho várias vezes ao dia. E tantas coisas mais. E assim, lá se foi a minha crônica sobre a falta de higiene dos portugueses e demais habitantes da Europa. Na próxima, prometo ser mais leve. Até lá...!

Um comentário:

Junior disse...

Mãe, realmente, a vida esta muito agitada, e muito eletrônica demais.

Hoje em dia todo mundo só conversa quase que por whatsapp ,telefone, etc. Dificil alguem ficar sem usar algum aparelhinho.
Atendente de alguma empresa te atender é quase raro. Tudo virou uma bagunça. Hoje em dia todo mundo quer tudo rápido, graças ao celular por exemplo, a internet.Realmente é tudo robótico.

É uma pena, que só ajuda em parte, e atrapalha em muitas partes.