terça-feira, 28 de junho de 2016

Perder e ganhar

Se dissesse Perdas e Ganhos, diriam que estou plagiando a autora famosa. Mas é, indubitavelmente, o que nos acontece: a vida é entremeada por esses dois verbos. Quando estamos bem de saúde, por exemplo, é um ganho que não valorizamos, é corriqueiro, é meio despercebido. Então aparece uma gripe forte ou qualquer outro dissabor, em termos de saúde perdida. Uau! que saudades dela - a saúde - aí, percebemos o quanto ela é importante, fundamental.  Reclamar do serviço caseiro, reclamar das compras de mercado, ter que ir ao Banco, até a ginástica, porque levantar com tanto frio é fogo! Tudo isso é uma constante dentro do quadro de reclamações. Meus Deus, faz dez dias, a madame apareceu sem pedir licença, começou com uma conversa mole: é só uma dorzinha de garganta; não era, ainda por cima, mentirosa! Aí, o nariz entupido, a respiração difícil e a pilha de travesseiros, para dormir sentada e sem ar. Por que não comprei um remédio para desobstruir as narinas? Como bater na porta da vizinha prestativa, mas que, a essas alturas, no décimo sono!? E, devagarinho, a visitante me mostrou que não "tava" pra brincadeira, se instalou com mala e cuia. Tive que procurar o doutor. Só uma tosse persistente e sem febre. Tudo bem, um antialérgico e pronto. Voltei animada, pensando que o soro fisiológico e o remedinho pro nariz iam salvar a noite de sono. Mas, não. Apareceu, sim uma taquicardia danada, mãos geladas e fraqueza. Recorri aos préstimos do ansiolítico que fez um bonito e me senti bem mais calma. Até que uma febre insidiosa apareceu, tarde da noite. Por que não aparecem mais cedo? São notívagas, viciadas em incomodar as pessoas idosas. Meu cunhado me salvou ( fiquei chateada de ligar pra ele tão tarde ), autorizando um antipirético.  Agora, preciso ganhar tempo, tomar um caminhão de líquidos e repousar. Aquela sala empoeirada, a gaveta desarrumada,água sanitária nos banheiros, devo me controlar, não era hora de agir, afinal, "Vitamina C e cama"...já nos recomendavam nossos antepassados. Hoje, ouvi uma notícia boa da "moça do tempo": sol e mais calor, a temperatura subindo até acabar o mes. Graças a Deus!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Êta frio danado!

Estou digitando com dificuldade porque coloquei as mãos embutidas, pela metade, na manga do casaco de lã.Nada me deixa mais desanimada do que acordar cedo, sair de sob o edredom quentinho ( o corpo é que se aquece ali) e o primeiro contato com o ar gelado da manhã, é de arrepiar, literalmente! Acho que a maioria das pessoas é contrária a essa reclamação que faço porque amam o tempo frio! Eu, não, gente! Que graça tem lavar o rosto, escovar os dentes, lavar louça, lavar roupa, tomar banho e outras coisinhas que prefiro omitir, se há um clima gélido total?! Eu, hein?! A única coisa boa é ficar sob as cobertas, vendo TV ou mesmo lendo um bom livro.E na hora de mudar a página? Viu? Acho que hão de concordar...! É um horror esse tempo triste, depressivo, ainda mais quando o sol resolve se esconder o dia inteiro! Faço ginástica toda a semana, de segunda a sexta. Vou toda encapotada, meias, tênis e começo a aula assim. Logo que os exercícios nos esquentam, tiro o casaquinho. Aí, tudo melhora. Sei que o inverno mal começou, parece que é depois do dia vinte, acho. Só ando torcendo para que não continue tão frio e úmido. Agora, mudando um pouco do assunto...já prestaram atenção ao clima do Congresso, às falas dos seus componentes, eleitos pelo povo( sempre enganado, os mais incultos iludidos pelas campanhas pagas com nosso dinheiro e sem nossa autorização) e que não se ruborizam ao defender a turma de bandidos que se instalou nos últimos anos? É impossível não se importar. Às vezes, me policio e digo pra mim mesma: você não vai mudar nada, vai ficar nervosa, vai se distrair, ver outros programas, ouvir mais músicas... mas quando dou pela coisa, lá estou eu ouvindo aqueles discursos medonhos e enfadonhos ( tudo terminando com "onhos")  mas não dá pra deixar passar. E me vejo, de novo, ouvindo a ladainha e percebendo as falcatruas, os prazos infindáveis e as ameaças de que os ladrões e seu chefe serão presos. Meu coração anda meio descompassado, meio frio, assim como esse tempo danado. Não vejo a hora de chegar a primavera, com seus termômetros em alta, tempo ameno e suas flores que aquecem a alma, pelo menos isso!

sábado, 11 de junho de 2016

DESGRENHADA.

Ontem, fui à praça, onde acontece a ginástica que costumo frequentar. Já falei muitas vezes deste Projeto ( que merece letra maiúscula) para idosos e nem tão idosos também. Pois é. Estava eu lá, me esquentando do frio intenso e me exercitando ao máximo de minha capacidade. Na mesma praça há gente de todo o jeito, claro. Afinal, é pública. Há novos brinquedos para os menores, há árvores, grama, e o espaço enorme onde ficamos, além de um palco, num plano mais alto, onde os professores e professoras nos mostram os exercícios a fazer. Só não falei ainda dos varredores do pátio, sempre com suas vassouras e pás de lixo e de outros frequentadores. Estes últimos são na verdade o que podemos chamar de párias da sociedade, forte o que disse mas é isso, sim. Geralmente, bêbados ou drogados já tão cedo. Uma lástima... Vejo ainda pais,avós com netos, uns jogando bola, outros apenas acompanhando a filharada. Mas volto a falar dos menos favorecidos pela sorte. Eu já havia tirado o casaquinho e me sentia revigorada, suada, pelo esforço físico. Foi aí que, olhando para o lado, um tanto atrás de mim, percebi a  menina-moça ( não a "mais menina que mulher") tentando acompanhar o que fazíamos. Nós usávamos o bastão, esperando a parte de alongamento que acontece no começo e no fim das aulas. A "menina" usava uma saia longa, justa que mostrava toda sua magreza e as canelas  finas, sujas. Um blusão de largas listras cobria seu corpo. Imundo, tanto quanto tudo que se via dela. Seus cabelos eram uma carapinha, longa, ensebada, com certeza visitada por piolhos. Ela não usava o bastão mas nos imitava nos movimentos. Não pude apagar aquela figura da minha mente. Era de dar dó. Por que tantas diferenças, por que tanta miséria, por que tantas vidas desperdiçadas? É uma pergunta que todos nos fazemos ao deparar com tal situação. Há drogas e drogas. Umas, receitadas pelos médicos, tem o objetivo de nos ajudar, apesar dos efeitos colaterais, afinal, droga é droga. Outras, como talvez aquela que a pobre menina era usuária, provavelmente, danosas, sem nenhum critério, absorvidas pelo organismo tão jovem, destruindo-o por completo. Então, minha gente, volto  o pensar na justiça deste mundo. Não é possível decifrar os mistérios do nosso planeta, entender as causas do sofrimento, da pobreza de uns e tanta riqueza de outros. Daí, vem a indagação que não se pode ignorar: haverá um lugar melhor, haverá felicidade num mundo mais justo, haverá meninas-moças, limpas, bonitas e protegidas dos males dessas drogas cruéis? É uma questão de fé. Jesus veio ao mundo e nos prometeu alegria eterna. Vamos rezar enquanto não somos chamados para este lugar...  Sem farmácias nem narcotráfico!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ai, que frio!

Os pés gelados dão a dimensão do frio que sinto. Detesto. Acho que ando na contramão da vida pois a maioria diz adorar o inverno. Pois é, gente. Sinto-me verdadeira lagartixa ( dizem que é gelada sua pele, ou couro, sei lá a denominação que se dá) mas o fato é que o frio intenso está me transformando num desses seres frios. Só por  fora. Por dentro, existe um vulcão furioso que quer expelir para o alto suas lavas para que se derramem sobre tudo e todos. Nem tanto, acho exagerei na metáfora.É que há sempre algo a dizer e o pensamento é um companheiro persistente, não nos dá uma folga, a não ser durante o sono, assim mesmo há os sonhos. Outro dia, deitei-me no sofá e acabei adormecendo, durante a tarde.Não podia ter acontecido(falo como a jovem que descobriu ter engravidado no momento errado, inesperado - exagerei na comparação, de novo). Como seria naquela noite? Insônia, com certeza. Mas, gente, que sonho eu tive, em plena luz do dia! Não vou contar. De tão bom que foi (raro acontecer) prefiro omitir. Mas não é que o telefone tocou, no melhor da estória!! Não é justo, pensei. Era alguém da escola do neto, pedindo um documento. Tudo bem. A vontade era ficar quietinha, para ver se retomava o sonho maravilhoso. Mas não acontece assim. Nem sei porque falo disso agora. É apenas um jeito de puxar um papo ou de contar alguma coisa minha. Simplesmente, essa vontade de escrever que, por vezes, me aparece. Estou sentada na poltrona pequena que existe ao lado da cama. Os pés gelados. Preciso encontrar um par de meias com urgência, bem sei. Não há sol. Tudo nublado lá fora. Faz dias que chove, uma chuvinha persistente, fina. A umidade deve estar num grau elevado. Faz também três dias não vou à ginástica, na pracinha, porque, quando chove, não dá. Sinto falta dos amigos e dos exercícios que beliscam a tal serotonina, a mesma que nos impulsiona e melhora a autoestima. Repito o que dizem os médicos e entendidos. Estamos em junho e é natural que esteja frio. No sul, acontecem geadas e os termômetros caem de forma assustadora. Há quem goste, já disse. Sabem o que mais? Vou me enrolar no edredom e quem sabe serei premiada com um sonho bom...Se tiver que ficar acordada à noite, arranjo um bom livro e espero por um novo dia. Tomara que o sol brigue com as nuvens e apareça radiante, mesmo que espargindo raios menos quentes, afinal não se pode ter tudo de uma vez.