sábado, 11 de junho de 2016
DESGRENHADA.
Ontem, fui à praça, onde acontece a ginástica que costumo frequentar. Já falei muitas vezes deste Projeto ( que merece letra maiúscula) para idosos e nem tão idosos também. Pois é. Estava eu lá, me esquentando do frio intenso e me exercitando ao máximo de minha capacidade. Na mesma praça há gente de todo o jeito, claro. Afinal, é pública. Há novos brinquedos para os menores, há árvores, grama, e o espaço enorme onde ficamos, além de um palco, num plano mais alto, onde os professores e professoras nos mostram os exercícios a fazer. Só não falei ainda dos varredores do pátio, sempre com suas vassouras e pás de lixo e de outros frequentadores. Estes últimos são na verdade o que podemos chamar de párias da sociedade, forte o que disse mas é isso, sim. Geralmente, bêbados ou drogados já tão cedo. Uma lástima... Vejo ainda pais,avós com netos, uns jogando bola, outros apenas acompanhando a filharada. Mas volto a falar dos menos favorecidos pela sorte. Eu já havia tirado o casaquinho e me sentia revigorada, suada, pelo esforço físico. Foi aí que, olhando para o lado, um tanto atrás de mim, percebi a menina-moça ( não a "mais menina que mulher") tentando acompanhar o que fazíamos. Nós usávamos o bastão, esperando a parte de alongamento que acontece no começo e no fim das aulas. A "menina" usava uma saia longa, justa que mostrava toda sua magreza e as canelas finas, sujas. Um blusão de largas listras cobria seu corpo. Imundo, tanto quanto tudo que se via dela. Seus cabelos eram uma carapinha, longa, ensebada, com certeza visitada por piolhos. Ela não usava o bastão mas nos imitava nos movimentos. Não pude apagar aquela figura da minha mente. Era de dar dó. Por que tantas diferenças, por que tanta miséria, por que tantas vidas desperdiçadas? É uma pergunta que todos nos fazemos ao deparar com tal situação. Há drogas e drogas. Umas, receitadas pelos médicos, tem o objetivo de nos ajudar, apesar dos efeitos colaterais, afinal, droga é droga. Outras, como talvez aquela que a pobre menina era usuária, provavelmente, danosas, sem nenhum critério, absorvidas pelo organismo tão jovem, destruindo-o por completo. Então, minha gente, volto o pensar na justiça deste mundo. Não é possível decifrar os mistérios do nosso planeta, entender as causas do sofrimento, da pobreza de uns e tanta riqueza de outros. Daí, vem a indagação que não se pode ignorar: haverá um lugar melhor, haverá felicidade num mundo mais justo, haverá meninas-moças, limpas, bonitas e protegidas dos males dessas drogas cruéis? É uma questão de fé. Jesus veio ao mundo e nos prometeu alegria eterna. Vamos rezar enquanto não somos chamados para este lugar... Sem farmácias nem narcotráfico!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário