sábado, 17 de novembro de 2018

Eu e a vida.

Banal esse tema. Tantos já devem ter dado esse título a algum texto, história, sei lá. Mas me veio à cabeça, digitei e seja o que Deus quiser... Não tenho a mínima ideia do que vou dizer. Isto é fato. Mas deu vontade, sim, de colocar aqui o que o meu inconsciente ou qual nome eu deva  dar a essa coisa, dentro da cabeça, que chamam de cérebro. Tenho o costume de, como a maioria das pessoas, olhar o celular, ver mensagens, responder aos amigos e aos que, nem tanto, mas por quem tenho  consideração.
 Aí, penso de novo: falar de política, ainda faço isso, pode? Acreditem, virose ou doença crônica. Quero só ler comentários, dos mais exaltados aos mais delicados e democráticos, digamos assim. Mas, não. Quando dou pela coisa, lá vou eu me exorbitando, dirigindo palavras inoportunas, feias, mesmo, confesso. Férias para a política, melhor, né? Pelo menos, até a posse do meu candidato. Adivinharam? Não importa. A vida tem ficado mais dura. Tem estado sem graça. Ou quem sabe, não estou a fim de dar brilho a ela? Não teria resposta. Imagino que faço parte de um grupo enorme. As pessoas vivem mais. Muito mais. Os que contam mais de cem anos são um número bem grande. Ontem, via a foto de dois artistas, Kirk Douglas e seu filho ( lindo) Michael Douglas. Um, completando cento e dois anos daqui a uns dias e o outro, galã por quem já me apaixonei um tempo atrás, mostrando os seus setenta e quatro. A vida é madrasta mesmo. Já não tem a aparência e beleza que possuíam nos áureos tempos da tela de cinema. Claro! Aí, o meu espelho também resolve me acordar para a realidade. Que merda, né? E não é só. Tem uma moderna doença, aquela que acomete a várias pessoas ( dizem, o mal do século)  que me deixou bem diferente do que costumava aparentar. Eu era feliz, sim. Trazia no bolso a ilusão. Sempre, a impressão de que tudo ia ficar melhor. Fui sonhadora demais. Esse adjetivo, foi gasto porque exagerei na dose.Foi isso? Parece. Agora, devo carrega-la  nos ombros. Falo da vida, gente. Há pessoas mais felizes, umas mais que as outras? Talvez, não. Apenas algumas ainda como eu fiz, colocam esperanças nos bolsos, no coração, ou naquele órgão poderoso, o cérebro. Não sei onde fica localizada essa senhora que gosto de falar, se veste de verde e anda ao nosso lado. De uns tempos para cá, acho que ela enjoou da minha cara. Deu um sumiço! Preciso de você, moça..."Vem viver outra vez ao meu lado"... cantaria como a canção do nosso "Rei".





sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Lendo e aprendendo...

Faz tempo,não leio. Não da maneira que gosto. Mas, hoje, resolvi me dedicar a escrever aqui no meu blog. Estava com saudades desta prática que só me faz bem. Comprei um livro do qual nem me lembrava mais: " O poder da paciência" da autora M.J. Ryan. Estou com ele na cabeceira. É bom. Qualquer leitura , no momento certo, faz bem. E qual seria o momento certo? Não existe resposta pra isso. É subjetivo demais. Se você estiver doente, talvez a bula de um remédio, ou um livro prático sobre medicina, que tal? Errado. A bula vai te deixar tão nervosa que, melhor buscar um psiquiatra.
Ontem, peguei meu notebook (depois da terceira ida ao técnico) mas consegui o que precisava. Aproveitei para pegar uma bolsa antiga, estilo indiana, que minha filha acha muito cafona; deixei para colocar alça nova e para chegar na sapataria que conserta tudo, tudo mesmo, é uma Odisséia! Para chegar do outro lado da rua, quase impossível! O sinal abre. Aí vem, da outra rua, um milhão de carros (além das motos traiçoeiras e rápidas demais pro meu gosto). Avistei um guarda uniformizado, não sei se da Prefeitura, então me acheguei a ele, com cara de idosa sofrida (apesar do sorriso que costumo usar) e pedi que ele me ajudasse na travessia. Ele foi o mais gentil e heróico que alguém
poderia ser. Parou o trânsito, com um apito, me guiou com calma e precisão e cheguei sã e salva na outra calçada. Quase dei um beijo nele para agradecer...! Que bonito, que bom, ainda ver pessoas que trabalham com dedicação e seriedade, por mais simples, sua função! Mas comecei falando de leitura, de como é bom ler. Escrever também virou uma tarefa das melhores. Queria fazer mais um livro. Sei dos gastos, da procura por um revisor...e tudo o mais. Dá trabalho, sim. Mas gostaria. Quem sabe, um dia? Agora, vou entrar na pequena loja, onde peguei meu computador, já consertado. Precisei, de senha nova e, com a ajuda do jovem atendente, consegui reaver o que precisava. Esta página onde escrevo meus textos,foi uma glória recuperá-la! O melhor vem depois: a cada explicação que dava sobre meus dados, o rapazinho se enrolava e estava ficando difícil, até que, disse pra ele que, no meu celular eu acessava esta página. Ele sorriu, me olhou e disse: " - A senhora quer me matar do coração?" Rimos muito e tudo chegou a um final satisfatório. Sempre converso com as pessoas por qualquer motivo. Há quem diga que falo demais. Talvez, porque falei pouco, quando mais jovem, por timidez e insegurança. Conversa vai, conversa vem, ele alegou problemas cardíacos que estariam sendo avaliados por sua cardiologista. Eu me espantei: jovem de apenas trinta e dois anos! Então, "atrevida" que me tornei, recomendei que ele caminhasse, que se exercitasse, que faria bem ao seu coração. E continuei: "- Eu com quase setenta e três, faço isso há mais de cinco anos e me dei bem!
Ouvi o que qualquer mulher da minha provecta idade gostaria; os dois jovens técnicos me olharam surpresos e ao mesmo tempo disseram: "- Setenta e três!? Nossa, não parece! Pensei uns cinquenta, no máximo! " retrucou o que estava mais próximo de mim. Não é bom, gente? Mesmo que tenha sido uma "puaia"( o pessoal da minha terra sabe o que é) saí dali, como se pisasse com as sandálias da Cinderela!... Além de ler e escrever, conversar, jogar conversa fora, faz muito bem!





terça-feira, 30 de outubro de 2018

"A VIDA COMO ELA É".

Levei meu notebook para um técnico: ele, simplesmente, avisava: "não desligar o computador" e rodava, rodava umas bolinhas em círculos, por horas. Pifou mesmo. O conserto ficou bom e caro. Agora, a "máquina" liga mas tenho que configurar coisas que perdi. Por exemplo, meus textos  do blog estão lá, intactos, mas a página de nova postagem, não. Estou enrolada com senhas que estão inválidas  todo o tempo. Não mudei nada, tenho certeza.
No dia da eleição, amanheci doente: Floratil, água de coco e dieta, além de um tipo de sinusite que fazia doer meu nariz, o rosto e até os dentes; uma noite em claro, me custou. Nunca me senti tão envolvida numa escolha para Presidente tanto quanto esta. O emocional me derrubou mas não sem justa causa. Fui torpedeada com ofensas e exclusão por pessoas amigas, parentes. Motivos políticos foram o rastro de  pólvora que acabou detonando a incompreensão e desrespeito à dita Democracia. Afinal, é garantia por Lei que a escolha seja livre. Assim acreditei. A decepção veio e a verdade deu um tapa no meu rosto: não funciona assim. Deveria mas não aconteceu.
Entretanto valeu a pena: vi o candidato que escolhi ganhar de lavada; eram votos de graça, sem os milhões que os outros partidos, sem a menor cerimônia, nos confiscam. Isso lava também a alma, esta que, esperançosa, torce para todos os brasileiros, afinal, estamos no mesmo barco. Que tenhamos uma boa surpresa com o novo Presidente! Seja ele abençoado por Deus para conduzir um "Titanic", como o Brasil, capitaneando Nossa Pátria ao rumo certo. Que o enorme iceberg que afundou o navio se derreta antes da tragédia anunciada porque o nosso iceberg é mais perigoso, pois que  formado de corrupção persistente, que insiste em levar para o fundo do Oceano um país inteiro!




domingo, 16 de setembro de 2018

Travessia, a barca das ilusões.

Não é título de filme. Não, mesmo. Ouvia um candidato à presidência em sua locução e me veio a imagem de um outro, que foi militar do exército. Não é propaganda política, devo ressaltar. Mas a palavra "capitão" vem sendo lida, quando não, ouvida: "Força, capitão"! Palavras de solidariedade e apoio ao homem corajoso que diz o que pensa, sem preâmbulos, de maneira espontânea. O que não
 é usual entre políticos. Fingem tanto em suas falas que deveras sentem e acreditam na sua "verdade mentirosa".Algum grande pensador já disse isso em outras palavras. Ele, o capitão, sofreu um ataque covarde de um assassino confesso, fanático e , com certeza, industriado por mais poderosos. O que me moveu a fazer essa pequena crônica foi, simplesmente, a palavra capitão. Uns vão me execrar, imagino. Não me apaixonei pelo candidato, gente. Não confundam alhos com bugalhos...Tirei do fundo do baú minhas lembranças: eu, minha mãe e irmãs fazendo a travessia, nas velhas barcas entre Rio e Niterói, bem antes da Ponte construída. Quando fazíamos aquela travessia, volto a rememorar, não raro, muitos jovens eram vistos com seus uniformes brancos,da Marinha, suponho e outros com cores diversas, não sei dizer a ala militar que representavam. Mas só sei que eram lindos, másculos! Mulheres amam fardas, nem todas, claro. Algumas revivem traumas, marcadas pela Ditadura, lá pelos idos dos anos 60. Mas não quero e não vou repisar o que foi, exaustivamente, comentado por toda a mídia. Meu encontro, agora, foi com a palavra "capitão". Vemos a abertura total de homens (e mulheres) explicitando suas tendências sexuais. Respeito, cada um no seu direito. Mas, voltando ao capitão: soou tão fortemente que me remeteu ao tempo em que me transformava: de menina-moça, romântica,à mulher madura, esposa, mãe e avó, doidinha pelo neto. Virilidade e macheza me encantam, repito. Quero um Brasil melhor. Alcancei a idade provecta de não mais ser obrigada a votar; é um ato patriótico, sim, de quem quer mudanças. Vou lá, até as urnas eletrônicas (que não me inspiram confiança)  mas vou. Há algumas ( poucas)  vantagens quando ficamos idosas: somos mais livres para a exposição de nossos pensamentos, até aqueles mais íntimos, como faço agora. A palavra dita com tônica de solidariedade ao homem que, literalmente, deu o seu sangue pelo seu país, por todos nós, brasileiros, remeteu-me, sim, a um tempo de pureza e ilusões: o tempo dos homens fardados, tão bonitos e confiáveis. Sinto saudades do meu coração crédulo e encantado com aqueles homens "machos" de uniforme militar, uma raridade!...





sábado, 21 de julho de 2018

Vozes do mundo.

E, agora, me vejo com esse título na cabeça. Há dias. Nem sei o porquê, claro. Apenas me veio, assim como uma dor súbita, um latejar. Tantas coisas que pensamos, ou sonhamos e depois deixamos de lado... Então, depois de uma batalha travada com o meu notebook que insistia em dizer: " Não desligue seu computador..." Eu obedeci, claro! Vou lutar com essa maquininha infernal, que tem sempre razão e é teimosa, só faz o que ela quer...?! Ontem, fui levar meu neto para a casa da mãe. Ele me pediu para ficar esta semana comigo, já que permaneceria no trabalho dela, todo o tempo, sem amigos, sem muito o que fazer- curso de alemão, que ainda não concedia férias. Isto, depois de o ter levado a assistir um filme em 3D infantil.A companhia dele compensou o "sacrifício" ( nem foi tanto, já que é engraçadinho até para adultos). A sugestão dele, espontânea, me encantou. Pediu permissão à mãe, e lá viemos nós. Era domingo e havia a missa das dezenove que não perco.Ele foi junto. Carregou as cestinhas de doação, acompanhando sua tia.Que alegria para mim, meu neto na casa do Pai. Dá trabalho, sim, olhar criança, fazer sua comida, arrumar sua caminha ( estrado sob a minha que é dele, quando aparece de quinze em quinze dias). Ele prefere se apertar junto a mim, na cama de solteira, até que o sono venha, incentivado pelo som monocórdio dos desenhos animados na TV, além das massagens em sua mãozinha. O sono vem e acabo descendo para o lugar dele que permanece ocupando o meu espaço. É bom?...a resposta é clara: uma delícia, sentir aquele meninozinho carinhoso, quase me derrubando no chão. Para levantar, na madrugada, impelida pelo  xixi da terceira idade (que uns dizem, melhor!) a voz que primeiro me chega é a da lombar. " - Espera, mulher, não dá desse jeito! Se vire de lado, faça alongamento, estique as pernas e levante o bum-bum ( não o do Dr. assassino, mas aquele já gasto, meio caído pelas forças da gravidade) e segure em algum armário mais perto! Vai doer, mas é assim mesmo, depois, vai voltando ao normal...! Outras vozes se alevantam, como a do taxista, que me afirmava, ontem, quando já devolvia meu neto à sua moradia: -" O Lula fez muito pelos pobres, o Fernando Henrique é que começou com a corrupção! a Dilma foi vítima e não soube governar!" Aí, gente, a esperança sai correndo e se joga do último andar de algum prédio com mais de 20 andares...! 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Dia sombrio versus dia de sol.

Amanheceu assim, sem sol, nuvens carregadas.O sol nem sonhando aparecer. Detesto. Geralmente, as pessoas gostam de friozinho, chuva, como hoje. Eu, não. Será que a terra em que nascemos influencia esse meu sentimento? Sei não, porque uma das irmãs, que nasceu na mesma região ama o frio. Donde concluo, não é o lugar de nascimento que determina gostar ou não de frio ou calor. Não sou a moça do tempo, da Globo ( tão bela e elegante) por isso, não vou comentar mais das temperaturas...Até porque essas definições são meio chatas. Só sei que, de verdade, adoro calor, tempo alegre, pessoas na rua nos elevadores, reclamando do suor, do desconforto e eu rebatendo: - "Amo o calor!". Hoje, daqui a pouco, devo visitar uma amiga e colega professora, internada há um tempo enorme numa clínica em Santa Rosa. Difícil ver aquela mulher inteligente, falante, alegre num leito de hospital, se recuperando do estrago que o cigarro lhe causou. Mas ela não se dá por vencida, luta bravamente. Tem a família que é maravilhosa, apoio incondicional e carinho suficiente. Ontem, confesso envergonhada( mentira, não tô nem aí) não tomei banho. Dei uma enganada na higiene e me deitei, sem remorso,afinal, quem vai me salvar daquele banho chato, com esse frio danado? Essa, uma das vantagens da vida de solteira. Ninguém pra me cobrar uma camisola sexy e um cheirinho suave de perfume Thaty, o único que não me dá alergia.Não é propaganda para o Boticário mas a constatação de que os outros, adocicados, me dão ânsia de vômito. Da Tailândia, boas notícias.Os heróis  salvadores, dignos de aplausos, salvaram os meninos, presos na caverna inundada de forma incrível! Mas o tempo, adivinhem: chuvoso.  Graças a Deus, uma coisa boa para se comemorar. Mas o que me agrada mesmo, voltando a falar do tempo, é quando aquela bola de fogo que mal podemos encarar, dá sinal de que o dia vai ser quente, muito quente, mesmo! Do jeito que eu gosto. Nasci no município dos mais quentes do nosso Estado: Vale do Itabapoana. Diz o meu DNA,em conversa recente,que talvez, isso me tenha feito assim: amante do calor, o único que me convém, já que amantes são mais indicados para as mais jovens, mais meninas, né, gente? Nada contra idosas assanhadas, digamos assim...



domingo, 1 de julho de 2018

Movimento de rotação

Da janela entreaberta, visualizei a figura da lua, fulgurante,enorme,  em tons amarelos, emoldurada por um pálido azul, quando o sol, vaidoso que ele só, briga com ela para mostrar sua força. Mas ela continuava lá, no alto, se destacando, orgulhosa de sua beleza.
   Olhei para aquela imagem linda e pensei em Deus. Era madrugada ainda, acordo algumas vezes para um xixi noturno. Fiquei algum tempo admirando aquela demonstração da Natureza.Agora, o relógio, colocado entre os livros da prateleira, marcava 6 horas e alguns minutos. A Lua se escondia, esbranquiçada por trás do último andar do prédio em frente ao meu. O dia chegava radiante, e eu me preparando para os sofrimentos e também algumas pequenas alegrias da vida. Movimento de rotação: a volta da Terra em torno de seu próprio eixo de oeste para leste. Isso aprendíamos nas aulas de Geografia. Me senti pequena, tão pequena diante do espetáculo que me foi dado ver. Aborrecimentos se postam diante de nós, sem que os consentíssemos. Outro dia, da mesma janela, no meu quarto, avistei um homem em um dos apartamentos de frente. Às vezes, penso na história de cada pessoa que, como aquele vizinho, se apresenta diante de mim. Ele saiu à varanda por alguns minutos, olhou ao redor e voltou para dentro, não fechando a porta completamente. Aí, pensei: - Será bandido ou mocinho? Vemos tantas informações diariamente sobre falcatruas e corrupção que não sabemos mais se devemos confiar em alguém. Triste mundo este, tão belo, tão rico e tão indecifrável. Por que tantas lutas, tantos enfrentamentos, tudo em nome da vaidade, que é a base para denegrir a imagem do homem.Então, duvidei do meu vizinho, sem mesmo conhecê-lo. A tela de proteção ao redor das janelas e varanda indicava                                                                                                                 
haver alguma criança naquele lar, indefesa, dependendo daquele pai que me apareceu tão cedo numa manhã qualquer. Tomara ele esteja classificado entre os mocinhos, antes, tão evidentes, tão perfeitos, diferentes dos bandidos dos faroestes que assistia no único cinema da cidade onde vivi os melhores anos. Seriam melhores? Pelo menos, olhando para trás, vejo que sim. Ilusão e esperança eram substantivos fortes. A vida me esperava à  beira da estrada, por onde caminhei. Queria voltar à época dos movimentos da Terra, de rotação e translação, aprendidos nos livros, nos mapas e aulas de Geografia.



sábado, 28 de abril de 2018

Rugas e rusgas.

Uma letra basta para transformar o sentido de uma palavra. Entretanto,  acontece uma ser a causa da outra. Explico, se puder. Rugas vem com o tempo, a idade avançada nos deixa temerosos diante do espelho. Ninguém gosta de ver seu rosto marcado com vincos, manchas e todas as falcatruas que o viver nos dá de presente, de grego, devo dizer. Há vantagens, sim. Poucas, mas há. Pessoas são tão diferentes umas das outras que parecem vir de outro planeta, galáxia longínqua.Algumas se intitulam donas do mundo, são os ditadores, na maioria das vezes. Mas outras, me incluo nesta "faixa",  dão uma boiada pra não entrarem em brigas, discussões, o que lhes causa tamanho transtorno ao ponto de adoecerem o corpo, ainda que seja  causa emocional. Olhei-me num retrato abraçada à minha irmã; estava bonita,sim, faz um tempinho. Agora, outra foto, mais ou menos dez anos passados, eu e mais duas amigas, sorrindo para a câmera ansiosa de um celular qualquer. Hoje, moda. Antes, era uma delícia esperar a revelação do retrato, através de fotógrafos especializados. Às vezes, "queimavam". Uma decepção. A tecnologia avançada produz coisas fascinantes e úteis, por exemplo em laboratórios de pesquisas médicas, só pra citar algo realmente importante.Mas comecei falando como uma única letra produz efeitos diferentes,infiltrando-se numa palavra. Rusgas, todos sabem o significado. Acontece pelo mundo afora. Basta ligar a TV ou olhar nos sites na Internet.Ditadores, fazendo cara de bonzinhos, fingem lutar pela paz. Dá pra confiar? Governantes, tomando o dinheiro público, como se fosse de sua posse, sem a menor cerimônia. O que fiquei pensando, antes de escrever essa pequena crônica, é que as rugas são causadas pelas rusgas. Estas,sinônimo que usamos para identificar grandes guerras, mortes de crianças inocentes, fuga em massa de um povo maltratado, subjugado por monstros, disfarçados de gente. Mas há as brigas familiares. Há discordância entre pessoas que se amam. Acordo bilateral é uma ilusão: sempre uma parte leva mais vantagens. Ou por conformismo de um lado ou por imposição do outro, mais forte. Então a farsa se instala.Casamentos e seus juramentos de amor eterno ou" até que a morte os separe" são um engodo dos mais habituais. Há exceções, devo dizer, mínimas, raras.Por que algumas pessoas continuam com a face rosada, lisa, apesar dos muitos anos vividos? Não sei a resposta, claro,mas suponho que são aquelas menos sensíveis ou talvez, a pureza de sua alma seja flagrante. Sabem perdoar, sabem amar, sem cobranças. O sofrimento, as dificuldades  parecem pesar menos naqueles ombros. A aceitação é evidente. Mas a letrinha insidiosa continua lá. Apenas um s, minúsculo e tão significativo!



































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