sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Lendo e aprendendo...

Faz tempo,não leio. Não da maneira que gosto. Mas, hoje, resolvi me dedicar a escrever aqui no meu blog. Estava com saudades desta prática que só me faz bem. Comprei um livro do qual nem me lembrava mais: " O poder da paciência" da autora M.J. Ryan. Estou com ele na cabeceira. É bom. Qualquer leitura , no momento certo, faz bem. E qual seria o momento certo? Não existe resposta pra isso. É subjetivo demais. Se você estiver doente, talvez a bula de um remédio, ou um livro prático sobre medicina, que tal? Errado. A bula vai te deixar tão nervosa que, melhor buscar um psiquiatra.
Ontem, peguei meu notebook (depois da terceira ida ao técnico) mas consegui o que precisava. Aproveitei para pegar uma bolsa antiga, estilo indiana, que minha filha acha muito cafona; deixei para colocar alça nova e para chegar na sapataria que conserta tudo, tudo mesmo, é uma Odisséia! Para chegar do outro lado da rua, quase impossível! O sinal abre. Aí vem, da outra rua, um milhão de carros (além das motos traiçoeiras e rápidas demais pro meu gosto). Avistei um guarda uniformizado, não sei se da Prefeitura, então me acheguei a ele, com cara de idosa sofrida (apesar do sorriso que costumo usar) e pedi que ele me ajudasse na travessia. Ele foi o mais gentil e heróico que alguém
poderia ser. Parou o trânsito, com um apito, me guiou com calma e precisão e cheguei sã e salva na outra calçada. Quase dei um beijo nele para agradecer...! Que bonito, que bom, ainda ver pessoas que trabalham com dedicação e seriedade, por mais simples, sua função! Mas comecei falando de leitura, de como é bom ler. Escrever também virou uma tarefa das melhores. Queria fazer mais um livro. Sei dos gastos, da procura por um revisor...e tudo o mais. Dá trabalho, sim. Mas gostaria. Quem sabe, um dia? Agora, vou entrar na pequena loja, onde peguei meu computador, já consertado. Precisei, de senha nova e, com a ajuda do jovem atendente, consegui reaver o que precisava. Esta página onde escrevo meus textos,foi uma glória recuperá-la! O melhor vem depois: a cada explicação que dava sobre meus dados, o rapazinho se enrolava e estava ficando difícil, até que, disse pra ele que, no meu celular eu acessava esta página. Ele sorriu, me olhou e disse: " - A senhora quer me matar do coração?" Rimos muito e tudo chegou a um final satisfatório. Sempre converso com as pessoas por qualquer motivo. Há quem diga que falo demais. Talvez, porque falei pouco, quando mais jovem, por timidez e insegurança. Conversa vai, conversa vem, ele alegou problemas cardíacos que estariam sendo avaliados por sua cardiologista. Eu me espantei: jovem de apenas trinta e dois anos! Então, "atrevida" que me tornei, recomendei que ele caminhasse, que se exercitasse, que faria bem ao seu coração. E continuei: "- Eu com quase setenta e três, faço isso há mais de cinco anos e me dei bem!
Ouvi o que qualquer mulher da minha provecta idade gostaria; os dois jovens técnicos me olharam surpresos e ao mesmo tempo disseram: "- Setenta e três!? Nossa, não parece! Pensei uns cinquenta, no máximo! " retrucou o que estava mais próximo de mim. Não é bom, gente? Mesmo que tenha sido uma "puaia"( o pessoal da minha terra sabe o que é) saí dali, como se pisasse com as sandálias da Cinderela!... Além de ler e escrever, conversar, jogar conversa fora, faz muito bem!





2 comentários:

Unknown disse...

Adoreiiii.... Leve, alegre,....

neuzasales disse...

Obrigada, adoro comentários!