Desde o momento em que se sai de
casa alguma coisa acontece... Parece até a letra da música, acho que Avenida
São João, se não me engano. Mas é verdade. Por mais simples que pareça, é o
momento presente vivenciado. Claro, alguns detalhes, supérfluos. Tenho mania,
já disse em outra ocasião, mentalizar situações pelas quais estou passando; vou
escrever sobre isso, costumo imaginar. Adoro fazer crônicas. Pode ser chato
para quem lê, atentar para detalhes que talvez só sejam interessantes para quem
vive aquilo. Saí para comprar um chinelo, desses que servem para quem quebrou o
pé ou mesmo só o enfaixou. Era para meu filho que levou um tombo bobo, na
escada do meu prédio e teve que manter o dedão enrolado por, pelo menos, uma semana. Então, resolvi
enfrentar o calor e parti para a compra numa loja de produtos hospitalares, que
não fica longe de onde moro; primeiro, levei um susto danado quando passava
rente a um muro cheio de grades,
sustentadas por alvenaria amarela, combinando com as grades pretas. Um
cachorro me olhou de perto; não imaginava que ele estaria ali. Minha adrenalina
foi aos céus! Mais um quarteirão. A imagem
da Virgem Maria, numa pequena gruta na frente da Igreja, fiz o sinal da
cruz, agradecendo à Mãe de Deus, falei uma pequena prece; um rapaz que retirava
caixas de um caminhão, me olhou
estranhando. Lá ia eu, quando ao passar por um portão fechado, alto ( não se
podia ver ninguém do outro lado) levei uma “baldada”com água suja, descendo por
baixo do vão do bendito portão. “ Que merda”! balbuciei, afinal uma senhorinha
de respeito não diz palavrão; que nojo! Seria água da limpeza matinal, talvez
de uma área onde tivesse cachorro...! Que nojo, pensei, de novo! Fiz a compra e
voltei; aproveitei que passava por um supermercado ( super, só no nome pois
muito pequeno) e precisava comprar adoçante e ricota para uma receita de
lasanha light. Entrei e a música estava altíssima. Vi duas senhoras fazendo
cara feia, incomodadas com o som. Eu, ao contrário, me deliciei porque a música
era dessas de que gosto muito, que dá vontade de dançar. É como aquele provérbio ou
sei lá o quê, que demonstra as verdades diferentes, na mesma situação, para
pessoas diferentes. Uma, por exemplo: alguém
vê um copo contendo a metade de sua capacidade e diz: “- Copo quase
vazio”. Já outra pessoa pensaria: “-Copo quase cheio”. São interpretações, sentimentos opostos. Tá
achando chato o meu texto? Então pare de ler. Se gosta, me dê o prazer de ler
até o fim. Vem coisa interessante por aí? Não sei dizer. O que parece bom para
uns pode parecer ridículo para outros. Se se identificou com a situação ou
simplesmente, curte qualquer leitura, siga-me. Farei outros textos que, como
este, não levam a nada mas também não
fazem mal a ninguém.
Um comentário:
Experimentando...
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