domingo, 19 de outubro de 2014

Três episódios para rir...ou chorar.

Estava dando umas voltas pela rua e, na calçada, parei junto ao camelô que vende óculos, relógios, coloca bateria, essas coisas. Levei um reloginho que tinha parado para colocar "combustível". Nada a ver com o da Petrobrás. Encantei-me com um relógio "Hugo Boss", de correia vermelha e com um mostrador grande, dourado, onde os números apareciam bem, sem ter que colocar óculos para enxerga-los.  Perguntei o preço e me espantei...baratíssimo! Não direi quanto, pois me verão com ele. Mulher chique não anda com relógio de camelô, gente. Minha filha estava comigo e olhava tanta coisa que pensei em abandonar bem rápido o local, sempre acabo pagando, quando ela se engraça com alguma coisa. Antes, havia perguntado se podia pagar com cartão. A resposta afirmativa. A mocinha que me atendeu já havia posto a bateria no outro relógio prateado que uso mais que os outros. Devo ter uns três ou quatro, que hoje tive de rodar os ponteiros, devido ao horário de verão ( que curto muito).Então, eu dizia, tinha certa pressa. Saí e só percebi o rapaz que também era um dos donos da barraca me dizendo, educadamente: " Senhora, tem que pagar!" Uau! Ainda bem que não fiquei roxa de vergonha, afinal não sou caloteira... Rimos muito e me dirigi a uma banca de jornais que era onde se pagava com o dito cartão de débito. Idade? Os dois neurônios, Tico e Teco, falhando...
Aí, nesta mesma semana, foi ontem, para ser mais exata, vinha eu passando por uma rua do Ingá, trazendo meu netinho, de táxi, ( às vezes, de ônibus, que ele gosta), e vi um anúncio de loja que faz cortinas e persianas. Anotei mentalmente o telefone, porque o número era fácil...2622-2222. Não é? E vim animada pois preciso com urgência tirar uma persiana no quarto da filha que, com mais de 10 anos de uso, se encontra em péssimo estado, e também, ela prefere uma cortininha. Ando meio agitada e como sou eu quem faz tudo, no frigir dos ovos, passando por outra rua, já bem próximo a minha casa, avistei um outro telefone, desta vez do "frango assado da vovó Bebel", em Icaraí. Pensei em encomendar um, para me facilitar o almoço. Já em casa, cuidei de telefonar para saber preço, essas coisas. Liguei aquele número fácil que já mencionei. " Alô,( disse eu animada) é do frango assado? - Nâo, respondeu o homem, aqui é a casa de cortinas..." Perceberam? Troquei alhos por bugalhos e misturei o frango da vovó, com a persiana da filha... Idade? Tico e Teco andam cansados...
Não acabou ainda. Desditas de uma senhora  com os anos pesando nos ombros. E desta vez, com a participação do meu amado netinho. Coisa de criança... Afinal, chegávamos em casa depois que voltávamos do restaurante de nome sugestivo, Carpe Diem; fomos eu meu filho e a namorada para animar o meninozinho que estava meio chateado de estar no apartamento. Na portaria, se encontravam o porteiro no seu posto, e dois vizinhos, bons camaradas e amigos meus. Nos cumprimentamos e eles brincaram com o meu neto ( que, não é por nada, não, é um menino lindo de cabelos pretos, muito lisos e olhos vivos, corujice à parte...) e ele, num gesto abrupto, talvez, acanhado, puxou minha blusa de malha e se enfiou debaixo dela! Uau! que susto! Todos rimos muito e entrei correndo no elevador com o netinho ainda enfiado sob minha blusa, donde não queria sair. Idade, não! Agora, não. Mas foi bom para nos alegrar o sábado.

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