terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Varandas.

Outro dia, estava mudando os canais da TV, procurando alguma coisa que fosse mais consistente, que me fizesse sair do marasmo em que me encontro. Filmes, programas, canais de futebol e esportes, nada parecia me interessar, até que cliquei um canal que já deve ter repetido muitas vezes o que apresentava mas parei e vi: nosso planeta é acometido das mais variadas mudanças nos milhões de anos de sua existência. Meteoros caem sobre o nosso planeta causando alguma destruição, varrendo da face da Terra animais e quase total foi sua destruição. Contudo, ele se recompôs. As explicações sobre o perigo iminente que corremos, confesso me deixou entre curiosa e preocupada. Aí, me deixei ficar; aprendi algumas coisas sobre o Universo, sobre buracos negros e admirei aqueles homens que, apesar das poucas técnicas e aparelhamento suficiente para estudar as inúmeras, incontáveis galáxias, se aprofundavam em conhecimentos que só os grandes gênios seriam capazes. Há coisas interessantes na mídia, sim. É só ter vontade e lá encontramos assuntos que valem a pena. Nas grandes cidades, já não conseguimos avistar a beleza que é um céu estrelado; a lua redonda e brilhante ainda é um prazer que observamos. Fiquei maravilhada em saber que há uma força magnética, no centro do nosso minúsculo planeta, que nos defende do ataque solar, e que,verdadeiros guerreiros empurram os incandescentes e destrutivos raios solares para não sei onde. E então é hora de pensarmos na grandeza  de tudo que existe neste Universo misterioso onde somos um quase nada, se nos compararmos a outros astros e  com tudo que desconhecemos. Certeza de que devem existir outras criaturas?  Probabilidade, sim. Como nessa imensidão, tão pouco conhecida e explorada, temos a pretensão de sermos os únicos?! E noutros momentos, me vejo olhando para as varandas, tão próximas, apenas separadas por uma rua nem tão larga, do edifício em frente. Há uma mulher recolhendo roupas, ao mesmo tempo que segura uma criança, muito pequena ainda, equilibrando-se nas duas tarefas. Tantas varandas como aquela e tantas vidas não reveladas. Desconheço as pessoas vizinhas, que moram na mesma rua, no mesmo bairro e me dou conta de que viver é mesmo intrigante. Quanto mistério para mim, quanta vontade de saber o que acontece de fato com cada pessoa que nunca chegarei a descobrir. Fico imaginando estórias e me vem um desejo enorme de produzi-las, formando um livro de muitas páginas. Haverá um ser inteligente, pensante como eu, que mora numa daquelas galáxias, distantes anos luz, que tem sentimentos, que sofre, que se alegra e que gostaria de compor música, pintar um quadro, com as mesmas sensações dos terrestres? Saberei um dia? Quantas varandas existirão além da minha, de onde, mesmo sem visualizar outros seres, fico criando-os. Há pessoas que afirmam ter tido contato com seres extraterrestres. Gostaria de me encontrar face a face com um deles. Morreria de medo, mas gostaria, sim...



          



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