quarta-feira, 19 de abril de 2017
Aprendendo uma lição.
Outro dia, escrevi num outro blog ( tinha criado mais um porque este, agora, resolveu voltar, nem sei como nem porque) sobre um personagem que quase todos os dias eu via, quando voltava dos exercícios, no Grupo Projeto Gugu. Lembro-me de que falei sobre aquele ser humano, uma mulher, sendo mais exata, que esperava a morte, já que jogada na calçada, imunda, com cigarro na mão, a roupa encardida e tão suja quando suas unhas enormes, duras. Eu dizia da pena que me causava olhar para a pessoa pobre, quase um lixo, e o pior de tudo, eu dizia que me sensibilizava por não poder fazer nada por ela. Hoje, voltava da ginástica, acompanha por uma das amigas, a Inês, mulher elegante, simpática, muito educada e vínhamos conversando animadamente, quando nos deparamos com aquela mulher maltrapilha, já agora, totalmente deitada, parecendo dormir. Minha colega de Grupo, simplesmente parou, se abaixou e dizendo suaves palavras, acordou a pobre coitada e lhe recomendou que se sentasse, para que não fosse pisada. O carinho e amor com que se dirigiu a ela me fez corar de vergonha. Antes, eu dissera que não podia fazer nada que estivesse ao meu alcance por aquela pobre alma. Mas percebi, com vergonha que algumas palavras e um pouco de humanidade são, sim uma ajuda real. Senti inveja daquela mulher fina, elegante e que se importou com a situação caótica daquele ser ali estendido. Fiquei com um nó na garganta, quando saímos dali. Eu apenas falei com a pobre mulher que largasse o cigarro, que não lhe faria bem. Só isso. Aprendi com a amiga, que passo a admirar mais e mais que um pouco de atenção e afeto são ajuda, sim...aprendi que só o amor é a arma mais forte para se praticar uma boa ação. Eu senti nojo das roupas da mulher. Inês, não. Já tentava levantar aquela senhora, independente da sujidade de suas vestes. Hoje, estou envergonhada e tocada por aquele grande exemplo de humanidade explícita.
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