Melhor deixar para escrever quando acontece algo inusitado ou que mereça ser lido. Não leiam se que não querem saber de coisas chatas ou de problemas. Hoje, estou naqueles dias ( não de cólicas ou menstruação - aliás é a única vantagem quando se fica velha). Em compensação...deixa pra lá!!
Ontem, fui ao cinema, disso eu gosto. Só gosto. Antes, eu adorava. O filme começou meio chato mas no final, era uma história interessante apesar de meio ( bastante) depressiva, mas bem real. Acontece com as melhores famílias. Acho que se passava na Noruega ou Dinamarca, sei lá, só sei que era tudo gelado, a paisagem branca, tristonha pra mim, que adoro sol e calor. Houve até o caso de um menino louro de olhos azuis, bem "europeuzinho", que se depara com um menino negro, achocolatado mesmo, lindo e da mesma idade do lourinho. Este fez todas as maldades com o pequeno, adotado pelo casal europeu (digamos assim) de racismo e maldades infantis. No final, bem, não vou contar. Vão lá ver o tal filme; acho que "Happy, happy " o título. Entre as passagens da história, um grupo de vocalistas cantava música relacionada aos acontecimentos. Foi interessante, sim. Por que falo do filme? Sei lá.
Ando fazendo coisas meio no "automático" só pra dar ênfase aos momentos de trabalho ou de tédio. Tem alguém aí que leu isso? Tem alguém aí que anda meio na contramão da vida? Ou tem alguém aí que gosta de ler as bobagens que, às vezes, escrevo? Coloquei batatas no fogo para fazer uma torta de carne que sobrou de ontem. Pura obrigação, afinal temos um almoço a fazer. A filha estuda para uma prova que, segundo ela, difícil. O filho, mais novo, acabou de chegar, nervoso porque não encontrou a extensão e cabos do computador que é um dos meios para seu trabalho. Ralhei com ele ( ralhei é meio antigo - briguei mesmo) e falei que era displicência dele, depois que abri um fecho de sua maleta e lá estava tudo que ele precisava. Dizem que devo viajar e sair mais de casa. Enfim, não quero saber de avião, detesto. Menos ainda, viajar. O que quero, afinal? Talvez, voltar ao passado e reformular algumas coisas...Tenho coragem de dizer, sim. Sempre quando se entrevista alguém famoso, a resposta sobre arrependimentos é a mesma: "faria tudo do novo". Eu, não. Confesso que mudaria um pouquinho. Só um pouquinho, gente, pois devo reconhecer que tenho mais do que mereço. É só olhar para o lado. Tem coisas piores... e como! Ah! já ia me esquecendo...no hall de entrada do cinema, tem uma exposição com fotos de gente feia, desdentada, pobre, mal cuidada, velha, mal vestida, tudo que não enxergamos na maioria das vezes. "Os invisíveis" era o nome que o fotógrafo deu. Parei para pensar. Devemos...
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