quarta-feira, 3 de junho de 2015

Frio, carinho, violência e mal-estar.

Acabei dormindo no sofá, sem banho, nem vi o final do programa na TV, porque o remedinho que tomo me faz "desmaiar" se fico deitada. Isto acontece se paro o trabalho que me encha o tempo e que faz bem. Cansa, mas faz bem. Ontem, costurei uma calça para o neto ( teimo em imitar minha mãe que foi das melhores costureiras) mas ficou meio larga e a bainha precisou ser refeita, tão comprida ficou cada perna. Levei-o de táxi, depois do banho, jantar e muito carinho; ele reclamou um pouco sobre a dor na barriga, e mostrou seu umbigo, explicando que não era vontade de fazer cocô. Ele  adora quando esfrego seus pés; é chegado a uma massagem de "vó Neuza". Você quer um chá? Perguntei. De vez em quando, eu tomo- continuei explicando- porque dá um soninho gostoso e melhora a barriguinha. Os japoneses gostam de tomar chá após cada refeição - contei ainda. Ele disse que queria, sim. Fiz um chá de erva-cidreira. Ele tomou às colheradas, já mornas. Gostou tanto que tudo passou.Talvez, esse carinho e atenção estejam faltando na casa dos "menores" que preferem usar faca e matar pessoas inocentes, só porque querem suas bicicletas, seus celulares. O governo de cada cidade é mostrado na televisão ou no Facebook, com roubalheiras, o dinheiro tirado da merenda, do salário dos professores, dos médicos, de tudo enfim. Pagamos caro para nada. Os professores do projeto Gugu ficam meses sem receber. A Prefeitura tem muita grana, ou deveria ter pois os impostos são altíssimos. A importância de manter pessoas idosas saudáveis, com a ajuda de exercícios físicos na  praça, na praia, em qualquer que seja o lugar, deveria ser visto com mais responsabilidade, afinal, não é de graça, pagamos pra isso; os impostos escorchantes que se cobra de cada cidadão, daria para se pagar o justo  pelo trabalho bonito e útil de cada professor. Ontem,  voltando ao  assunto, tomei coragem, me levantei do sofá e fui para o banho, antes de dormir, já bem tarde. Banho a gás, a água demora a esquentar e quando esquenta fica excessivamente quente. Regulei com a água fria mas, mesmo assim, ficou quente. Saí o mais rápido que consegui. Mudei o pijama ( adoro meu pijaminha largo) encostado na cadeira e corri para a cama, pra não perder o sono. Mais um remedinho e me cobri. Aí, começou o mal súbito. Sei lá o que foi, acho que  a pressão subiu; o fato é que fiquei nervosa, enfraquecida e chamei minha filha, pedindo um copo d'água. E nada de melhorar. Ela costuma me acalmar, " isso não é nada, mãe, fica calma" e continuou: já disse pra não tomar banho tão tarde. Mas a aflição continuava, cada braço parecia mole, sem força. Aos poucos ( demorou) fui me conscientizando que era um pânico exagerado e que ia melhorar, se respirasse fundo e relaxasse. E graças a Jesus, foi o que aconteceu. Só sei que ficar velha é um perigo! Valha-me, Deus!

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