sábado, 27 de junho de 2015

Uma senhora que não foi convidada.

Apesar do grande avanço na Medicina, ainda não descobriram como tirar a gripe de cena. Há vacinas, bem sei. Não tomei, devo confessar, já que quase não tenho essa péssima companhia - a tal da dona gripe. Ultimamente, entretanto, devo dizer que esse danado desse vírus, insiste em me premiar. Sempre acontece quando o tempo frio se aloja. Não é à toa que reclamo do inverno. Faz três dias, ou mais, que a garganta anda arranhada  e dói. Hoje, acordei pior. O meu celular me acorda, durante a semana, avisando da hora em que devo pular da cama para a ginástica. Hoje, é sábado. Mesmo assim, ele tocou.Não devia. Já acordada, com o incômodo de estar engolindo com dificuldade, apertei a tecla,  parando o sinal do celular. E ainda pensei: que burro esse aparelhinho! Hoje, não é dia! Não era ele que me chamava e, sim, meu netinho, cobrando minha presença. Este fim de semana  não estava marcado para pegá-lo. Do outro lado, ouvi a voz infantil e querida, me pedindo para ir buscá-lo. Eu expliquei que só não iria porque estava meio "dodói", com gripe e garganta ruim e que  não queria  contaminá-lo. Ouvi-o chorando, depois que  passou o fone para a outra avó que, como eu, o ama de verdade e cuida dele tão bem ou melhor que eu. Meu coração se partiu em dois. E mais uma vez, senti saudade do tempo quente, do calor excessivo, até dos gastos enormes com ar condicionado, mas de uma estação do ano que me deixa mais saudável: o verão. Não convidei essa velha e indesejável senhora para minha casa - a gripe. Quem disse a ela que é bem vinda? Quem disse que ela pode me privar de um momento com o meu neto? Quem disse? No próximo inverno, vou colocar uma placa na minha porta; espero que ela leia, bem assim: " Não incomode, não bata na porta, estou ocupada, brincando com o meu neto"! Ou será melhor ir a um posto de saúde e tomar a vacina? Sei não...!

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