terça-feira, 21 de maio de 2013

ESTRANHO SONHO


 

Ontem, 20 de abril, era a data do aniversário do meu pai. Lembrei-me dele com saudades. Tive um sonho ao mesmo tempo estranho e recorrente. Não é a primeira vez que consigo voar, quando sonho; uma sensação inexplicável e boa. Via-me na praça  de Bom Jesus. Só que não havia quase ninguém. Estava escuro e as portas das casas fechadas. Quase ninguém. Avistei, atravessando no meio da praça o meu tio Nido, acompanhado de algumas pessoas. Meus parentes. Entrei no Bar Lider  mas não havia ninguém lá também. Saí em direção à Avenida Fassbender, onde morei. Era tudo muito sombrio, uma noite escura. Mas como não se segue uma sequência lógica nos sonhos, já me encontrava num ambiente, dentro de uma casa, onde havia uma pequena escada. De repente, a sensação que poderia voar me dava uma alegria e um sentimento bom e alcei voo. Era tão simples, bastava me lançar e conseguia planar na altura desejada. Não foi a primeira vez que tive essa sensação nos sonhos, aliás, costuma acontecer vez em quando. Então vi meu pai lá do alto e eu dizia para ele da capacidade que eu possuía, estava voando e mostrava isso a ele de forma alegre e descontraída.  Acordei com um barulho no corredor, alguém no banheiro ou uma porta se fechando. Fiquei pensando naquele sonho por muito tempo. Agora, escrevo, antes que se torne nebuloso e não mais  me lembre do sonho que tive. Foi um encontro com meu pai, provavelmente, diriam os que creem em espíritos. Tomara estejam eles certos.

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