Ontem, 20 de
abril, era a data do aniversário do meu pai. Lembrei-me dele com saudades. Tive
um sonho ao mesmo tempo estranho e recorrente. Não é a primeira vez que consigo
voar, quando sonho; uma sensação inexplicável e boa. Via-me na praça de Bom Jesus. Só que não havia quase ninguém.
Estava escuro e as portas das casas fechadas. Quase ninguém. Avistei,
atravessando no meio da praça o meu tio Nido, acompanhado de algumas pessoas.
Meus parentes. Entrei no Bar Lider mas
não havia ninguém lá também. Saí em direção à Avenida Fassbender, onde morei.
Era tudo muito sombrio, uma noite escura. Mas como não se segue uma sequência
lógica nos sonhos, já me encontrava num ambiente, dentro de uma casa, onde
havia uma pequena escada. De repente, a sensação que poderia voar me dava uma
alegria e um sentimento bom e alcei voo. Era tão simples, bastava me lançar e
conseguia planar na altura desejada. Não foi a primeira vez que tive essa
sensação nos sonhos, aliás, costuma acontecer vez em quando. Então vi meu pai
lá do alto e eu dizia para ele da capacidade que eu possuía, estava voando e
mostrava isso a ele de forma alegre e descontraída. Acordei com um barulho no corredor, alguém no
banheiro ou uma porta se fechando. Fiquei pensando naquele sonho por muito
tempo. Agora, escrevo, antes que se torne nebuloso e não mais me lembre do sonho que tive. Foi um encontro
com meu pai, provavelmente, diriam os que creem em espíritos. Tomara estejam
eles certos.
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