Não dá pra
saber. Não sei se escrevo porque sei ou se, de repente, vem alguma inspiração. Mas não acho que seja assim, não.
Quantas vezes, como agora por exemplo,
começo simplesmente e a coisa vai fluindo, sem planos, nem nenhum pensamento
preconcebido. É apenas o ato de ir escrevendo, sem imaginar de verdade o que as
próximas palavras irão definir. Transforma-se
no mais completo acaso. E as idéias vão surgindo espontaneamente. As
palavras saem de forma extemporânea. De forma inexplicável, elas vão surgindo
em minha mente e as jogo, nesta tela em branco. Ou faz parte da inconsciência, porque, de fato, acho que
todas elas estão lá, guardadas, esperando para serem expostas. E nesse momento,
precisaria de uma definição melhor para o que acontece, quando, abruptamente,
me vem essa vontade de escrever, ainda que não tenha a menor noção do que
escreverei. E então, o que me leva a lançar de forma aleatória, o que meus
dedos digitam? Poderia escrever numa folha em branco, com caneta ou lápis, mas
com a opção do computador, mais moderna
e prática, não me furto a esse prazer. Sim, já posso definir como prazer, pois
me tornam motivada, me estimulam a concluir o que tenho tanta vontade de fazer:
escrever um livro. Ou simplesmente, escrever um texto, pautado em nada, apenas há esta compulsão em liberar o que sinto,
impregnando de emoção, de sentimentos,
ou até mesmo, sem nenhum propósito as minhas falas; é inevitável e acontece esta
necessidade premente de colocar minhas idéias. Antes, não conseguia escrever
nem uma boa carta. Parecia sempre que formulava frases sem o menor entusiasmo, sem
efeito, levada somente pela necessidade, quando precisava dar notícias ou
comunicar algum acontecimento importante. Mas aquele tempo vai longe, tudo se modernizou
de maneira tão meteórica que parece há séculos se usava uma carta para se dizer
alguma coisa, o tempo virou um engolidor de léguas, tão rápido, que sempre
estamos em dívida com ele. Acompanhar a tecnologia é um ato de extrema coragem e boa vontade. Isto
porque, haja fôlego. É tarefa para os mais jovens. Li esta semana um livro bem
interessante onde a autora dizia do
cuidado em não confessar que não se
consegue acompanhar os iPads ou iPods da vida. Isto porque se dá um verdadeiro
atestado de velhice e ignorância. Isto não
pode, forçando um trocadilho bem infame...
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