quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Inadimplência.
"Enganei meu burrinho com pedrinha de sal, comendo capim no meu quintal". Quem já não ouviu isso, alguma vez na vida? Eu já. Não vou falar mal do governo ( ainda que seja merecido), não. Nem dizer que estou devendo ao banco, pois não estou. Dívida sem pagar? Credo! Nem pensar, mesmo que a inflação bata à nossa porta com força. Faço ginástica para honrar meus compromissos. Mas não estou devendo a ninguém, apenas devo satisfação a mim mesma, ao meu coração, e ando correndo devagar, como aquele ginasta que pratica um tipo de corrida que dá a impressão que rebola, em vez de correr. Pois é, gente. Hoje mesmo, deixei de acompanhar uma amiga que me convidou para a exposição de Salvador Dali, no Centro Cultural do Banco do Brasil. Falando em banco, o que se passa com os nossos? Deixa pra lá. Mas, voltando ao gênio do surrealismo, Dali, devo dizer que não me atrai. Sou mais ligada aos pintores realistas, desculpem a franqueza e ignorância, costumo ser sincera. Por que não fui? Nem queiram saber. Ando numa fase ( aliás, que já dura mais do que seria apropriado) de desânimo e falta de vontade. Minha irmã viajou ontem, num horário pela madrugada, ela e o marido foram de avião, visitar um lugar paradisíaco, foram para o Caribe, mergulhar nas praias azuis, verdes, que cores são aquelas? Capricho de Deus, só pode ser. Aí, me preocupo. São horas de voo. ( Ou seria vôo?) Essa de acentuar ou não me confunde ainda. Não importa. O que preciso dizer é que sou amiga pra cacete, como diriam os nossos descontraídos jovens. Quero o bem de todos, sim. Ver americano decapitado, ou crianças contraindo o Ebola, magras, famintas, isso me toca profundamente, e me causa um mal estar tremendo. E políticos traindo a Pátria o tempo todo? Tá difícil, pessoal. Vamos acordar para o voto certo. Tentemos minimizar a falta de esperança que assola os brasileiros conscientes. Eu preciso aprender a ser só, já dizia o grande compositor em sua magistral canção. Devo ao meu coração. Devo alegrias a ele. Devo felicidade. Devo e não nego. Pago, quando puder.
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