DOMINGO, DIA DE MISSA.
Saí apressada.
Faltavam poucos minutos para a missa das onze. Sempre aproveito para uma
caminhada mais rápida toda vez que saio, não importa qual o motivo. É bom para
a saúde, dizem os mais sábios. E ia assim, neste passo esperto, quando alcancei
um casal, com a menina de seus cinco ou seis anos, presumo. De repente, o rapaz
espirrou. A reação da menina foi engraçada: “- Ah, pai, pingou aqui em mim!”
Não pude deixar de rir... Comentei alto para que ouvissem. “- O que ela
disse?”- Perguntou a menina. Eles responderam qualquer coisa para ela que não
ouvi bem, com ar divertido. Cheguei à igreja; a missa acabara de começar e não
havia lugares suficientes para que todos se sentassem. Resolvi arriscar e subi
a escada que dá para o balcão, no segundo piso. Encontrei um lugar bem em
frente ao altar, de cara com Jesus. Fiquei bem. Hoje, foi um daqueles dias em
que sinto enorme paz, na presença de Deus, na Sua casa, e feliz por estar aí.
Uma das músicas me tocou fundo e derramei lágrimas. Havia um outro casal que, chegando atrasado, se
alojou próximo ao lugar em que me encontrava. Com eles, um menino com seus
quatro anos talvez. A criança corria,
bem rente á balaustrada que arrematava o espaço de cima. E sorria. O pai
o seguia, cuidadoso. E ele ia e vinha,
naquela corrida infantil. Observar aquele menino me fez bem. A imagem do meu
neto, inevitável, em face àquela criança risonha. E rezei com sentimento. Pedi
a Jesus que nos desse paz. Que infundisse na mãe do meu neto querido mais compreensão,
mais amor, enfim. Que as coisas se tornassem mais fáceis. Pedi ainda por minha
filha, que anda meio revoltada, impaciente.
Dirigi também uma prece para os dois filhos, que não frequentam a casa
do Pai. Mas consegui que acreditem em Deus, pelo menos. Dou exemplo,
incutindo-lhes a importância da fé. Demonstro como fui ajudada, amparada mesmo,
pelas orações em momentos difíceis. Saí mais leve daquele encontro. Jesus ainda
é, sem nenhuma dúvida, a melhor companhia...
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