quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Bom dia, pedreiro...

É preciso ser gentil. Ser solidária, ser humana, enfim. Hoje, mais uma vez, colocando em prática o ato de me humanizar mais, de ser uma pessoa melhor, dei um caloroso bom- dia, quando passava em frente a uma obra, ao lado do meu edifício. Sempre estão ali: pedreiros, operários de modo geral, engenheiros, presumo, com seu traje mais afinado e com a pose de quem se acha superior. Que me desculpem os que são mais humildes e não se enquadram na descrição. Voltando ao que dizia, eu me achei no dever de, ao passar pelo grupo de trabalhadores, dar-lhes um bom-dia, afinal, estão ali trabalhando dignamente. Então. Assim que os cumprimentei, claro, segui meu caminho ( estava indo para minha ginástica diária, na pracinha, a poucos metros dali) ouvi nitidamente: "Bom-dia pro cê também..."! Só não ouvi direito o nome do pobre citado. Era um senhor que havia me respondido ao cumprimento. Deboche puro. Riam. O que fazer depois disso? Devo continuar na minha expectativa de bons fluidos, de um retorno do Universo, diante de minhas boas intenções ou devo admitir que ando meio fora da realidade? Acho melhor seguir a primeira ideia, afinal me sinto bem assim...Que se danem os gozadores, aqueles que não captaram minha mensagem carinhosa e respeitosa. Um dia, quem sabe, ele passará a responder ao cumprimento de uma senhora idosa, que passa pela calçada, com mais respeito, mas para que isso aconteça, ele terá aprendido com a vida, com o tempo, se souber aproveitá-lo.

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