quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

VIDA EM MARTE.

Fico pensando, quando escuto uma notícia no jornal da TV, que uma brasileira está entre as pessoas selecionadas para uma "excursão" a Marte. É viagem de ida, gente, não tem retorno. Sabe que, às vezes, dá vontade de dar uma escapulida assim. Mas não tão radical, afinal, o que poderá ela e outros "corajosos" encontrarem por lá? E se bater arrependimento? Aí o bicho pega. Tem que aguentar. Nosso planeta tá pedindo socorro, sim. Tá meio precisando de tratamento, urgente. Mas sair de órbita e enfrentar o total desconhecido é mesmo incrível. Não é para já, pontuou o repórter. Nem sei se ainda estarei por aqui. Entretanto, fiquei abismada com tanto desapego, ou seria coragem? Desilusão. Será isso? Por mais que me esforce, não sei como analisar a atitude dessas pessoas. Talvez, lá não  tenha partidos políticos...quem sabe seja por isso? Pois é. É uma boa definição. O que anda acontecendo no planeta Terra, nenhum marciano iria entender. Se já são verdes, ficariam roxos de raiva ou amarelos de desencanto. Afinal, devem avistar de lá um planeta lindo, azul, iluminado, com um brilho mágico dado por nossa estrela solar. Tanta floresta bonita, tantos rios abundantes, mares verdes, azuis, alguns com belíssimas praias de areia branca, mas de que adianta tudo isso, se tem um povo que merece ir mesmo para outras plagas. Marte parece ser o mais próximo.  Quem sabe Saturno ou Urano? Faz tempo estudei Geografia, e me lembro, do professor que era exigente, bravo mas que  nos ensinou muita descrição da Terra e entre outras coisas, a mais importante: como ser um homem digno, sério, um terráqueo raro que, se comparado com muitos com os quais convivemos hoje, dava orgulho. Quem sabe a cor verde dos marcianos nos traga esperança de um planeta melhor? Quem sabe os aventureiros que se propõem  conhecer outro planeta tenham uma boa surpresa e recomecem convivendo com gente de verdade, não importando a sua cor...

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