sexta-feira, 4 de abril de 2014

O TAMANHO DO HOMEM.

Ia pela calçada, escolhendo o chão onde pisar, pensando na pequenez do homem. Olhei os edifícios altos e me dei conta da grandeza do cérebro humano, ainda que pouco explorado. Dizem os cientistas e entendidos que o temos utilizado pouco, muito pouco. Mas o que o homem já construiu é incrível. Utilizou máquinas, computadores e toda a tecnologia para implantar grandes feitos, grandes obras. Basta um mínimo buraco, um ressalto ínfimo e podemos tropeçar, cair, as consequências, desastrosas. E eu olhava para os presumidos trezentos metros de calçada e ia cismando. A manutenção pela prefeitura, zero. Os impostos, mil. Aí, vem a sensação de que o homem não só utiliza pouquíssimo o cérebro como também aproveita quase nada, quando se trata de zelar pelo bem público. O tamanho de um homem não se mede pela estatura física e, sim, pelo seu comportamento diante da sociedade. Essa, já tão calejada, sofrida, descrente. Falo de homem para designar a humanidade, claro. Há mulheres que valem ser citadas. Há grandes mulheres que lutam por seus direitos e sabem, ao mesmo tempo, cultivar decência, honradez. Mas há outras, em contrapartida, que perdem um momento histórico para deixarem gravadas na calçada da fama, suas mãos, merecida homenagem, quando suas atitudes são comprovadamente a favor das pessoas, dos irmãos, que somos todos nós. Estamos carentes de  grandes homens e de grandes mulheres. Há uma senhora, que perdeu a chance de alcançar os píncaros da fama, não por sua altura física mas por seu desempenho, numa função em que representa  um país, o nosso Brasil. Cada vez mais, buracos nas calçadas, buracos nas estradas, buracos nos hospitais, buracos na Educação. Viramos um buraco sem fundo.

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