Gostaria de escrever sobre amenidades. Por exemplo, fui, terça-feira, ver um filme no Cine Arte da UFf, espaço cultural próximo à praia. Tão bom. Minha irmã e cunhado me acompanharam; encontramos também um casal amigo deles e ainda, de quebra, apareceu uma conterrânea que, há tempos, não víamos. O filme foi bom, apesar de meio lúgubre, em preto e branco, dependendo da cena e a cores para dar uma conotação mais alegre. Filme francês, com o uso do alemão também. Mas, infelizmente, temos a realidade mais crua dos últimos tempos: além da pobreza, de um Estado falido pela ganância dos governantes, autoridades e todos aqueles que já cansamos de ver pela TV, sendo presos, investigados. Só a grana fartamente roubada não é devolvida na medida em que o povo "depenado" se vê sem como quitar suas dívidas, pessoas honestas, de bem, que sempre honraram seus compromissos...e o governador que devia se chamar "Mãozona"ou Manopla, sei lá, ao invés de Pezão, diz, na maior cara de pau, que tem certeza, até o fim de 2018, terá pago tudo o que deve aos Servidores do Estado. Piada? Não!!! E ontem, mais notícias que nos transformam em reféns de bandidos, que andam soltos pelas ruas nobres da cidade, causando pânico e morte. Houve um tiroteio, filmado por câmeras de Segurança ( palavra que perdeu o sentido para nós), um bandido, menor de idade, com certeza drogado, invadindo um pequeno comércio, e alvejando a moça, que, em defesa de seu familiar que reagiu, foi baleada no abdômen. Triste vermos, como numa série de TV, onde impera a violência. Mas é o que vemos, todos os dias. E sobre policiais corruptos? Meu Deus! Os melhores, que nos defendem, são mortos, invariavelmente, na luta diária, sem o apoio merecido, com salários ínfimos, atrasados, em confronto com marginais, armados até os dentes!A vontade que dá é de sair da cidade, procurar um refúgio mas onde??? E temos que nos transformar em super heróis, pelo simples fato de sairmos para trabalhar ou fazer compras, ou como dizia, apavorado, o rapazinho que a tudo assistiu, quando parou em frente ao mercadinho para tomar uma cerveja. Eram oito horas da noite. Cedo, pessoas chegando em casa, depois da luta diária pela sobrevivência, literalmente. Outro dia, eu mesma senti na pele: ia atravessar a rua que é transversal à rua em que moro, e alguns jovens faziam uma algazarra enorme. Tentei atravessar. Um deles olhou para mim e disse: -" Não somos bandidos, não, "tia", não vamos te roubar!" Olhei para o "garoto" e respondi, com certa raiva e surpresa: -" E eu disse alguma coisa?" E nada aconteceu, felizmente. Mas a minha reação foi inusitada, sou tranquila, na medida do possível; me espantei com a atitude que tomei. Não tive medo, naquela hora... Que Deus nos ajude a atravessar nossas Avenidas e nos livre do mal que nos ronda, "em qualquer lugar, em qualquer hora, seja onde for...!" Não é a letra da música bonita do nosso cancioneiro...Pena!
2 comentários:
Um absurdo total. Pagamos impostos para sermos roubados. Os militares já deveriam estar nas ruas. Já estamos numa verdadeira guerra. Nós pessoas de bem temos que ficar trancados em casa com medo? Tudo errado. Cadê a nossa segurança, saúde, educação? Niterói era tranquilo, hoje está cheio de bandidos. Com até fuzil pelas ruas.
Infelizmente
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