Não era um carro, nem era navio, não era um trem nem avião. Só sei que tomei assento. Rumo ao infinito, talvez. A viagem não sei, seria breve ou longa; algumas paradas para descanso. Os sonhos, acordada ou dormindo, estão lá. Alguns passageiros vão se acomodando como podem. Uns, à minha frente; outros, mais atrás e um ou outro ao meu lado. O que não quer dizer que sejam companheiros de jornada. Muitas vezes, os que estão mais próximos são os mais distantes. Afinidade zero. Apenas passam por você, que os vê, percebe sua presença mas não dizem a que vieram. Estamos de passagem, sim. Também não sabemos o porquê de estarmos aqui. Assim é para todos. Aproveitar a oportunidade de fazer o bem pode ser uma dica valiosa para a suposta felicidade. O contrário costuma ser praticado sem a menor cerimônia. Falta de consciência, ou falta de amor. O fato é que, independente do que fizermos, chegaremos ao ponto final. Daqui onde estou, ainda difícil visualizar a quilometragem. Mas pressinto que estou chegando. Os números das placas na estrada devem mostrar claramente. Se não há chão, nem trilhos, nem um oceano, estarei voando e nesta trilha não há marcadores da distância já percorrida, entretanto, uma voz vinda de um alto-falante nos deixariam cientes da próxima aterrissagem. O que farei quando chegar, não sei. Há alguém me esperando, é no que gostaria de acreditar. É preciso um objetivo para essa viagem. Se valeu a pena, será a pergunta que me farei. A sensação é de que não viajei acompanhada. Apenas o roteiro me foi dado e eu tive que me virar como pude.
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