sexta-feira, 7 de março de 2014

MULHER.

Dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Cheguei à conclusão seguinte: vou homenagear minhas companheiras de gênero. Na escola aprendíamos que os substantivos vinham acompanhados de adjetivos que concordavam em gênero, número e grau. Era meio automático esse aprendizado, meio decorado. Hoje, tá difícil localizar o gênero. Há mulheres, verdadeiros homens, se compararmos sua eficiência, ocupando lugares, antes exclusivos aos homens. Tem uma de nós que até ocupa um lugar de comandante do nosso país. Não vou entrar no mérito da competência. Não vim dizer sobre isso. Porque melhor calar. Agora, quero me fixar nas mulheres de modo geral. Então, deu vontade de falar dessa turma, que anda de saias, que consegue parir um filho, amamentar, coisas próprias da mulher. Pode ser que haja um tempo em que o homem venha ocupar esse lugar. Parir um filho ou amamentar, claro que não. Falo da possibilidade de se igualarem nas outras funções. Acho que não querem, na verdade. Estive lendo ( numa revista  que gosto muito), a entrevista de  uma escritora americana, famosa, onde afirma que "Nós sufocamos os homens". Concordo, em parte. Queremos moldá-los e isto os transforma no que não são. Aí perde a graça. E os rejeitamos por isso. Comecei dizendo estar difícil reconhecer o gênero, no caso, feminino. Os dois gêneros estão "saindo do armário", se declaram em suas sexualidades. Mas não penso nisso quando reconheço a dificuldade de aceitação. Não falo do preconceito. Falo da sensibilidade. Esta, sim, a arma mais poderosa, a que define o verdadeiro marco da feminilidade. Há homens sensíveis, tanto quanto as mulheres, sem dúvida. Segundo a ciência, o ser humano tem um tanto de hormônios femininos e masculinos. Mas a beleza da mulher é exatamente a de mostrar a medida. Encarar, quando necessário, as dificuldades, ir à luta, mesmo as que se julgam fracas, incapazes e  que viram verdadeiras leoas na defesa de sua cria, por exemplo. Em outras searas também. Querem demonstrar sua capacidade, tem orgulho nisso. E tem ainda de superar preconceitos quando se veem afrontadas, comparadas aos homens. Precisam provar que são capazes, sim, tanto quanto qualquer macho. Mas há um padrão, um limite para esses desafios. O mundo não ficou melhor depois de tanta liberdade. Sinto falta de ver os homens no comando. Queria na verdade, que tudo fosse moderno, que as mulheres usufruíssem de seus direitos, de suas liberdades mas que deixassem os homens no seu verdadeiro lugar. Dá muito trabalho ser mulher. Dá muito trabalho, o tempo todo, mostrar que se tem mais que dois neurônios. Dá muito trabalho ser o que não somos. Podia haver um meio termo, sem tantas cobranças, um lugar de honra para nós que povoamos o mundo mas que não fosse tão cansativo. Falei.

Um comentário:

Unknown disse...

Não falo do preconceito. Falo da sensibilidade. Esta, sim, a arma mais poderosa, a que define o verdadeiro marco da feminilidade.
Absolutamente com vc Neuza.