sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CINEMA: A gravidade da coisa.


 

 O filme em 3D me pareceu assustador num primeiro momento. Tenho um problema sério de estômago fraco ou sei lá o quê; sinto náuseas facilmente, tanto andando de carro, ou de avião, quando não consigo ler, seja qual for o veículo em movimento. Desde menina sou assim, antes, bem pior. Quando fomos comprar os ingressos para o filme, Gravidade, o rapaz da bilheteria nos informou que o filme era em 3D e que teríamos de usar os tais óculos para acompanhar a projeção com legendas. Ele riu ainda da aflição das duas coroas que se informavam sobre as condições da fita. Filme  atual, com incríveis efeitos especiais, devo dizer e ainda com a vantagem de se apreciar a figura linda do George Clooney. É claro que não vou entrar no mérito  do realismo. Cada cena mais impossível de se crer do que a outra. Mas valeu a pena. Estou abismada com a visão da nossa Terra, vista daqueles ângulos.  Aliás, cada ângulo de tirar o fôlego, já que em 3D. Pensei que não deveria me atrever a assistir a um filme  que pudesse dar um nó no meu estômago, já que sou propensa a me nausear. Jamais frequento teleféricos e coisas assim, nem sob  tortura. Pensei também que deveria deixar de ser ridícula, medrosa, parecia coisa de velha, afinal. Criei coragem e já comprados os ingressos ( fui com minha irmã) me senti a própria astronauta, quando num primeiro impacto, ao colocar os óculos,  numa aventura fantástica, via objetos flutuarem em minha direção! Eu parecia participar das peripécias dos  astronautas. Devo dizer que  um certo “frisson” aconteceu, claro. Mas amei as imagens do nosso planeta; aconselho a todos a darem uma olhada no filme.   Não é todo dia que podemos ver as maravilhas da tecnologia assim tão perto. E mais: com o George Clooney de brinde! Pena que ele ficou perdido no espaço... que  desperdício!

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