O filme em 3D me pareceu assustador num
primeiro momento. Tenho um problema sério de estômago fraco ou sei lá o quê;
sinto náuseas facilmente, tanto andando de carro, ou de avião, quando não
consigo ler, seja qual for o veículo em movimento. Desde menina sou assim,
antes, bem pior. Quando fomos comprar os ingressos para o filme, Gravidade, o
rapaz da bilheteria nos informou que o filme era em 3D e que teríamos de usar
os tais óculos para acompanhar a projeção com legendas. Ele riu ainda da
aflição das duas coroas que se informavam sobre as condições da fita. Filme atual, com incríveis efeitos especiais, devo
dizer e ainda com a vantagem de se apreciar a figura linda do George Clooney. É
claro que não vou entrar no mérito do
realismo. Cada cena mais impossível de se crer do que a outra. Mas valeu a
pena. Estou abismada com a visão da nossa Terra, vista daqueles ângulos. Aliás, cada ângulo de tirar o fôlego, já que
em 3D. Pensei que não deveria me atrever a assistir a um filme que pudesse dar um nó no meu estômago, já que
sou propensa a me nausear. Jamais frequento teleféricos e coisas assim, nem sob
tortura. Pensei também que deveria
deixar de ser ridícula, medrosa, parecia coisa de velha, afinal. Criei coragem
e já comprados os ingressos ( fui com minha irmã) me senti a própria
astronauta, quando num primeiro impacto, ao colocar os óculos, numa aventura fantástica, via objetos
flutuarem em minha direção! Eu parecia participar das peripécias dos astronautas. Devo dizer que um certo “frisson” aconteceu, claro. Mas amei
as imagens do nosso planeta; aconselho a todos a darem uma olhada no filme. Não é
todo dia que podemos ver as maravilhas da tecnologia assim tão perto. E mais:
com o George Clooney de brinde! Pena que ele ficou perdido no espaço... que desperdício!
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