segunda-feira, 12 de agosto de 2013

INDO AO TEATRO POR ESTRANHOS CAMINHOS.


Outro dia, eu e minha irmã estávamos indo ao Rio. O combinado era que nos encontraríamos com meu cunhado que participava de um congresso médico e depois iria até o Shopping da Gávea para uma peça de teatro ou cinema. Esperamos o ônibus no Ingá, bairro onde ela mora.

Nossa conversa é sempre interminável, desde solteiras somos assim, muito unidas, apesar de irmãs. E falávamos, falávamos... Então vem o ônibus e eu pergunto se era aquele, já que minha visão não anda das melhores. É, respondeu ela e acrescentou: O Galeão. Distraída com o papo, não me liguei muito à sua resposta. E fomos, apreciando o sol refletido na água da Baía, barcos e navios, uma bela tarde de inverno, dia ameno. Ela que adora viajar, olhava em direção à Ilha do Governador, dizendo do prazer de estar numa provável viagem. E assim, naquele molejo de nossa condução, eu descansava de um dia exaustivo. Só dava trabalho mesmo à língua, tanto eu quanto ela,  num papo ativo, nosso assunto é extenso. Aí, depois da travessia pela Ponte, o carro seguiu, desceu o Viaduto e minha irmã comentou que nosso trajeto deveria ser pela Lapa. Mas, olhando para fora, ela se espantou: “Ué, estamos passando pelo Cemitério?” Então, de súbito, percebi que algo  errado acontecia e exclamei: “ Estamos indo para o Galeão!” Foi um sufoco! De repente um pânico se alojou, mas que deu lugar a um riso intenso. Ela então, ligou para o celular do marido, avisando do acontecido: “ Voce não sabe o que aconteceu! Duas velhas loucas! “ Continuava ela.” Estamos indo para o Galeão”... Ele não gostou, claro! Resolvemos ir até ao Aeroporto; a região onde estávamos não é lá muito segura, todos sabem... Tiramos proveito da situação para nos distrairmos com a burrada, em vez de nos lamentarmos. Quando, finalmente, chegamos ao fim da linha, descemos e nos aproximamos de um táxi, no desembarque. Ela se adiantou: “ Quanto dá para irmos até a zona Sul?” E ele: “ Não deve passar de cem reais. Mas sou de Niterói, não sei bem”...  rimos mais ainda com a coincidência. De Niterói! Fomos. O trânsito estava um espanto, quase não havia movimento e em alguns minutos, aportávamos seguras, ao Shopping. Assistimos a uma peça interessante, onde o ator de “Rain man” comandava o espetáculo, numa atuação soberba!

Numa próxima ida ao Teatro, vamos ser mais atenciosas. Outro dia, minha irmã que tem memória privilegiada, se gabava de ter lembrado o nome de alguém só com a lembrança da primeira letra. Desta vez, a letra G de Galeão, deu um nó sua cabeça e ela fez uma  confusão  dos diabos com o G de Gávea! Acontece...

 

Um comentário:

verinha.com disse...

Estou rindo mto de vcs! Como é bom sair assim e tirar proveito até das confusões! Gostaria de estar com vcs, pois sei que ia me divertir mto.
Hoje eu estava lendo outro livro de Nicholas Sparks "Um Porto Seguro", e fiz uma comparação entre vc e ele. Como vcs prendem nossa atenção escrevendo com tanta simplicidade... não dá vontade de parar nunca.
Continue assim!