sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O passado me encontrou.

 Veio de mansinho. Deitada no sofá, lutando com a lombar, que mal me deixava virar de lado, acessei pelo celular uma mensagem e que grata surpresa: com quem me deparo!? André Rieu e seu mágico violino, orquestrando um Danúbio Azul. As imagens de tirar o fôlego! Dançarinas com seus vaporosos vestidos brancos rodopiavam num salão iluminado, nos braços de seus pares, todos vestidos para uma noite de  gala. Aí, gente, fui invadida por lembranças do tempo de adolescente. Costumava ler romances. As histórias eram envolventes. Os mocinhos, perfeitos ( risos) ... naquela ocasião era possível de se acreditar. Eu podia sentir até os cheiros da infância, dos tempos teenagers. Sim, foi o que me aconteceu. O inconsciente ou sei lá que nome dar ao que me causava esta estranha sensação. O passado se alojou e atingiu a corrente sanguínea... Era assim mesmo. Desnecessário dizer, mas lágrimas brotaram com facilidade. A música sublime e bem tocada era um bálsamo  recebido. E me deixei ficar. A idade não representava o sentimento que pude experimentar. Naquele descanso, no meio da tarde, consegui rever aquela menina cheia de ilusões, de sonhos. Foi bom. Estou aprendendo a tirar alegria das menores coisas, e me agarrei num tempo longínquo para desfrutar recordações que me fizeram bem. Que venham outras tardes como esta. Acabei dormindo ali. 


 

 

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