sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Olhando a lua...

Quarto crescente? Sei não. Parece que sim. Deitei-me na varanda, acomodada no pequeno sofá. O céu, de uma beleza incrível. O calor continua desafiando  nosso humor. Não gosto de frio mas está além do desejado por mim. Ideal o outono, temperado. Só o nosso "OUTONO" anda meio destemperado, diferente daquele das quatro estações. Estou às vésperas de operar catarata. Eu que amo as cores, aprecio mais que ninguém o por do sol colorido, vibrante, vejo tudo tornar-se esfumaçado. Olhando para o alto, avistei aquela paisagem encantada: a lua clara, começando a se mostrar, emoldurada pelo azul do céu, entremeado de poucas e claras nuvens. Só que a visão do nosso satélite natural estava com um brilho espalhado, digamos assim. Reflexos ao redor da lua crescente, já que parece a letra C maiúscula. Olhei também para o lado oposto. Um edifício mais baixo deixava a imagem do por do sol, ou o que restava dele, com uma mistura de rosa e alaranjado. Lindo de se ver, aquela faixa colorida dividindo espaço com o azul ainda teimando em não ir embora. Horário de verão. São oito horas e a claridade permanece. Quanta beleza! Moro numa cidade linda, praiana. Eu que amo uma praia, não posso aproveitar das delícias de um banho de mar. tão poluído, massacrado pelo homem. O céu, ainda não conseguiram. A tarde, majestosa, me mostrava isso. Acomodei-me melhor para vislumbrar a beleza daquele momento especial. A possibilidade de voltar à visão de antes me anima, apesar da ansiedade que qualquer ida a uma clínica nos provoca. Dizem que é banal, dura poucos minutos para se colocar a lente milagrosa e cara. Se Deus quiser, dará tudo certo e assim, pretendo  a cirurgia no lado direito, pois preferi começar pelo olho esquerdo que me parece mais vulnerável. Ficar uma semana sem poder me abaixar e mais alguns incômodos também não vai ser fácil. Poder fazer tarefas, na hora que me dá na telha, só agora, valorizo mais, diante da impossibilidade de que isso aconteça. Perguntei à médica se seria prejudicial, se acaso eu chorasse. Ela alegou que era natural eu perguntar qualquer coisa (meio envergonhada, quando indaguei) já que era leiga, afirmou com delicadeza.  Por que eu perguntei tal coisa, alguém há de ficar curioso em saber. Explico .Costumo conversar com Jesus, todas as manhãs; acho que ele me ouve porque sempre me envia muitos passarinhos para me acalentar. São anjos, com certeza. E choro também. É uma forma de aliviar as tensões. Fico bem melhor depois, já comentei isso. Outro dia, vi, pelo Facebook, uma imagem linda de um menininho dizendo, em oração: " Deus, se você não me atender vou contar pra Sua Mãe!"Coisa pura, de uma criança, em sua linguagem espontânea e direta. Creio firmemente, que Nossa Senhora é intercessora junto ao Nosso Pai, por isso, roga a Ela que peça a Jesus  me devolver a alegria de ver melhor. E já agradeço: obrigada, Senhor!


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