sábado, 12 de agosto de 2017

Sem palavras...

Cem palavras ou sem palavras? Quanta diferença pode fazer uma única letra! Pois é. Se fosse enumerar alguma coisa, usaria a letra c; entretanto,tantas palavras seriam insuficientes para explicar o sentimento que, algumas vezes, não tem explicação. Por outro lado, se empregasse a letra s, também  seria usada inutilmente. Há coisas que não tem lógica.Não me é dado exprimir apenas com algumas frases, independente da letrinha a ser aplicada, essa agonia.Escrever um texto sem cometer erros é difícil. Gramática pode  ser corrigida, mas aquela dorzinha implantada na alma, não. O local certo, onde adormece o sofrimento, desconheço. Usei o que me veio primeiro. A mente é um mistério insondável, pelo menos para mim. Mentira, é para todos.Disso tenho certeza. Os estudiosos que me perdoem se me falta informação. Talvez, eu prefira que ninguém leia esse meu texto. Apenas, tento colocar o que se passa comigo nesse momento estranho; eu mesma não entendo o que me causa essa essa dor que não é física, mas é doída tanto quanto.Remédios há para esse transtorno? Alguns até conseguem serenar, acalmar essa enorme angústia, misturada com tristeza, uma pontinha de ansiedade e ausência total do desejo.Lia outro dia, numa revista de renome, um texto que me deixou mais animada. Falava de uma potencial cura para a depressão. Nada de novo, apenas um remédio usado há tempos, com outra finalidade. Parece ser a salvação da lavoura para os que, como eu, são acometidos dessa disfunção cerebral, ou defeito de nascença, sei lá o que mais...  não explica  como surgiu e exatamente quando e/ou se houve algo que detonou o gatilho me atingindo de forma brutal. Faz tempo, venho lutando com as armas que possuo para derrotar esse inimigo traiçoeiro. Os médicos responsáveis pelas receitas de tarja preta também não podem afirmar nada de concreto. Aí, me pego escrevendo sobre o fato de estar assim. Não falo alto, de forma que eu mesma possa me escutar.É lamento. É choro, lágrimas derramadas para que ninguém veja. Olho-me no espelho, nariz inchado, uma face sombria, tão diferente da minha. Oro a Deus, peço à Virgem, mãe de Jesus, minha intercessora. Quero ter mais fé. Acreditar numa força lá do alto, Divina, que, num piscar de olhos, me livre de tudo isso.  Sou a sombra do que fui. Não sinto mais ânimo para nada. Não tenho mais alegrias...Queria ter uma pitada a mais de egoismo, além do usual. Queria usufruir dos prazeres de antes. Hoje, nada mais me restou daquela pessoa alegre que fui; apesar dos problemas, apesar dos pesares...eu ria, eu corria atrás de pequenas futilidades, tinha vontade de me enfeitar, de comprar roupas novas, de viajar. Estou atolada num lamaçal, onde o que me puxa pra baixo é o medo, areia movediça que não me deixa submergir. Sinto-me fraca, sem vontades. Que Deus me ajude.










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