terça-feira, 19 de julho de 2016
Friagem e falta de assunto.
Não sei se por causa do frio ou o quê...apenas dei um tempo nos meus textos. Às vezes, sinto uma necessidade premente em escrevê-los. Acontece que, faz uns dias, li um pedido da irmã mais velha para que escrevesse mais.Foi aí que percebi o súbito desinteresse em colocar minhas idéias, quando as tenho e acho que valem a pena. O frio chegou, depois de um descanso.Ventania também, mesmo assim, corri para a aula de ginástica. Morri de frio, é verdade. Mas o calor humano é o recheio que ali encontro. São pessoas queridas, palavras de receptividade e algo mais, não sei dizer, as palavras não são boas para descrever o que sinto. Apenas gosto muito e toda vez, na volta, recompensada. Todo o esforço em levantar pernas e braços, dobrar até o chão, ou dançar ( muitos dos professores nos deliciam com músicas modernas e tudo vira um "baile" daqueles...) tudo é válido. Hoje, no entanto a preguiça consumiu o corpo inteiro e fiquei sob os edredons e colchas, curtindo a cama. Amanhã quero não faltar. Andei lendo esta semana um livro do Mia Couto. Confesso que foi o primeiro dele. Sempre vejo amigas (os) citando alguma coisa deste autor. Pareceu-me um tanto parecido com o estilo do Gabriel Garcia Marques:"Vozes anoitecidas".Tem um surrealismo surpreendente em sua linguagem, palavras carregadas de simbologia e muito a ver com sua terra natal, Moçambique. Quero ler outros tantos.Mas por que falo do livro? É que o frio dá essa vontade de ficar encolhida e acompanhada de um bom livro. Mas não pensem que gosto dessa geleira que despenca durante esses três meses de inverno. Não. Prefiro calor. Sei que ando na contramão da maioria que gosta de tempo frio. Agora, o ritmo é de Olimpíada. Há os temores de todos, infelizmente, se pensarmos que vêm pessoas de todas as partes do mundo e isso pode nos deixar na mira dos terroristas. Deus nos livre, mas é uma possibilidade, ou como diria o "cara" da segurança, uma probabilidade remota. Mudou apenas as palavras para dar mais confiança, quando sabemos que estamos à mercê desses fanáticos e a indefensáveis. Outra luta permeia esses dias de inverno: a guerra contra a corrupção é o que se vê e o que se lê. A mídia o tempo inteiro nos informando das falcatruas. Jesus, cansei!...Paro por aqui, hora de tomar banho e procurar os cobertores. Coragem, afinal, um banho que foi adiado pois me encontro enfrentando outra guerra e explico. Todo ano, resolvo pegar nas agulhas a procura de realizar uma obra de tricô. Meu Deus, comecei um colete para meu neto. Já desmanchei inúmeras vezes e o que prometia me distrair, tornou-se obsessão. Juro pra mim mesma que não tentarei nada, nunca mais em termos de tricotagem. Ontem, à noite, depois de um dia lutando com as agulhas e lãs, costurei a frente com as costas. Nada casava, ficou torto ,ficou esquisito e me desiludi com a arte dos trabalhos manuais, de novo. Mas hoje, resolvi desmanchar tudo, deu um trabalhão, São exatamente 00.32 minutos. Sabem que deu certo?! Sinto-me realizada. Amanhã, acabo, com certeza. Até a próxima aventura, gente!
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