sábado, 2 de abril de 2016

As medidas do amor.

Conheço algumas pessoas que dizem ter amado uma única vez na vida. Poucas, é verdade. Outras, nem são amigas,  pessoas com quem convivi, não mesmo. Fico conhecendo suas histórias por meio da mídia ou outra forma qualquer. Mas ontem, esperando o sono chegar, fiquei pensando sobre isso. Talvez, por ter sido uma data em que dois dos meus amores tenham feito aniversário. Eu disse dois? Sim, eu disse. Amores eu coloco na conta, dependendo da época. Não acredito que haja um único amor. Acredito, sim, que, em cada fase da vida, temos atração por alguém. Que naquela época, alguma coisa nos encantava em certa pessoa. Atração física, pode ter sido uma delas, claro. Lembro-me da paixão platônica ( evidente) por um ator de cinema, príncipe do filme Helena de Tróia, louro, de olhos claros. Guardava sua foto, tirada de alguma revista, entre as páginas do caderno ou no fundo de uma gaveta. Precoce eu? Não. Devia ter uns dez anos, por aí.Mas, nessa mesma fase da vida, conheci meninos da escola. Um, ainda no Grupo Escolar, lindo, calças curtas ( podem rir) e muito bagunceiro, pois a professora sempre lhe dava pitacos com a régua. Havia também o meu vizinho, moreno bonito, que falava com voz esganiçada, alto. Mas se mudaram da minha pequena cidade. Cresci e me tornei uma adolescente, tímida. Apaixonei-me por um rapazinho bonito, irmão de uma colega de escola. Depois, outros jovens foram substituindo um amor por outro mais interessante.Tive até um amor proibido, que me causou muitos problemas mas que foi bonito, apesar de tudo. Aí, gente, fiquei lembrando de todas as paqueras que já tive. Muitas, confesso. Na praia de Saco São Francisco, outro romance impossível: devia ter meus quinze anos, dançava com ele nas festinhas do bairro. Mas não conseguia conversar. Jeca,mesmo. Menina do interior, não respondia a suas perguntas: " Voce não sabe falar?". Eu não respondia, o rosto afogueado seria a resposta. Não deu em nada, claro. Casei-me, foi outro tipo de amor. Tive filhos ( com este amor não há comparação). E fiquei ali, no escuro do meu quarto, pensando em cada amor que tive. Cada um me transportava e me trazia boas e más recordações. Acho que me perdi naqueles pensamentos e o sono veio e apagou tudo. Hoje, me lembrei disso. Por isso escrevo esse texto meio bobo, mas que me fez um bem enorme. Amar faz bem. Relembrar o passado, pode não ser a melhor coisa da vida mas dá sono, isso, sim!!! Em tempo: não falei de todos os amores. Havia mais gente neste pacote. Só não pude medir a intensidade de cada paixão, se foi de verdade, ou se um arroubo da juventude.  Mas foi amor, gente...

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