Fiquei surpresa diante do resultado do meu livro. Sempre temos a expectativa de algo bom, claro, quando nos arriscamos fazendo alguma coisa fora dos padrões a que estamos acostumados. Não tinha ideia de que teria um retorno tão prazeroso, surpreendente mesmo. Não falo do aspecto financeiro, pois gastei alguns "tostões" para editar o meu primeiro livro. Falo, primeiro, sim. Pretendo ser ousada o suficiente para fabricar mais um e quem sabe,mais outros?! O que me deu maior satisfação entretanto,foram os comentários de quem o leu.Não imaginei que teria um retorno tão favorável ( agora falo de dinheiro,sim) porque vendi muitos exemplares e ainda há quem queira alguns.É lógico, receber por um trabalho feito é muito bom, sim. Não há como negar. Mas a alegria me invade mesmo é quando ouço elogios e mais que isso, comentários de trechos em que pessoas se identificaram e se mostraram, de fato, entusiasmadas com minha forma de escrever. Ontem, um dos primos queridos recebeu o livro e me telefonou, encantado, chegando a me comparar com um grande autor. Fiquei pra lá de feliz, até porque sei que ele é alguém que costuma ler muito e é familiarizado com bons autores. Tenho muitos textos, crônicas ( é o que tenho feito mais) que dariam mais dois livros. Até comecei um romance, que acho difícil terminar. Pretendo investir mais no que faço agora: escrever. Olho para trás e vejo quanto tempo perdido. Poderia ter aprendido muito mais. Mas as coisas acontecem na medida em que somos capazes de, inconformados por alguma situação, encorajados a nos reinventar. É meio assim que me sinto. Preciso continuar nesta seara que tem me trazido tanto gosto, que tem me levado a reagir, diante das peripécias da vida. Disse sobre um romance começado e que não é tão simples, como escrever as crônicas de que gosto tanto. Estas, acontecem, simplesmente, sem muito esforço. Mas vejo, como verdadeiro desafio, o desenrolar da estória que comecei. Os personagens que criei precisam ter vida, personalidade e se apresentarem interessantes para que possam prender o leitor. Não vou desistir tão fácil assim. Ousadia não me faltou, disseram alguns que compraram meu livro. Desnudei-me, de certa forma, escancarei muitas verdades que estavam guardadas bem fundo. Quero me dedicar a essa nova tarefa. Quero acreditar que serei capaz. Quero, da próxima vez, convidá-los para o lançamento de mais uma obra: que venha o meu romance; terei criatividade para tanto? Não sei. Mas vou arriscar novamente.
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