quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Amigas, distância, saudades.
Ontem, quando recebi a mensagem no celular, não reconheci o número, até porque a dificuldade de enxergar os dígitos tão minúsculos é um fato. Depois, fui informada por minha filha que atendera a ligação; uma amiga que não vejo há tempos, dizia da saudade e pedia que eu ligasse. Só hoje, posso atender ao chamado, ainda não o fiz, para bem da verdade.Não há pressa. Havia ainda um outro convite para almoçar na casa de outra amiga e conterrânea. Ontem, tive um dia cheio de horários. Nem abri o computador. Perdi a oportunidade de estar com as ditas amigas de longa data e que se encontravam ali, naquele almoço que perdi. Uma pena. Além dos afazeres de sempre ( chatos, como arrumar a casa e cozinhar) precisei ir ao mercado, pegar meu neto na escola e ainda fui visitar a neta de minha irmã que resolveu "dar as caras," neste mundo conturbado e cheio de incertezas. Corri para comprar uma lembrancinha e escolhi um bonito vestidinho de malha rosa e branco, além da calcinha onde se podia ler; " a primeira calcinha nunca se esquece". Suponho que só usará quando abdicar das fraldas... Entretanto, percebemos que a distância, os diferentes rumos que tomamos, são empecilho para maior convivência com pessoas que já foram tão próximas, tão amigas, tão íntimas. Antes, os assuntos eram tão outros. Hoje, nos preocupamos com o futuro do país ( que parece tão sombrio) e até nos arriscamos em analisar a economia que anda com pernas bambas e ameaçada por tanta corrupção. Sinto saudades, sim, não só das amigas mas das conversas descontraídas, à beira da calçada e na mureta do meu edifício. Os risinhos, as brincadeiras, a descontração eram a tônica dos papos de adolescentes. Normal.Os namoros e paixonites da época ocupavam todos os nossos assuntos daqueles encontros memoráveis. Hoje, a amiga que me deixou recado, deve estar se ocupando de corridas aos bancos, papelada, dívidas, essas coisas que nos tornam inevitavelmente, maduros, adultos, enfim. Como será diferente o possível encontro com as mesmas pessoas do tempo que se foi, que não volta e que nos traz tantas saudades...!
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