domingo, 2 de agosto de 2015
Sumindo...sumindo...sumiu.
Agora, estou doente de verdade. Gripe. Malvada gripe que me entope o nariz, dá dor de garganta e não satisfeita, provoca esse desânimo. Tira o apetite também. E ainda tem o incômodo de intestino meio destrambelhado. Mas vai passar...espero. Todos os remédios já tomei, e engoli uma banana, na marra. Vou ver se o pão com aquela margarina que ajuda o coração ( prefiro não dizer o nome)e café conseguem me animar. Lembro-me dos dias de missa, em Bom Jesus, na minha infância e juventude. Acordava, preguiçosa, mas faltar à missa das nove...nem pensar. Costumava só tomar café e nem sei se comia o pãozinho costumeiro. Ia enfrentando o calor e a saia muito mais comprida do que se usava na época porque o padre não permitia minissaia, de jeito nenhum. Mangas compridas também, obrigatório. O sol batia forte e atravessar a praça para alcançar a Igreja se igualava à travessia do deserto de Saara, só que sem camelo nenhum. Mas era assim. Engraçado como se resiste melhor a essas dificuldades quando se é mais jovem. Hoje é domingo e tem missa. É um tantinho longe, entretanto, pode-se usar a roupa que der na telha, decotada, curta, até já vi gente de short. Não compactuo com essas liberdades que chegam com todo o modernismo. É melhor se manter o respeito, afinal é a casa de Deus. A vida vem em etapas. As coisas ocorrem no devido tempo, não é? Me pergunto. Nem sempre, respondo. Há pessoas que não dão bola pro tempo e o enfrentam com galhardia, com um certo deboche mesmo. Sinto inveja. Sou sincera quando falo dessa inveja porque é um modo de sentir vontade de reagir, de assumir que não é uma completa tragédia se estar além do prazo que foi estipulado para se ter uma vida boa. Tudo é relativo diriam uns. Tenho uma irmã que é exemplo de tenacidade, coragem. Lida com os problemas da idade como se fossem seus lacaios. Nem dá confiança. Ela está certa. Será porque saímos tão diferentes se a barriga que nos gerou é a mesma e os genitores também? Não sei. Outro dia, uma mulher jovem, bonita e inteligente ( olha a sorte dessa donzela!) disse, num programa de TV, uma coisa que me calou fundo, apesar da pouca vivência dela, não com essas exatas palavras mas parecido: "as pessoas perdem a perspectiva de fazerem planos e realizar sonhos, quando a velhice já as alcançou." É verdade. Ou talvez, seja diferente. Tudo o que seria a longo prazo, para o futuro, se torna urgente. E aí vem um tipo de ansiedade misturada com frustração. Ou os sonhos e desejos são irrealizáveis ou se cometeu erros demais e agora o tempo ficou muito curto. Sinto-me assim. Dizem que uma pessoa completamente realizada é a que plantou uma árvore, gerou um filho e escreveu um livro; até isso já fiz, acreditam? Vou lançar o meu livro daqui a uns dias. Esses ditos populares!... Eu posso dizer que já fiz as três coisas. Lembro-me de ter jogado muita semente na terra também. Filhos, são três. Como podem ver, não economizei na receita. Então. Não explicaram o que é mais importante: como fazer para driblar o tempo e mostrar a ele que ainda há um tantinho a ser cumprido. Como diria o compositor famoso: "Quero paz no meu coração, se tiver um amigo, que me dê a mão...!"
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